domingo, 14 de fevereiro de 2010

O ÚLTIMO VAMPIRO

(Darkness)
Nós acreditávamos que éramos imortais. Os mortais também pensavam assim. No entanto a morte sorriu por último. Ela vinha sorrindo desde que o primeiro de nós tombou. Agora não existe mais esperança. De uma espécie única, dos seres invencíveis que coabitavam, mesmo que nas sombras, com os humanos, sou o último a testemunhar o fim de uma era.
Nunca formamos uma população considerável. Alguns milhares dispersos por todos os cantos deste planeta. Alguns acabaram se fixando ao solo que os acolheram, mas a maioria vivia sem destino, solitários ou em grupos pequenos.
A dieta que seguíamos jamais colocou em risco a sobrevivência da espécie humana. Nossa sede sempre foi moderada. Alguns massacres tiveram lugar em nossa história, mas sempre eram motivados por fatores alheios ao nosso modo de saciar nossas necessidades. A mais sangrenta de todas foi causada pela intransigência de um grupo que se intitulava os donos da verdade.
Não tem como saber quanto tempo ainda me resta. O mal, que dizimou os meus, nunca foi explicado totalmente. Por toda nossa existência permanecemos imunes as moléstias que irrompiam entre os humanos. Nem mesmo as grandes epidemias nos atingiram. Porém, algo aconteceu.
O alarme soou quando já era muito tarde para revertermos o quadro. Os primeiros a tombarem não foram localizados. Eles caíram sem que os outros ficassem sabendo sobre o ocorrido. Somente quando um dos sedentários foi abatido é que tomamos ciência do mal que estava nos atingindo.
O caos se instalou de imediato. Os andarilhos procuraram pela companhia dos sedentários. Buscavam a proteção para o mal, mas acabaram encontrando o foco do mesmo. Quanto mais distante, dos outros, nos mantivéssemos, mais chance de sobreviver teríamos.
continua AQUI

Um comentário:

Melissa disse...

Vc escreve como ninguém! Grande e bom.