
DERRAMO EM TUAS MÃOS
Rosto desfeito de pele
alma de poeta
fala ao faminto
coração
Que importam cascas
deterioradas
comida de vermes?
Insanamente existo
Beijo-te com a gula
do olhar
Abro o peito
cravo o punhal
rompem artérias
no abraço
da aragem
Parido
da concha
expelida na dor
pérola tornei-me
em meio
ao sangue
que pintava
o mar
Degluti
cuspi rosas
acariciei teu
rosto
Beijei a lágrima
dei poesia
que em pingos
transparentes
derramo em tuas
mãos.
RJ – 30/07/2005
** Gaivota **
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2 comentários:
Ga, vc é um de meus ídolos... vc escreve em diversos tipos de linhas poéticas, sendo um poet del mare.
lindo isso!
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Que importam cascas
deterioradas
comida de vermes?
Insanamente existo
Beijo-te com a gula
do olhar
Abro o peito
cravo o punhal
rompem artérias
no abraço
da aragem
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