sexta-feira, 15 de agosto de 2008

ESQUARTEJADO NO JARDIM


ESQUARTEJADO NO JARDIM
Thiers R>




Jurava que depois de esquartejado
a luz voltaria a brilhar
sonhei em pedra fria
queimei pés
e era pura brasa
uma história mal contada
vomitei a escuridão
mergulhei dores
perdão flores
que em sintonia
abrem jardins
desconverso o fim
por ignorar texto
perplexo
sem nexo.



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3 comentários:

Flávio Mello disse...

é pequeno mestre

cada vez mais intestino, mais vísceras... seus poemas são estilhaços incandescentes...

parabéns

Flávio Mello disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Me Morte disse...

Teu poema é uma combinação linda de sangue e rosas, acho essa fusão estonteante. Talvez pelas rosas terem espinhos, sei lá, unidas a sua força de criação (te acho um dos poetas góticos mais visceral que conheci), essa junção fica muito linda, maravilhosa...
Cada vez melhor. Beijos