quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Mata-me


Pagou-me para esquecer
de tudo que me fizeram
Te bato por mero prazer
depois que me disseram

Sou louca, morta
desastrada e furiosa
Você me fincou
toda a dor, e agora digo
te mato, e agora

Que me prendam,
que me arrastem
te matei, e é tudo

matei minha dor,
é tudo que pude fazer

Ainda lembro do teu sangue
esguichando como foz
marcando meu gosto
de ser tua algoz

3 comentários:

Me Morte disse...

Mali, sempre pontual, sempre sangrenta, sempre Mali. Já posso chamar vc de poetisa gótica, com certeza. Muito bom.
Beijos

Paulinho Bomfim disse...

Apreciadíssimo! Gostei muito minha linda Mali. Não conhecia esse seu lado gótico de ser, rsrsrrs
Beijos no coração!

Doctor t. disse...

Má-li !!! rssssss
Muito bom ! passa uma aflicão, uma angústia que arrepia!

Gostado!

beijos