quinta-feira, 28 de maio de 2009

Sonetando.



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De tanta inspiração lamentosa e bela
Beijarei a esperança nua e santa
sobre as pétalas de flores, descansa
o meu tardo peito desfeito por ela.

Nessa lira que choras em seio frio
tão castos e cruéis derrama-me lágrimas
de uma fonte celeste,de puro néctar brio
com um leve desejo iluminado por luas pálidas.

Dei-me agora a aurora mais nobre
mais espaçosa,sem amores ignotos
a suspirar gotas de ódios iludidas.

Sou bardo triste,como antigas monódias
que lume na primavera dos teus olhos
num monótono e pardo encanto de amor.

Por Emerson Sarmento.

2 comentários:

Rommel Werneck disse...

Parabéns! Também amo escrever sonetos! http://poesiaretroapoesiadesempre.blogspot.com/ http://recantodasletras.uol.com.br/teorialiteraria/1586748

Emerson Sarmento disse...

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valeu!