quarta-feira, 31 de março de 2010

CINZA CHOCANTE




CINZA CHOCANTE


O riso engoliu-se naquela manhã sem senso,

vestida de cinza chocante amarrou os cabelos,

calçou tênis e saiu. Eu me perguntava: É mulher?

Aquela manhã partiu dentro da chuva abraçando

o chapéu amarela ( só para contrastar).

Sonhei na paisagem....

A mulher, o guarda chuva e aquele tempo

que se debatia em lágrimas...




** Gaivota **/2010



*

segunda-feira, 29 de março de 2010

Fúria Selvagem

Meu ódio é extenso e implacável,
É uma fera faminta e voraz
Que corre sobre tua sombra.
Não espere que eu tenha piedade
Ao hesitar em lhe atacar.

Em minha mente tu sofres demais,
Com meus olhos calculo tua distância,
Com meu nariz sigo teu rastro,
Com meus ouvidos busco teus sons
E com minha boca hei de lhe rasgar.

Minhas mãos estão armadas,
Minhas pernas lhe perseguem,
Chore e esconda-se
Cale-se e finja que sumiu
Eu vou encontrá-lo.

Tua pele será separada da carne
Em uma bruta tortura sem igual.
Acabou-se tua existência!
Tu és caça, eu sou caçador
Essa é minha fúria selvagem.


- Mensageiro Obscuro.
Novembro/2009.


Foto: "Dante and Virgil in Hell" de William Adolphe Bouguereau, 1850.

domingo, 28 de março de 2010

Soneto da Despedida


-

Soneto da despedida

Passeando pela tarde triste
avistava o sol que morria
crescia a noite que partiste
e uma saudade na alma nascia.

Vagando pela mesma melodia
foi-se o dia sem teu adeus
afogando versos em melancolia
na vasta agonia dos olhos meus.

passa ventania triste que apareceu
cantando com os pássaros do arrebol
encarnados esperando a luz do sol.

Voando sobre os derradeiros raios
derramo essa saudade em tua partida
descrita por gotas de orvalho reunida.

Por Emerson Sarmento.

quarta-feira, 24 de março de 2010

morri contigo

não vou mais a qualquer lugar
parado num tempo sem amar
um lugar qualquer desimporta
não importa qualquer lugar
amar é coisa do meu passado
dum passado meu ultrapassado
o que vem é o que deva vir
disso não entendo, nunca entendi
o que vier verei se estiver vivo
se não vier a ver, morri contigo

segunda-feira, 22 de março de 2010

EVENTOS LITERÁRIOS DE ROMMEL WERNECK



Eventos literários na capital paulista promovidos por Rommel Werneck.


SARAU DA MEIA NOITE

Evento literário gótioco com desfile de moda da grife Meia Noite. Basta acessar a comunidade abaixo para maiores informações





I SARAU "POESIA OU MORTE!"



I EXPOSIÇÃO DE POESIA RETRÔ
Centro Cultural Jabaquara,
fotos da exposição no orkut de Rommel Werneck




Abaixo, o convite para o lançamento do livro do professor Alaércio Zamuner, evento não promovido por mim, mas divulgado por mim




Há outros eventos organizados pelo autor, basta acessae seu orkut ou enviar seu e-mail para rommel_dickens@hotmail.com


sábado, 20 de março de 2010

Simples Vida & Com sangue nas mãos

Simples Vida


Vento calmo e leve

E a paixão que o precede,

Meu abraço quente e aconchegante

Acaricia-te por um estande,

Teu sorriso lindo,

Sempre continue sorrindo,

A primavera contigo

E o inverno comigo,

As flores dormindo

E o poeta com seu instinto,

Pois vivo naturalmente

O sol poente.

Breno Filth


____________________________________________



Com sangue nas mãos


Grito sem um único som,

Você manipulou todos meus sentimentos

Eu tive de matá-la!


