quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ROSA DE SANGUE- GABRIEL RÜBINGER

Saudações! Aproveito o espaço para divulgar um grande soneto do mineiro Gabriel Rübinger. O texto apresenta algumas características neobarrocas que facilmente serão compreendidas por amantes da literatura trevosa. Eis o soneto:





ROSA DE SANGUE

Tu és uma rosa, uma cândida rosa,
Que do Éden brotou em uma sagração.
Uma graça proibida, áspide nebulosa,
Infinita beleza vinda em profusão.

Forma perfeita e pura, luzente, briosa,
Glosa do mais belo fruto da Criação!
Rosa grã e lasciva, ó ardente rosa!
Meu caminho errado, minha perdição...


Rosa de diamantes, brilhantes astros,
De milhares de faces, de ausentes rastros,
És um manto litúrgico embriagador!

Rosa sólida e frágil, vívida e exangue,
Em carne e amor, minha rosa de sangue,
Meu cometa errante, distante da dor.

Gabriel Rübinger



A reportagem que fiz sobre o soneto se encontra em: http://www.opiagui.com.br/2009/10/o-sangue-do-pecado-e-do-martirio/



COMUNIDADE GABRIEL RÜBINGER
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=95296090&refresh=1
 
 
PÁGINA DO ESCRITOR
http://recantodasletras.uol.com.br/autor_textos.php?id=20577&categoria=Z
 


Um comentário:

Me Morte disse...

perfeito!
sangue e sentimentos pefeitos...