segunda-feira, 5 de maio de 2008

Lama Balouçante



As meretrizes
passeiam qual moscas
num bolo suado
lambido profano

Olho as horas nas paredes
e vejo aquele
remoer nas ruas

Bastardas súplicas
entre seres ausentes

As arenas
ensangüencidas
carregam pequenos
viciados
detonando
lábias
mentiras
calúnias
verdades escondidas

Desvario
inerte
imprudentes gatunos
enfraquecidos
sem alento
embaixo da
abóbada celeste

Nas esquinas
a mendicância
deixa-se sorver
restos de vidas

Enquanto
réstias de lama
encobrem os
passos
nas avenidas

Um comentário:

Me Morte disse...

Teu poema mostra a podridão da vida noturna, eu achei a foto perfeita!
Espero que goste.
Muito bom Angela!