sexta-feira, 28 de maio de 2010

Soneto da Tristeza


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Soneto da tristeza


Os dias que passam mal nascem
e mostram rosas de lira morta
tão tortas das petalas que fazem
cair orvalho da face que desflora.

Tão pequeno aos céus que implora
os versos da alma em carne tristonhos
saudando sonhos em sangue de glória
a vida passa triste em dias medonhos.

Tantas são as quimeras de grinaldas
que enganam as narvalhas das ilusões
enchendo canções de esperanças caladas

No sangue és a alma em tantas inspirações
és tu tristeza,dolorosa tristeza cevada
que nesta aurora tiveste a primavera dada.

Por Emerson Sarmento.

Um comentário:

Me Morte disse...

Sentimento central que move o Vale, tristeza! Teu soneto é belo, como tantos que já fez...Esse em especial vai alegrar meu dia hoje! Beijos