terça-feira, 11 de março de 2008

Já não oro


Já não oro:
Calo.
Deixo de recorrer
A deuses pequenos,
Mundanos,
Que nada sabem
Dos meus planos.

Nego-me fazer promessa,
Chantagem
Que descumpriríamos
Parte a parte
Em negociata
Tacitamente
Mentida e sabida.

Só sei,
Sem que este me saiba,
De um capeta
Que me arde os olhos
Feito malagueta,
Me suja os dedos
De tinta preta.

Único dono
Com posse e direito
Do que me é
Arrancado do peito.

2 comentários:

Me Morte disse...

Eu tenho um lado capeta que me suja as idéias as vezes, mas não sai dali. Acho que isso é inerente do ser humano não é?
Muito bom Ruy.
Beijos

Ana Kaya disse...

Puxa que forte. Gostei.
Como disse a Me, todos nós temos nosso lado negro e as vezes ele vem á tona.

Muito bom.
Bjs