domingo, 22 de março de 2009

Não brinque comigo!

Não brinque comigo!

Grenda era filha de um veterano alemão, acusado de ter matado milhares de pessoas em Auschwitz e refugiado no Brasil. Seu pai estava preso atualmente e Grenda administrava os bens com a ajuda de Bernt, empregado fiel de seu pai, pau para toda obra. De sua mãe nada sabia, nem uma foto havia. Gozava dos privilégios da fortuna do pai.
Malu era sua amiga de longa data, aceitava as esquisitices da amiga e vez em outra usufruía das benesses de Grenda, como hospedar-se no sítio, verdadeira mansão fortificada, com guardas e segurança absoluta.
Na faculdade, Malu havia conhecido Grenda e um outro amigo que acabara se tornando seu namorado, Rique.
Em dois anos, o namoro entre Rique e Malu era uma paixão só. Ela estremecia cada vez que se tocavam, lembrando cenas das horas de sexo estonteante. Rique era bem aquinhoado. Tinha um membro enorme, o que fazia com que só tivesse uma ereção. Todavia, as preliminares e a transa eram tão gostosas e excitantes que Malu nem reclamava. Estava satisfeita.
Até que Rique começou a esquivar-se dos afagos, beijos e sexo. Alegava cansaço, precisava dormir cedo, tinha provas de alunos para corrigir... No início, Malu ficou amuada, mas aceitou. Queixava-se para Grenda e esta ria maliciosamente, dizia sempre que homem não era para se confiar.
Como fêmea, Malu pressentia que algo estava errado. Rique era jovem e forte, cheio de tesão. Resolveu certificar-se e começou a segui-lo discretamente. Grenda acompanhava-a. Foi então que vira Rique sair da faculdade acompanhado por uma jovem, morena, bem atraente, cheia de curvas. Os gestos diziam tudo...
O coração de Malu apertou-se, sangrou, doeu, mas a raiva, o ódio provocado pela traição impôs-se ferozmente. Passou a arquitetar um plano de vingança. Grenda solidária como sempre.
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Rique foi convidado assim como outros amigos para um churrasco no sítio de Grenda. Muita música, comida e bebida à vontade, alguns baseados. Todo o dia tinha sido alegre e Malu conseguiu disfarçar os sentimentos como se de nada soubesse. Combinou com Rique de permanecerem no sítio à noite para só retornarem ao centro da cidade na manhã seguinte. Rique, satisfeito pelo dia, não se opôs.
Retiraram-se todos, permanecendo somente os três na casa e Grenda, informando do quarto destinado ao casal, encaminhou-se ao dela. Rique já se despia para deitar-se embora Malu permanecesse vestida. Chamou-a para a cama insinuando uma noite de amor. Ela vencida mais uma vez pelo desejo daquele corpo moreno, deixou-se agarrar. Enlevada, retribuía cada beijo, mordia, chupava, retorcia-se em gozo, o orgasmo chegando como cascata, a inibir-lhe os sentidos. Apenas um átimo de segundo e veio à lembrança a imagem dos dois, Rique e a morena... Lembrou-se, então, do motivo da festa. Beijou Rique, pediu-lhe que aguardasse, ia ao banheiro.
Encaminhou-se então ao escritório do pai de Grenda, os filas rosnaram, arreganhando os dentes. Com o pacote de carne crua sob o braço, Malu foi incitando-os até o quarto. Rique deitado de barriga para cima já meio dormitava, nem percebeu o que havia sido jogado sobre ele. Os cães precipitaram-se sobre ele buscando os pedaços de carne crua, encontrando o corpo de Rique atacaram vorazmente. Se alguém ouviu os gritos, não se manifestou, acostumado às excentricidades da patroa. Malu saiu do quarto, fechando a porta, no semblante um ar maligno. Dirigiu-se ao quarto onde Grenda já a esperava.
Pela manhã, o fiel Bernt limparia a bagunça...

2 comentários:

Me Morte disse...

estreia com chave de ouro essa minha gde amiga talentosa, que bom que aceitou meu convite, o vale brilha muito mais agora...

Lucia Czer disse...

Me, você é que é generosa, amiga! Acolheu-me com um carinho cativante. Obrigada pelas palavras. Beijo