segunda-feira, 8 de junho de 2009

Madrugadas




Em tardes que se fecham no ocidente
E extinguem para sempre a sua chama,
A lira da existência já derrama
As notas do meu curso decadente;

No fundo destes céus da minha mente,
A Lua da tristeza já se inflama
Co'as tintas dessa dor, a Negra Dama
Que há de consumir-me lentamente;

Os ares que circundam a atmosfera
Transformam-se na brisa mais austera
Que envolve a minha alma em sopro triste;

Ao canto das estrelas apagadas,
Me perco nas silentes madrugadas
Da vida cujo Sol não mais existe.

3 comentários:

cris disse...

Belo post!Triste, porém eh a realidade de muita gente, principalmente poetas!!

Vc tem o dom de encantar e chocar com belas palavras!

bjs poeta!

Cris.

Lúcia Welt disse...

Muito bom soneto!
A convite do Werneck, que amavelmente visitou os Sonetos de Mistérios de Alma Welt, vim conhecer seus blogs e estou encantada. Há afinidades...
Voltarei
beijos da Lu
e da Alma, onde ela estiver

Me Morte disse...

Muito bom! Seja bem vindo e espero que tenha chegado para ficar!!!Parabéns!