terça-feira, 23 de novembro de 2010

...Primavera Perdida...





As flores mortas despencam de mi´árvore
E enegrecidas adornam ess´alma branda
Rosas antes olorosas lancetam meu cerne
Nessa enxovia gélida de luzes magentas

O céu arroxeado em penumbra plange
Que aos ósculos gotículas tocam mia tez
E carmim escorre de meus olhos o sangue
Lágrimas doces, lambuzam-me d´uma só vez

O coro dos corvos grasnando em meu ser
Proferem o hino de louvor à sofreguidão
Os brados sibilantes pungem o meu alvorecer
E nostálgico, caminho ao reinol de lamentação

O Setembro negrume então despenca
Do alto das torres de meu coração
Queimando fulgurante as mias labaredas
Expelindo a perfídia e a sofreguidão

Seco incessante as flores de meu jardim
Perpetuando a falta olorosa de meu cheiro
Exalando a morte de meu jasmim
Caído nesse acinzentado e gris aconchego

Tiago Tzepesch


2 comentários:

Me Morte disse...

É incrível como a união da música com as imagens e o poema fazem a diferença! É sombriamente lindo!

‡Ånjo Sidéreo‡ disse...

Agradeço profundamente, Me...

abraços


Tiago Tzepesch

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