quinta-feira, 11 de junho de 2009

Janelas inúteis





Insisto em olhar
Através de janelas inúteis
Que não me ofertam horizonte
Nem nada.
Apenas a visada
Para um onde qualquer,
Um fim de rua qualquer
Um mísero e pífio fim de vista.
Como se a névoa
Fosse a juíza do que sou autorizado a ver.

São essas inúteis janelas.
São elas que me iludem
Me fazem pensar que vejo
O que jamais esteve por lá.

Fecho, sereno, essas inúteis ventanas
Que, por mais que mundanas
Jamais me ofertaram
O sabor do chão, do piso, da realidade

Que fiquem abertas
Que fiquem inúteis
Que fiquem estáticas
E escancaradas
Essas janelas
Que mostram o nada
Nem vento intruso
Nem roca, nem fuso
Nem sombra, nem nada.

Apenas janelas inúteis
E a gente a espiar de soslaio
Pensando que um dia, quem sabe
Através dessa rara passagem
Passe a imagem do sol
Dele ao menos a mostra de vida
Desse sol, pelo menos um raio.

5 comentários:

cris disse...

muito bom esse seu post.Por mais que fujamos sempre olharemos pro essas "janelas inútei".
bjs!
Cris.

cris disse...

te linkei lah no meu blog.
Sinta-se a vontade de ir no meu!
bjs!

Me Morte disse...

cada vez melhor hein ruy!!!! tenho orgulho em tê-lo por aqui! Beijos

Ruy disse...

Grato pelo comentário, cris. Vou te visitar e prestigiar.

Ruy disse...

Me
Vc sempre carinhosa com meus textos, mesmo quando atrasados. Sempre uma imagem adequada vc acha para mim. Sabe como te sou grato pelo carinho que já está ficando antigo. Beijo muito carinhoso.