Um dedo, pra quem voa, é nada.
Uma asa pra quem não sonha, nada é,
um pássaro é mais que um pássaro
se vive a voar, um pássaro é nada, sem voar,
é como se lhe faltassem, não o dedo,
mas as asas.
A vida se vive sem dedos,
não se voa sem asas.
"Voar é com os pássaros".
Sonhar é aqui agora,
eu cheio de dedos, sem asas.
Bem vindos ao Cemitério do Vale das Sombras. Uma Necrópole de nossos textos sombrios. Aqui só crônicas, poemas, contos e tudo no bom e velho estilo gótico de viver. Falou de morte? Poste aqui. Tristezas? Raiva? Contos macabros? Fábulas assombrosas? Temas exóticos? Textos fantasmagóricos? Aqui não tem meio sorriso, sorriso inteiro, só choro e sobrenatural. Venha fazer parte das almas atormentadas do Vale das Sombras.
sábado, 24 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
NÓS... (OS) MORTOS...
A face mais linda... Olhar angelical
Lábios profanos... A alma escura
A fome tornando prisioneira
A sede torturando o âmago
Há de ser um anjo pecador
Renegado por sua legião
Voltado ao mal... desterrado...
Perdido no caos da negação.
Ainda que sua carne se queime
Sua voz se eleve em adoração
Seus rogos haverão de se perder
Não encontrará eco ao anseio
Ignota se tornará aos seus
Tudo que receberá serão blasfêmias
Não mais gozará da primazia
Aguarda-a as profundezas sombrias
Solidão... castigo... sofrimento...
Entregue às plagas mais frias...
Quando sentir a dor romper seu eu
O sangue verter ungindo-a totalmente
Morrerá o suplício da maldade
Consumindo-se na loucura
Implorando por clemência
Suspirando... gemendo... gritando...
Desonra e traição a fustigar
Seus erros rutilando ante o infinito
Para não mais se elevar...
Oh, besta maldita da perdição
Fera sanguinolenta do mal
Reveste-se de angelitude
Seduzindo incautos ambiciosos
Sugando-lhe as energias vitais
Conspurcando as auras alheias
Não se apieda do imprevidente
Não se condói com o iludido
Somente sente a necessidade
Somente expressa sua insanidade...
Mas embora seja reflexo do mal
Serva da escuridão asfixiante
Escrava dos abismos sem fim
Acalento-a em meu íntimo
Acolho-a em minha alma
Trago-a em meu ser
Amando-a sem condições
Morrendo por sua vida
Perdendo-me por seus erros
Desistindo de mim... do eu...
Para que sejamos unos
Anjos caídos... expulsos do bem...
Vagando pelos ermos da Terra
Sangrando a inocência original
Morrendo a intolerância da guerra...
Lábios profanos... A alma escura
A fome tornando prisioneira
A sede torturando o âmago
Há de ser um anjo pecador
Renegado por sua legião
Voltado ao mal... desterrado...
Perdido no caos da negação.
Ainda que sua carne se queime
Sua voz se eleve em adoração
Seus rogos haverão de se perder
Não encontrará eco ao anseio
Ignota se tornará aos seus
Tudo que receberá serão blasfêmias
Não mais gozará da primazia
Aguarda-a as profundezas sombrias
Solidão... castigo... sofrimento...
Entregue às plagas mais frias...
Quando sentir a dor romper seu eu
O sangue verter ungindo-a totalmente
Morrerá o suplício da maldade
Consumindo-se na loucura
Implorando por clemência
Suspirando... gemendo... gritando...
Desonra e traição a fustigar
Seus erros rutilando ante o infinito
Para não mais se elevar...
Oh, besta maldita da perdição
Fera sanguinolenta do mal
Reveste-se de angelitude
Seduzindo incautos ambiciosos
Sugando-lhe as energias vitais
Conspurcando as auras alheias
Não se apieda do imprevidente
Não se condói com o iludido
Somente sente a necessidade
Somente expressa sua insanidade...
Mas embora seja reflexo do mal
Serva da escuridão asfixiante
Escrava dos abismos sem fim
Acalento-a em meu íntimo
Acolho-a em minha alma
Trago-a em meu ser
Amando-a sem condições
Morrendo por sua vida
Perdendo-me por seus erros
Desistindo de mim... do eu...
Para que sejamos unos
Anjos caídos... expulsos do bem...
Vagando pelos ermos da Terra
Sangrando a inocência original
Morrendo a intolerância da guerra...
quinta-feira, 8 de março de 2012
O ciclo
Saudações Mortais...
Venho hoje aqui, neste dia deveras elegante, pois é o Dia Internacional da Mulher (na minha opinião, o dia das mulheres, das crianças, dos pais, dos avós, seja lá de quem for, deveria ser todos os dias, pois as pessoas deveriam lembrar-se uns dos outros sempre, com respeito, e não somente em determinadas datas), para felicitar todas as mulhreres e desejar que, cada vez mais, elas reocupem seus lugares de destaque que possuíam na sociedade e que foram perdendo ao longo dos séculos.
Mas olhem só vocês... eu tagarelando aqui... Voltemo ao foco. :)
Gostaria muito de compartilhar um poema muito lindo que compus quando estava pensando sobre o como começar o Ciclo das Sombras. Espero que gostem.
O ciclo
O ciclo sem fim
Inicia, finda e torna a iniciar
Quando é que nessas voltas
Nós vamos nos encontrar?
O ciclo não espera,
Não se apieda de nós
Temos de acompanhá-lo
Antes que seja tarde demais
Nessas voltas,
Não me abandone e não me deixe só
Siga ao meu lado pela eternidade que temos
Seja meu companheiro, meu caminho
Minha salvação,
A verdade, a escolha do meu coração
Seja forte o bastante para comigo estar
Quando o ciclo recomeçar...
Vampyra Morgh
Ósculos e amplexos,

