sexta-feira, 4 de março de 2011

O nada


Subi na montanha mais alta
A cada pedra escalada
Deixaram cortes em minhas mãos.

Passei por desfiladeiros
Onde a vontade era desistir
soltar as mãos e deixar o corpo cair.

Subindo e deixando sangue
Sangue do esforço
Sangue do desgosto...

A dor aumenta e rasga a cada dia
Escalada maldita solitária
ao encontro de coisa alguma

Por muitas vezes parei
em algum patamar sentei,
pensei e tentei desistir.

Adormeci...
E os sonhos não me deixaram
me empurrando a seguir

Cheguei ao cume
Exausta...
Sentei e chorei, pois também,
nada havia ali.
Pois onde quer que eu esteja
nada há em mim.


Por Moon Shadow

Um comentário:

Me Morte disse...

Lindo poema!
Olha Mooon, responda o caderno de perguntas da Me aí na barra lateral. Preciso conhecer melhor vcs valeblogueiros. rsrsr
beijos