
Foice de amarguras
sua fúria ceifou
minha alma , deixando
minha aura escura.
Fúria da foice que domina,
vem chegando e podando
toda alegria, numa fúria incessante
e enlouquecida.
Cortou minha trilha,
ceifou minha vida,
arrancou do meu peito
a esperança contida.
Esta fúria que move
montanhas, que parte
em duas partes minhas
feridas, feito a foice da morte
marcada para aquele dia.
Mata tudo que vem pela frente,
a fúria da morte...
feito foice demente, afiada,
de dois gumes delinqüentes
Nessa ira que me envolve,
nessa foice que me corta,
entregar-me-ei ao ócio e naquele
pódio que nunca pertenci, deixarei
que a fúria da foice me dilacere até me
sucumbir.
Fúria da mente
Foice do ódio
Morre tudo que se tem
Mata tudo que se pode.
Leni Martins
Um comentário:
Esse poema deu trabalho no concurso. Foi um forte concorrente. Muito bom Leni.
Postar um comentário