sábado, 21 de junho de 2008

O CAPETA E OS SECTÁRIOS DE MAMON

E então o Capeta tornou-se um precioso adjutório aos sectários de Mamon.

Nos templos de adoração das cifras, o Capeta foi a grande estratégia para a arrecadação de cédulas. Porque, se o homem mentia, prevaricava, sentia dores de cabeça, desejos de suicídio, tonturas; se os negócios iam à bancarrota, e entrava em concordatas insolvíveis, ou adulterava, ou sequer temia pisar no átrio do "Templo Maior" – o grande culpado era o Capeta!

E o Capeta trazia consigo uma hoste de “encostos”, astutos, recalcitrantes, manifestando-se jocosamente nas "sessões de descarrego", com toda sua ira gratuita, criminosamente confundidos com as entidades afro do Candomblé, da Umbanda ou Quimbanda.

Não citaram Astarte, Baal, Moloch, Marduk, seu próprio deus Mamon, Arimah ou quaisquer entidades da Idade Antiga. O vulgo preferia os Exus, os Pretos Velhos, as Pombas Giras – o Capeta.

Nunca o farisaísmo foi tão audacioso, nas reuniões dos empresários, nos propósitos lançados nas risíveis "Fogueiras Santas" (sic), no púlpito imundo pela oratória sibilina de bispos e pastores ávidos pela rapinagem criminosa da simonia contemporânea.

Ah! Malditos! Malditos que conspurcam o sacro espiritualismo da Codificação, de Blavatsky, de Sócrates, da Gnose, do Cristianismo incorrupto anatematizado nas criptas dos primeiros séculos. Que se aproveitam, como ratazanas de cais, da esterilidade da Igreja Romana, da obscuridade bíblica cheia de interpolações, inculcando no homem simplório a animosidade à verdade reencarnacionista, seduzindo-o com sofismas covardes, justificando com suas línguas imundas a necessidade do dízimo sobre lucro, a usura, o soldo, as comissões.

Filhos pútridos do capitalismo predatório, sois mais condenáveis que os cegos e intolerantes sectários do Corão e da Suna, porque estes ainda movem-se pela paixão de sua teodicéia pura, dentro do seu contexto cultural. Sois mais um entrave ao premente saneamento espiritual do globo.

Certamente isso recairá sobre vós!

2 comentários:

Me Morte disse...

Eu sou apaixonada pelo tema "Demônio" na literatura. Acho uma fonte inesgotável de criatividade se porventura enveredamos por esse caminho, literariamente falando.Mas qdo se pensa nas atrocidades atribuidas a esse nome aqui na terra, doenças da mente maldita dos homens, quando agregadas a esse tema, torna-se crime, sem sombra de dúvida. Tantos casos de sacrifícios, cerimônias bestias, maldades a inocentes...Muito bom seu texto!
Eu digo que adoro o Capeta quando o encontro nos papéis de minha escrivaninha ou nos lençois de minha cama, fora isso, morro de medo dele,rss
Beijão

Giselle Sato disse...

Sempre um prazer ler o Mago.Desce ao covil dos malditos e traz contos arrepiantes.