quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Luto

Hoje estou vazia
mesmo povoada
de mães, pais e filhas.

Sete anos de sorte
e agora o corte
dói de novo
renovado.

A casa está sozinha e reclama:
- O muro é apenas muro,
a porta da sala não mais mia chama
quando se abre.


Sete anos seus olhos
me deu por companhia
por sete anos me seguiu:
onde eu estava,
ele ficava.

Hoje lembrei,
estava quase esquecido:
fui traída , tragada
pela minha lida.

Ele foi traído.

E uma foi - se
rasgou a lembrança:
na última noite
não disse adeus...

Foice,
sem olhar
nos olhos meus.

4 comentários:

Me Morte disse...

Muito triste Flá. Acho que essa é a pior das dores.

Ana Kaya disse...

Concordo com a Me, põe triste nisso, eu que tenho animais em casa sei bem como é esta dor.
Que Deus te de o lenitivo que precisas. Os animais são anjos, eles vão e na mesma hora já nascem de novo, para continuar em sua busca pela ascendência espiritual.
Não esqueça, ele já é um anjinho na Terra de novo, alegrando outra pessoa.

Juliana T.P. POE disse...

amigaaa !!!
chorei com teu poema ...
não existe amor maior que o incondicional... amor de nossos queridos bichinhos, que são como filhos, anjos na terra para nos amar sem nada pedir!

Fla Perez disse...

Poxa pessoal, obrigada!
fiquei com medo de postar e de ser chamada de piegas, mas amor nunca é piegas.
obrigada!
Pelo consolo e pela leitura.