quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Nova Marca Me Morte!

A Me Morte está sendo lançada no mundo dos quadrinhos como heroína de uma equipe para lá de legal: OS RADICAIS, criação do ilustrador talentoso LUCASI (em breve sairá o primeiro exemplar impresso).


Me Morte já estava no mundo infanto juvenil, quando lançou o livro do Corpo Seco, agora com mais esse projeto e também com dois livros infantis que serão lançados até o fim desse ano (para a faixa de 5 a 10 anos), decidiu lançar uma marca adequada ao estilo. Vejam como ficou:


 




Gostaram? Eu amei!!!!
O criador da marca foi René Ociné (novidade, rs)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

São coisas da vida

Vida curiosa, penso


Faço do detalhe um peso


o geral dispenso


não que desimporte


é que não conforta


a dor de um é unica



é uno o amor de dois


então, ora pois,


deixe-nos sós, com sorte



pensei em pedra


chamei pau


pensei fogo


choveu granizo


pensei riso


a lágrima rolou



fico indeciso assim


confesso perder o juízo


era preciso, sim

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Por que tudo que é eterno tem fim?


o piar de passarinhos
rompe a manhã que não queria nascer

preparo a defesa

aquieto-me e me resigno
em abandonar o refúgio da escuridão
em que permaneci nesta eternidade
com minha estrela e sua luz
fria e distante
onde nadavam meus sonhos

o dia nascerá muitas vezes em plutão?

não consegui voar até o limite
os fantasmas partem lentamente, fico só
eu e uma realidade que me arde na pele

(Celso Mendes)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Vampiro entre versos




Carne crua
Poetizo entre túmulos
Corvos e vampiros

Carmem nua
Versejo entre um pescoço vazado
E seios cravados
Pela minha seta mortal

Quadro sem lua
O céu rubro, tingido do meu gozo
Se abre
Anêmico, paranóico
Saudando-me na escuridão.


-
Radyr Gonçalves

domingo, 16 de janeiro de 2011

Scream Vamp e o Caçador Noturno por Adriano Siqueira



Atores:
Adriano Siqueira.........................Angelo Donnati
Fernando de Paula...................................­.........Caio

Grupo SteamPunk:
Lady Bigby...................................­.............Lady Cher
L.Rommel Werneck..........Vampiro Vladsvogel
Jéssica.................................­.................Princesa Lina
Joice...................................­.....................Rainha Veri
Wilian..........................Acompanh­ante da Rainha

Grupo Skoobers:
Eliel...................................­......vampiro informante
Joaquim (Joca)..................................­.Cameraman
Tamara............Vítima do Vampiro informante

Sinopse: Caçador recebe poderes para caçar vampiros

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

MEU LAR... MEU INFERNO...

Que vastidão é essa
Que se mostra sem exatidão
Terra sem contornos
Espaço sem dimensão...
Labaredas famintas
Rompendo a carne
Trucidando os corpos
Imolando sem sacrifício
Apenas um exercício
De opressão desenfreada
Golpeando o desgraçado
Que navega em seu mar
Rumando ao desconhecido
Sem futuro... sem esperanças...
Roto... morto... apodrecido...

Esta vastidão sem fim
Consumindo energias
Alimentando pesadelos
Construindo o sofrimento
Destruindo a alegria
Corrompendo a pureza
Selvagem degredo da derrota
Inspira ódio... cultiva revolta...
Volta-se para o mal...
Será apenas desprezo
Ou o mais puro e infecto
Desejo que o torna animal...

Nesta vastidão doentia
Padeço minha condenação
Tento, mas sei não posso
Esquecer as atrocidades
Rogar perdão incondicional
Esperar que chegue o fim
O epílogo da agonia em mim
A bênção redentora
A ceifar-me a existência
A calar-me a consciência
Em beijos impiedosos
Onde provarei o fel
Dos lábios mais venenosos.

A vastidão que me acolhe
É a prisão de meus erros
A masmorra de minhas faltas
O carrasco de minha queda
O abismo de minha ruína...
Sei que não há porque esperar
Nem mesmo para quem implorar
Afinal esta vastidão não consome
Ela vomita os dejetos pessoais
Fermenta o ódio das almas
Crava seus pregos sem piedade
Mortifica o espírito sem matar
Aflige... o condenado imortal
Num sofrimento eterno
Esta vastidão... meu lar...
... meu império... meu inferno...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

INFERNO


O que faço aqui neste lugar?

Ainda nem morri e já estou no inferno...

Obrigada a fazer, dizer, calar.

Não é possível destino tão trágico.

Sei que muito pequei.

Mas tenho certeza, já paguei.

Então por que tanta desfaçatez?

Desta vida sem graça, sem embriaguez?


Vivo no inferno.

Sem demônio, sem sensatez.

Vivono inferno.

Queimando, morrendo de vez.


Onde estão a luz e o perdão?


Só peço aos céus que deixem-me viver,

Não quero assim perecer.

