quinta-feira, 18 de junho de 2009

Bilhete de amor encontrado na casaca do lunático

Meu inferno paradisíaco

Impregne-me as cores difusas em paranóia, com tua palidez de arranjos, em pleno furacão.
Por favor, leituras impróprias nas tardes monótonas de domingos e que tuas próximas difamações sejam cuspidas na minha morbidez.
Não bata, escancare a porta do meu quarto com a brutalidade dos diamantes.
Que teu ódio seja exposto em copos cristalinos, quebrados na minha face e leves esfaqueamentos de núpcias.
Cascas de ferida, imensidões, libélulas, o teu grifo na minha pele crua.

Que nada te salve de mim, jamais.
No teu abismo minha casa.
No meu ventre tua solidão.
Jura que vai gritar por mim em insólitos escuros?
E que nossas linguagens serão metas corroídas em harmonias sintomáticas.
Prometa-me a chibata dos segredos no final da tarde, para que não ocorra o claustro noturno.
Nasça em mim, vertigem soluçada.
Uma estranha fusão me sonha e desespera.
Socorra-me com inocências pútridas.

Da que sempre foi,
De quem nunca será.

2 comentários:

cris disse...

Belo e simplismente prazeroso de ler.
Com suavidade e agressivo ao mesmo tempo.
Estás de parabéns por tão belas palavras.

Bjs,
Cris.

Me Morte disse...

Não é a toa esse apelido de Musa do Vale, foi está melhor que nunca!
Bjos