domingo, 20 de abril de 2008

Crianças. Questão de respeito e dignidade


Crianças. Questão de respeito de dignidade - Giselle Sato

Filhos são gerados, nascem, recebem cuidados, alimento, calor e atenção. Pequenos seres frágeis que tomamos sob nossa proteção.
Parte de mim está em meu filho.

Esta metade que amo tanto é a fonte inesgotável do amor que abastece minha alma e me faz seguir adiante. Não importa a distância ou a idade, sempre serão pontos de referência, caminhos de luz, aconchego em forma de lembranças queridas.

Crianças. Brincam no mundo colorido e doce do faz de conta. Abraçam e amam com pureza. São sinceros e instintivos. Generosos.
Pequeninos na aparência e gigantes em lições e atitudes.
Capazes de irritar, implicar, gritar, beliscar, pular e fazer birra. Por isso são crianças.
E cabe ao adulto explicar e ensinar os limites.

Direitos e Deveres. Existem porque são importantes.
Situar uma criança no mundo em que vive não é tarefa fácil. Principalmente se o meio é violento, competitivo e nada promissor.

Quantas vezes sentimos vontade de sair batendo portas e quebrando louças? O que nos impede?
Censura, comportamento social e medo.
Medo de ser apontado como louco e desajustado. Medo de ser excluído.

Criança não nasce obediente e boazinha. Testa para aprender os limites, aprende com nossos exemplos.
Um ambiente agressivo pode gerar uma criança calma e tranqüila? Dificilmente.
Um lar onde há brigas, discussões e violência física transmite boas influências?

Porque não somos honestos o suficiente para assumir que simplesmente não temos condições para ter filhos?

Nossas crianças não são objetos de experimentos, são seres humanos com alma, espírito e vida. Não nasceram para servir de cobaias e redimir o temperamento hostil e agressivo que portamos.


Até onde vai a maldade humana, a ignorância, a falta de valores morais?
Somos gerações carentes que se reproduzem.

É preciso que sejam feitas campanhas de conscientização em massa sobre Amor, Respeito e Educação.

Uma nação não sobrevive sem o alicerce.
Mil histórias são divulgadas diariamente. Impactos momentâneos e rapidamente esquecidos pelo horror seguinte.
Não é justo que nenhuma atitude seja tomada visando o futuro que está batendo em nossas portas.

O que está faltando para que tomemos cada caso de violência contra crianças como um problema social?
Não adianta varrer a sujeira para debaixo do tapete. É preciso resgatar a cidadania e dignidade.

E a pergunta que não quer calar, voce atiraria seu filho/a da sacada de um prédio? Vivo ou morto, voce seria capaz de tal ato?

Quantas cenas de mães agarradas aos filhos sem vida nas guerras são mostradas diariamente? Quanto mais seremos obrigados a suportar?

Um comentário:

Profª Cristiana Passinato disse...

realmente, as crianças deveriam ser mais respeitadas.
Não agüento ver falta de atenção, educação, violência com crianças e no nosso país isso parece ser uma constante.
Dói...
Um abraço,
Cristiana