segunda-feira, 27 de junho de 2011

O Jazigo

Me sentei para contemplar
Carneiros voadores no céu
A suave briza acaricia meu rosto
Leve toque

Silêncio majestoso
Paz infinita...

Meus olhos chegaram a inscrições
Palavras de honras a alguém...
“Não me deposite flores;
Não me acendas velas;
Muito menos presentes;
Pois,
Todas as flores que poderias me dar
espero que já tenhas o feito.
Enquanto pude sentir seu maravilhoso aroma.
Não preciso de Luz,
pois já sou luz e todas as luzes destas velas
Iluminaram meus dias ao seu lado...
E nenhum presente terá o mesmo valor
que o tempo que passamos juntos.”

Notei uma bela flor
Crescida sozinha
em meio a tanto concreto...

Este descanso não porta identificação...

Senti novamente a carinhosa briza
Porém ela não tocava mais meu rosto
Mais sim o coração....

Passeio solitário ao campo santo

2 comentários:

Janaina Cruz disse...

Caminhar pelo campo santo é sempre contemplar a paz daqueles que nada mais planejam.

E imaginar a possibilidade de que tudo que é bom foi feito enquanto surgiu a oportunidade é compensador.

Cada um faz por quem ama o que está ao seu alcance fazer…

Amei o blog, sigo-o com prazer!

Ótimo restinho de semana

Me Morte disse...

Muito linda!!
É indescritível o que me causa uma poesia bem feita! Aqui entre nós bem feita para mim, é aquela que parece saída da alma...
Parabéns!