quarta-feira, 17 de junho de 2009

WLDN



Nesta quase visagem vida
Num modo por pouco único
À tua neutra abrangência
Velado do que te cabe
Vislumbre ao mesmo tempo
Incomum do topo a base
Diferenciando o amanhã
Por tudo que já viveste
Ressente num jogo dado.

É sempre muito sombria
A falta consolidada
Marca as sobras do futuro
Promessa que se ausenta
Solidão que desagrava
Insuficiente preenche
Crente de estar completa
Sempre por deixar de ser
Vida plena por incerta

Querer meu bem te distingue
No aconchego que oferece
Fácil à compreensão
Idônea que se difere
Referir o amor que sopra
Nostálgicas notas noturnas
Arde a música num lamento
Pelos dias que a levam
Ao tempo de outro presente.

Há bem nesse interior
Sentido da experiência
A mais do que concerne
Atenciosa carência
Perfeição que se impõe
Do amor por vocação
Não extingue e multiplica
Ingênua e ininterrupta
Em mim a tua presença.

3 comentários:

Me Morte disse...

Eu tava com saudade dessa sensualidade toda. Adoro seu estilo! Um bom poema sempre melhora o aspecto do nosso Vale!bjo

Me Morte disse...

visagem...
teu poema tem nordeste...nossa! como tem!

ociné disse...

Digamos que tenho uma veia, que aprecia gerimum e pimenta, giló não, mas quase tudo mais que se come, que se bebe, que se ouve e que se lê.
Beijim e um cheiro!