segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O Vampiro da Luxúria

Já que tenho a esperança de um dia não morrer em vão,
Vago por essa terra a escrever meus versos
E arrastar a minha dor dentro do meu caixão.
Na campa, vejo o símbolo do passado
Riscado com a raiva ensandecida,
De todos os amores que tenho desprezado
Ao longo de minha maldita vida.

Sorvo da luxúria em carne viva,
Saciando-me com o sangue da desilusão,
Sou vampiro da libertinagem aflita
Que bebe o sangue do coração.
Não tenho dó das ninfas em meu leito
Que se entregam aos prazeres dionisíacos,
Faço de seus esteios o meu peito
Como um amante vulgar e empírico.


Do livro Orações Licenciosas (Cancioneiro Erótico), de Romulo Narducci.
Imagem: Lucien Freud ( I po ślubie, 1993 ).
Romulo Narducci é poeta, escritor e idealizador do evento de artes Uma Noite na Taverna, que acontece mensalmente no SESC São Gonçalo, RJ.

3 comentários:

Me Morte disse...

Caraca!!! É tesão puro!
Que estreia estonteante! Amei!
Vago por essa terra a escrever meus versos
E arrastar a minha dor dentro do meu caixão.
Um vampiro poeta!!!Porra!

Sorvo da luxúria em carne viva,
Saciando-me com o sangue da desilusão,
Sou vampiro da libertinagem aflita
Que bebe o sangue do coração.

Caramba!!!
Minha santa dos góticos!
Seja bem vindo!

Ana Kaya disse...

Meu Deusssssssssss que coisa mais maravilhosa.
é pura emoção, é pura adrenalina, é pura tesão aahahah não te copiei Me, saiu sem querer.
Eu amei, como amo vampiros, amei amei amei amei.

Sê bem vindo ó irmão da noite.

O Tavernista disse...

Agradeço a tão calorosa recepção. Fico feliz com o elogio de poetas, que como andei lendo por aqui, nesse belíssimo e soturno vale, escrevem com a mais bela alma.

Evoé!