sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Tortura

Ele não me amava.

Ainda assim, seguindo seu rogo
desci do altar onde estava
pra me danar toda
num inferno de Otelo

e em seu falo de ogro.

E agora sai
pouco depois que chego
como se o incomodasse em algo.

Mas quando quer me confundir,
me invade,
mesmo quando lhe nego,

ou quase.

Ele sabe o que me impõe,
esse moderno Marquês de Sade.

7 comentários:

Me Morte disse...

Essa é a pior das torturas, se é...
Muito bom Flá! Passa toda uma história em tão curtas linhas.
Bom mesmo.

Cesar Veneziani disse...

Sua "pegada" é única e fantástica!
(A experiência de comentar em seu próprio laptop é incrível! rssss...)

FláPerez (BláBlá) disse...

rsrsrsr, Valeu Me!

FláPerez (BláBlá) disse...

hahahahaha Cesinha! Valeu o dia de hoje, valeu o temaki e o saquê, valeu a companhia e a besteirada que a gente falou!
bjbjbj

Allan Vidigal disse...

Bonzão.

Allan Vidigal disse...

Aliás, é impressão minha ou vc fez dois poemas em uma semana que terminam em "marquês de Sade"?

Flá Perez (BláBlá) disse...

hahahahahahahahaha...verdade Allan!