Participei dos teus jogos

E honestamente o que reta são fragmentos

Do dia em que eu pude beija-lá,


Para você eu nuca fui bom

Enterrada longe, não ouço teus tomentos

E levei uma hora para enterrá-la


Levaram-me de volta a prisão

Pelas minhas crises e surtos

Eu só não quero voltar a vê-la

Breno Filth



segunda-feira, 15 de março de 2010

ASSINO MOMENTOS



ASSINO MOMENTOS
Thiers R >



Na parede pulsam

arrebentam e tossem

na vida esmurram

palpitam e gritam

em meu peito assola

vermelho quase carmin

dança

rabisca

leio

dias envergonhados

horas em devaneio

espinhos travessos

arregalam os dentes

cuspo prazeres

passo a faca

traduzo

filmo

recuso

não

não quero!

portas se abrem

a vergonha se omite

a água semeia

a flor pisca

bela e intrínseca hora

planeta efêmero

na sarjeta escura

a caneta pinta

por isto assino.




> > >

domingo, 14 de março de 2010

A FILHA DO VAMPIRO - POSTAGEM 1

A movimentada avenida estava envolta pelo marasmo noturno. Onde, durante o dia, trafegavam incontáveis veículos em uma correria desenfreada, agora apenas vez ou outra se via um passando a toda. Mesmo se tratando de uma grande avenida, o adiantado da hora e a localização de alguns de seus trechos intimidavam os fortuitos usuários.
Quando o reluzente esportivo desacelerou até parar completamente ficou evidente a existência de complicações. Em ambos sentidos. O veículo deveria ter sofrido alguma pane e seu condutor estava em vias de descobrir que aquele não era o melhor dos lugares para uma avaria mecânica.
Os espectros soturnos, que perambulavam pelas sombras, aguardavam a oportunidade para tornar a noite menos enfadonha. Era como se pressentissem a tragédia ou sentissem o cheiro da desdita que acompanhava os desafortunados. Três elementos mal intencionados deslizaram em direção ao veiculo avariado.
O condutor, na verdade a condutora, era uma jovem franzina de pele alva, compleição que poderia enganar qualquer um se desejasse passar-se por uma adolescente. Sua fragilidade era tão incontestável que seria ilógico imaginá-la reagindo a um ataque.
As silhuetas ameaçadoras aproximavam-se lentamente, antegozando, sequiosas, o resultado do ataque. Mesmo sem saber quem conduzia o veiculo, eles estavam em três e muito bem aramados. Não encontrariam dificuldades em atingirem o objetivo que orientava seus movimentos.
A moça tentou, desesperadamente, fazer o veículo voltar a funcionar. Iludia-se acreditando que acionar a ignição resolveria seu problema. Estava tão absorvida por sua contrariedade, que não percebeu a movimentação dos suspeitos. Sua atenção parecia restringir-se a um único ponto.
Assim que mãos imundas tocaram o vidro da janela ao seu lado, ela se desorientou. Não houve tempo para sentir medo ou surpresa. A mão, que tocou o vidro, afastou-se repentinamente para logo voltar a chocar-se contra o vidro. A força fez a frágil proteção romper-se com estardalhaço. Os cacos voaram na direção da moça.
Sorrisos de escárnio mesclavam-se aos de intenso contentamento. A noite que parecia fadada ao fracasso, de repente se mostrava muito auspiciosa. Os meliantes não esperavam uma presa tão atraente. o modelo do veículo indicava que o saque seria compensador.
Assim que a mão do homem invadiu o interior do automóvel, agarrou o pescoço da moça sem pressioná-lo muito. Num esforço quase inexistente, ela tentou soltar-se. A respiração ainda não tinha sido comprometida e seus olhos brilhavam entre o assombro e a súplica. Fixando seu olhar no agressor, ela implorou em um sopro de voz:
-- Por favor, não façam isso!
