quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

VAGO VAGABUNDO

O tempo, um pouco além do muito
O quando, um passo além da espera
À esfera, um grau além do cubo
O tudo, é muito em pouca terra.

O beijo, um sonho de consumo
Teu sumo, um tanto me conserva
A erva, me eleva ao absurdo
Mas surtos de amor não é com ela.

Se eu sei o que de fato me pertence
E sei de que matéria sou oriundo
Ao fundo, ir pra cima é ir pra frente

E eu, contente em explorar os submundos
Digo a todos:- que, quem nele não se rende
São sempre os tão chamados vagabundos.



Leandro de Almeida.

2 comentários:

Me Morte disse...

Um soneto sombrio, legal! Gostei.
O tema me lembra um cão vadio que eu adoro! rssss

Conde MOAI disse...

Olhando assim me instiga a ser e viver como um Nobre Vagabundo !

Saudações amigo Leandro!

Parabéns por estar nessa adorável companhia !