O cálice
que empunho agora
nas mãos
trêmulas
suadas
ainda guarda as digitais
do nosso pacto
insano.
Da febre
de almas inconseqüentes
o nosso sangue
selamos
num ritual
quase satânico.
Juras de vida
e de morte.
A lâmina
brilhou nos
pulsos... Movidos
pelo impulso
em cena repleta
de signos,
sem medo
do desconhecido.
E hoje,
o cálice que empunho
não tem vinho
servido à luz de vela
em castiçais de prata.
Mas o veneno voraz
que findará a dor
da quebra do nosso pacto
e a saudade suas
que aos poucos me mata.
(Sirlei L. Passolongo)
Um comentário:
Sirlei, teu estilo é inconfundível! Adoro! Obrigada por enfeitar nosso Vale!
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