quinta-feira, 10 de julho de 2008

DRUMMOND SABIA



No meio do caminho - ele dizia.
O impasse em pedra se fazia
A imagem tatuada na retina
A ruptura
Da usura de uma sina
Tudo à que um mortal
Mataria.

Mas não,
Não ao homem (?),
Ao poeta que via

Por que
Para saber
Que se encontra
No meio do caminho

Há de primeiro saber
Onde o caminho termina.
E ele sabia,
Desgraçadamente sabia.

2 comentários:

Flávio Mello disse...

FODA!

Perdoa... juro que fiquei pensando num adjetivo educado... mas perdoa...

Adorei o que li... te ler foi muito bom... assim como é sempre sentir Drummond vivo... se bem que prefiro Manuel Bandeira... hehehe... amo Drummond... dou muita aula com ele...

seu poema é incrivel... parabéns!

Me Morte disse...

esse é o meu pulguento...muito bom totoso, mesmo.