quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

MORDO A LÍNGUA





MORDO A LÍNGUA


A casa ruía dentro do silêncio
eu vagava como vagabundo
no chão triste comido pelo vento
embrulhava braços
de tristeza
sem saber exatamente
desatar o nó que havia dentro

Fulminado no olhar
a mordida quente
o bolso vazio
excêntrico instante
dolorido

Perpassaram personagens
de filmes
quem sabe?
ontem choveu e as poças
ainda olham
fugidas do lar
estranha mania
morde a língua
atravessa a garganta
penetra o cérebro
escorre em
caldo quente

Desliza ao coração
pulsa desnorteado
em busca das luvas
que enxuguem
o sangue espirrado



** Gaivota **



* * * * * * * * * *

2 comentários:

Me Morte disse...

irmão de sangue? não, vc chegou num tal ponto que já é amante de sangue, rss
adoro teus poemas, estiloso e sombrio, assim vc me ganha cara!

Anônimo disse...

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