segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

A Lenda do Sol


Meu Nome é Conde Vortak. Sou um vampiro. Uma criatura noturna que vive de sangue. Tenho muitos amigos e alguns são humanos mas eles nunca aparecem quando estou com fome. Eu não os culpo. Afinal, eles poderiam ser meu prato principal.
As histórias que vou contar trarão muita diversão como poderão ver nas linhas que se seguem.
Você é meu convidado.


--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Estou a muito tempo neste planeta. Muito antes de existir o próprio Sol. Mas Como ele apareceu? Essa história é sobre ele.



A Lenda do Sol

por Adriano Siqueira

siqueira.adriano@gmail.com


Existia apenas escuridão na terra e só as estrelas pequenas é que brilhavam.
Havia também uma indiazinha que se chamava Lilandra. Ela gostava de dançar em homenagem àquela estrelinha que era muito fraquinha e rosada.
Muitos índios não entendiam porque ela fazia aquilo. Eles achavam que ela estava provocando a ira dos deuses que davam comida e abrigo para a aldeia. Afinal. Existiam muitas estrelas bem maiores do que ela. Era um sacrilégio ver que algo tão pequeno merecia adoração.
Uma reunião foi feita, e nela participava também os pais da Lilandra. A tribo decidiu que se ela dançasse de novo seria severamente punida, pois ela estava colocando em risco toda a aldeia por adorar algo inútil e sem valor.
De nada adiantou alertá-la, pois ela continuava dançando e ainda dizia:
— Sabe...? Um dia aquela estrelinha será muito forte e vai iluminar todo mundo!
Isso irritou muito o chefe da tribo e seus pais também. Decidiram puni-la afastando-a da aldeia.
Ela foi andando para a floresta, e ficou chorando muito.
No meio da floresta ela parou, perto de um riacho. Seus olhos ainda estavam lacrimejados. Olhou para a água e viu o reflexo da estrelinha.
Com uma tristeza enorme, ela pulou de encontro ao reflexo e nunca mais submergiu daquele riacho.
Então, a noite começou a virar dia.
Os índios, assustados, cantavam e dançavam para seus deuses, procurando a salvação.
Mas, o brilho e o calor eram tão fortes, que, aos poucos, caíam desidratados. Aquela estrelinha agora tinha um brilho tão forte que os índios que olhavam para ela ficavam cegos.
Meu corpo estava começando a queimar. Eu percebi que está nova luz era minha maior fraqueza. Por isso me escondi em uma cabana até a noite voltar.
Quando anoiteceu pude sair novamente. Os habitantes daquela tribo desapareceram completamente.
Lilandra ainda está com o sol ! Dizem que é só fechar os olhos quando o sol estiver bem forte e sentirá alguém passando por volta dele... Ela estará lá para proteger aquela estrela que agora dá luz e calor para os humanos!

Devemos respeitar a opinião dos outros.
Geralmente são as pequenas coisas que fazem a diferença.

4 comentários:

Me Morte disse...

Antigamente os vampiros derretiam sob a luz do sol. E hoje Conde? Não inventaram algum protetor solar fator 500 para os vampiros?
Gostei do seu conto, sou fã de carteirinha. Beijos

Mali Ueno disse...

bonito, gostei

li umtexto parecido com esse.. mas conta a lenda da formação da vitória régia..

lendas indífgenas são demais.. e seu texto mais ainda por unir a magia indígena com as fábulas eslavas(?)

gla-gla disse...

simplismente adorei seu conto ainda masi tratando de lendas indigenas parabens sou sua fa viu bjim

Kaya, the vampire disse...

Oi Adri,

Lindo, adoro coisas assim, meio folclóricas que falam dos índios e suas crenças tão sábias.
Diferente dos textos normais que voce escreve.
Gostei bastante.
Mas gostei mais da poesia LA SOMBRA, lindaaaaaaaaaaaaa.
Bem eu tb sou sua fã de carteirinha, mas o que é bom é pra ser lido e admirado.
Grandes beijos e saudações noturnas
Kaya, the vampire