segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A pessoa comum que sou




O mel prefiro ao fel
o doce da alma à bile .

Há mulheres e mulheres
Homens e homens
cada um é único
cada uma única é

o que fazem mulheres e homens
diz das pesoas que são nas circunstâncias
não o fazem porque pedem os deuses

fazem porque o querem fazer
fazem porque os fazem fazer
deixam de fazer por querer
desistem por medo de ser

A irmã única que tenho e amo
pariu quatro mulheres lindas
Dão-me luz à vida também
duas filhas mulheres
dois filhos homens
que tive de mulheres.
Eu as amei, amo e amarei
Ajudei a gerar e ajudo a criar
Deuses e deusas não me servem,
nem ao espírito nem a mesa
nem a eles sirvo eu, filho de mãe e pai
No máximo, uma ou outra rara vez
sou inspirado por musas.

3 comentários:

Me Morte disse...

Uma contalilização da vida. Muito bom! Confesso que o contraste da foto com o poema nos passa uma visão ampla do que acontece na essência do texto, como no filme "Sexto Sentido", um ajuste final. Muito bom. Raramente encontro poemas tão complexos, com uma história a cada verso.

Projeto C.O.V.A. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Inominável Ser disse...

E as Musas Inspiram assim, com douros momentos nos quais nos amparamos em suas belas asas de Damas Altas Reais E Formidavelmente Belas...