quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Ritual





O cálice

que empunho agora

nas mãos

trêmulas

suadas

ainda guarda as digitais

do nosso pacto

insano.




Da febre

de almas inconseqüentes

o nosso sangue

selamos

num ritual

quase satânico.




Juras de vida

e de morte.

A lâmina

brilhou nos

pulsos... Movidos

pelo impulso

em cena repleta

de signos,

sem medo

do desconhecido.




E hoje,

o cálice que empunho

não tem vinho

servido à luz de vela

em castiçais de prata.

Mas o veneno voraz

que findará a dor

da quebra do nosso pacto

e a saudade suas

que aos poucos me mata.




(Sirlei L. Passolongo)

2 comentários:

Me Morte disse...

Sirlei, teu estilo é inconfundível! Adoro! Obrigada por enfeitar nosso Vale!

Inominável Ser disse...

Sangue nos versos, sangue que suguei, ah, maravilhoso Pacto, vertiginoso Pacto, Verdadeiro Pacto...

Os Deuses Sangrentos Inspiraram-Te neste poema, Sirlei... O Coração Das Trevas, Amor, Ódio, Pulso, Impulso... Delicioso Sangue Maior!!!