sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

CRENÇA


por Dos Anjos


Eu creio na cruz e na ausência de ser vida
Creio também em chamas do meu passado
Eu creio no credo e creio no pecado
De ser alma, corpo e forma carcomida.


Eu creio no Universo, este tudo que em mim dança
Creio no cativeiro que me obriga a crer
Eu creio que de mim subi, pra de mim descer
Creio também em horrores de abastança.


Se renego o que não creio ou me renego
Renego também o próprio túmulo
De quem sou de mim filho.


Eu renego o próprio deus que em mim eu nego
E cheguei à beira do próprio cúmulo
De procurar um pão sobre o meu trilho.


dos Anjos

5 comentários:

Me Morte disse...

Crença! A fé que move o mundo! Mas como crer em alguma coisa hoje em dia? Teu poema foi fundo. É lindo!

Ana Kaya disse...

Concordo com a Me, que texto profundo, tive que ler algumas vezes pra ter o meu ponto de vista, tentar entender.
Olha, aqui tem muita gente boa mesmo.
Parabéns, lindo demais!

Me Morte disse...

Topas participar do ebook n° 2 do vale?

Me Morte disse...

dos Anjos. 6° escritor do ebook do Vale 2.

Giselle Sato disse...

Que poema, profundo e realista. Muito bom. Parabéns