domingo, 18 de novembro de 2007

O sangue da rosa


Na minha cama de trevas
Costuro rosas sanguinolentas
Na bolsa, levo poesia,dois punhais,
algemas e uma focinheira
Caso minha sombra se rebele
e escape novamente do chão
caso algúem enlouqueça
e eu me aproveite da situação...


Ando pesado nas tardes sombrias
Pois sinto as asas da morte cobrindo meu corpo
Eclipsando minhas energias
De vez em quando
um beijo invisível,roubado nos lábios

Gelo inteiramente
Murmuro palavras santas
e caio de lado
E é esse pesar que me faz
só querer dormir
Voar alto,sonhar gritando
da morte fugir
Não iluminem meu sarcófago!
O silêncio é precioso
Em troca te devo
um crucifixo de ossos
e um banho puro
do sangue das minhas rosas

Um jorro eterno,beatificado
O torpor das minhas drogas
ofereço...uma canificina amorosa

2 comentários:

medusa que costura insanidades disse...

Ola, sou a Rita, agradeço a Me pela chance de publicar neste blog e espero que apreciem minha carnificina!

Me Morte disse...

Lindo! Demais Rita! Eu que agradeço ter aceito meu convite, sou sua fã. Jamais conheci alguém que escrevesse tão bem o macabro como vc. Boa estreia.
Beijos