Que me reste ainda um sonho, uma esperança.

Que eu seja absolvida, mas sem vingança.



By Ana Kaya

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Escolhas que fazemos!

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa estar
ao mesmo tempo nos dois lugares!
........................................................
( Ou isto ou aquilo, Cecília Meireles)

Começamos com este fragmento da poesia de Cecília Meireles que traduz bem o processo de escolhas que somos impelidos a fazer durante nossa trajetória. As opções que fazemos são alternativas que a vida nos impõe e muitas vezes culpamos o “destino”, “a má sorte”, “o azar”. Tudo para não reconhecermos que nossa escolha foi errada. E, durante toda a vida seguimos escolhendo por esta ou aquela profissão, as roupas que vestimos, as pessoas com quem convivemos, nossas afeições, nossa moradia, o trabalho, o estilo de vida, nosso lazer. Esse é um processo mental até certo ponto razoável, pois nos dá o livre arbítrio, dependendo dos julgamentos que fazemos, nossas crenças, nossos valores. Todavia, se tivéssemos somente uma peça de roupa, quão mais fácil seria a ação de nos aprontarmos para sair, não é mesmo? Os homens, nossos maridos, companheiros e namorados agradeceriam: Perdemos um tempo enorme escolhendo a roupa, o calçado, a maquiagem, para, no fim de tudo, desfazermos e reiniciar, envolvendo horas a fio.
Entretanto, se não tivéssemos alternativas, e fôssemos obrigadas a vestir o velho jeans e a camiseta branca, quanta frustração! “...uma escolha severamente limitada ou artificialmente restrita pode levar ao desconforto com a opção selecionada e possivelmente a um resultado insatisfatório. No extremo oposto, alternativas ilimitadas podem levar à confusão, remorsos pelas opções não escolhidas e indiferença, numa existência amorfa.” (Wikipédia)
Isso requer dizer que termos a opção de escolhas nos faz bem. Nossa psiquê, nossa individualidade, nossa filosofia de vida, é expressa pelas nossas escolhas. É um processo no qual vamos nos moldando e aperfeiçoando, compondo nossa personalidade, nosso jeito de ser, nosso estilo de encarar os fatos da vida. No final das contas, nossas escolhas são nossa responsabilidade e não temos como culpar ninguem pelo fracasso se não houver sido uma boa opção.
É claro que, de acordo com o ambiente onde crescemos, com a formação e educação recebidas, temos escolhas mais significativas, tanto emocional, quanto pessoal ou profissional. Não determina maior ou menor sucesso, mas assegura um maior comprometimento na medida em que estamos melhor preparados, transformando o conhecimento em ferramenta para a construção de uma vida mais plena e realizada.
Ao nascermos recebemos uma grande carga de preceitos, preconceitos, simbolismos, a tradição cultural. Só o nosso conhecimento é que vai equilibrar esses valores prontos com a nossa visão de mundo e de sociedade, para isso, temos que escolher sermos sujeitos do processo de crescimento individual, revendo, reavaliando, incorporando alguns, rejeitando outros, construindo e desconstruindo a realidade. Assim formamos nosso eu, ser pessoal, intransferível, livre e insubordinado. Somos únicos, seres críticos e sempre em processo de formação.
Dessa forma, nossos caminhos serão sempre objetos de escolhas que fizemos, algumas essenciais, outras operacionais. Nossa é a opção de ser o timoneiro da nau em que viajamos por este mundo, atores ou meros coadjuvantes, sujeitos atuantes ou seres passivos e desinteressantes. O processo de escolha é antes de qualquer outra coisa, uma oportunidade de mostrar quem somos e por que estamos aqui. Não é um fim em si mesmo, mas um método na formação de nossa existência e, sempre, dizem muito sobre nós mesmos.
Veja que a nossa vida é o resultado de nossas escolhas. Agora pense e escolha o que você quer para você, mas escolha de forma responsável e verdadeira. E se aqui posso dar um conselho: Escolha principalmente ser feliz!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Silêncio:


Cortaram a figueira centenária da pracinha.

Agora resta essa falta de sombra
e um grande toco morto,
servindo como exemplo

- não amassarás o carro do Homem com seus galhos –

Mas as outras árvores, em revolta,
continuam crescendo...

sábado, 1 de janeiro de 2011

Vamos Comemorar?



O novo vem de carona nos anseios mais secretos. O novo velho, o novo usado, sonhado, indiscreto, mas concreto, não importa...
Sonho é sinônimo de vida!
O homem sem sonho é virtual, está morto.
A única esperança que move todo ser vivente é realizar seus sonhos mais íntimos.
Quem disser que não tem sonhos é um mentiroso.
Sonhar é respirar! Realizar os sonhos é perder o fôlego!
O Vale das Sombras deseja que 2011 não te atropele, mas te salve, te segure... Porque na vida Vale tudo, até sonhar nas Sombras! O que importa é o peito arfando...

Beijos


Me Morte