sábado, 25 de outubro de 2008

SANGUE CAMBALEANTE




SANGUE CAMBALEANTE
** Gaivota **


Este sangue
que derrete
a torturante
miséria humana
este sangue que
pulsa
cambaleante
na calçada da vida

Este sangue
derrama-se
nas taças
e nos jardins
este sangue
esvai-se
dentro de mim

*

*

2 comentários:

Me Morte disse...

Esse sangue disse tudo. A miséria humana, não só social, mas a de caráter; a desigualdade, a violência, etc...
Teu poema é riquíssimo! Amei!
Precisamos de mais pessoas sensíveis como vc para nos brindar com poemas assim...
beijos

Giselle Sato disse...

Rico mesmo, cheio de cores fortes e vibrantes. Simplicidade em mil versões. Fechar os olhos e viajar nas letras...