sexta-feira, 15 de maio de 2009

QUANDO A NEVE PLANTAR OUTRA TARDE



Quando a neve plantar outra tarde
Thiers R >




‘....O verme perdoa o arado que o corta....’

Blake, no paraíso putrefato pisastes

farsante escondido por frestas

não lambeste o sepulcro e infame verme

Podre! Era podre, verde e ranhento

arrastava-se nos beirais

sentava a calcinha ensangüentada da diva

a chorar dor maldita pela TPM

sofredora diva nestes dias manchados por sangue

ardia fome

Ma belle gritava: '- imundo! Sai de cima...!'

o verme a sorrir como porco espinho

chafurdava líquido sangue cristalino

duas patas, uma orelha, língua partida em cinco

expelia pus

-sai verme maldito deixa que escorra o sangue.

deixa o quase feto livrar-se do mal

deixa que as luzes do universo cantem sinfonias

nesta tarde tepeênica

deixa que a diva cante sonetos

quando a neve plantar outra tarde

que me venha a diva de vestido longo aguçar sentidos




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Um comentário:

Me Morte disse...

tem texto mais sensual que esse?
lindo!!!