
Pode ser que o jogo termine
E eu não tenha motivos pra ver
O que fica escondido na sombra
Que me cega por ócio ou dever
Viram gritos o que eram vozes
Na espera do retorno ao pó
Quero ver esse tempo acabando
Esvaindo, desatando o nó
E se quando a gente se olha
Vira as costas e chora no braço
Corre e foge, se mela e se molha
Somos doidos, perdemos o passo
Decretando o fim da infância
Como aquele que afrouxa um abraço
No mais curto de todos os cânticos
Hinos românticos, medo, veneno e sal
No cardápio das sobras, as vítimas
Obras legítimas, fungos, migalhas de pão.
2 comentários:
A vida é assim Ruy, muitas vezes ou quase sempre é assim. Eu gostei da sua estreia, foi profunda.
Valeu!
Um delírio que vem lá do fundo cheio de sentimentalismo.
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