Tenha sido pela debilidade na voz ou pelo fato do rogo tê-lo feito sentir-se todo poderoso, o agressor permitiu-se um sorriso diferente. No lugar do escárnio luziu um que de comiseração. A coitada estava literalmente em suas mãos. O fogo selvagem de um desejo incontrolável acendeu-se em seu âmago.
Nem a moça, nem o agressor ou qualquer um de seus comparsas notaram a imensa sombra que planou sobre eles. Mesmo assim, seus corpos registraram a energia que ela emanava. De repente foi como se a noite tivesse se tornado fria. Arrepios insistentes percorriam seus corpos.
-- O quer foi isso? Perguntou o mais próximo do agressor.
-- Isso o que?
-- Não sentiu?
-- Está ficando maluco? Vamos acabar com isso.
Sem esperar por outra argumentação, ele arrancou a moça do interior do automóvel. Assim que ela sentiu que já não estava mais sob a ilusória proteção do veículo, desfaleceu. Seu corpo caiu sobre o solo imundo.
-- O que você fez? Zangou-se o comparsa que nada falara até então. Não era para matar ninguém.
-- Ela não está morta. Só desmaiada.
-- Tem certeza?
-- Sim.
-- Melhor assim. Vamos dar um trato nela e depois nos mandar.
O pequeno intervalo de tempo em que suas atenções haviam se desviado da moça foi suficiente para que algo inusitado ocorresse: o frio se intensificou, mas não era um frio normal de uma noite comum, era muito mais do que uma sensação de desconforto, era como se eles estivessem sendo abraçados pelo mais intenso dos terrores.
A imensa sombra aproximara-se ainda mais da cena. Os sons noturnos foram engolfados por um vácuo aterrador. A débil luminosidade morreu no abraço da densa treva que se lançou sobre eles. O pavor dominante enregelou seus espíritos. Antes que pudessem esboçar qualquer reação, da sombra, agora corporificada em uma silhueta sombria, soou a mais cavernosa das vozes:
-- Os rapazes queriam diversão? A voz soou mais gélida do que o ar frio que havia soprado há instantes.
-- O que significa isso? O agressor interpelou a si mesmo.
Tudo se passou tão vertiginosamente que eles não conseguiram atinar com a realidade que os envolvia. Somente o beijo da morte foi sentido. Um beijo dado por lábios frios que escondiam presas agudas e ferozes. A sombria silhueta avançava como se planasse livremente.
A pressão que suas mãos exerceram, sobre o pescoço do agressor, o deixou atônito. Nunca havia sentido uma força tão intensa. Os ossos de sua medula foram pulverizados instantaneamente. Quando as presas se cravaram em sua jugular, não havia resistência alguma. O sangue jorrou manchando as vestes de ambos. Os lábios sorveram as preciosas gotas rubras.
Os outros dois não tiveram tempo para escapar da sincope que os dominou. Atordoados demais para tentarem qualquer reação, foram as próximas vítimas do ataque voraz do sombrio ser.
O primeiro foi levantado com tamanha facilidade que ele chegou a se perguntar quem seria aquela criatura. O sombrio pareceu compreender sua inquisição muda. Olhou-o com ironia antes de trazê-lo para junto de seu rosto, colocá-lo em posição, mas antes de estraçalhar sua jugular, sussurrou em seu ouvido:
-- Sou a esperança de muitos que você ajudou a lançar no inferno!
O sangue verteu, mas ele não o sorveu. Sabia que era um desperdício sem perdão, mas que se danassem as considerações. Sua sede já estava saciada, o que ele desejava era livrar o mundo daquela escoria.
continua...AQUI

sábado, 13 de março de 2010

Visite Sin City




Sin City é um lugar místico,

onde vivem Vampiros, Anjos,

Demônios, Fadas entre outros

seres sobrenaturais.

Sin City, é a cidade da noite

eterna sempre coberta a névoa

e devassidão da mente humana.

Sin City emana o pecado desde

o convento nas montanhas do

sul ate ao farol por detrais

dos montes do norte, a suas

estradas vagam o silêncio e o

medo, nas suas movimentadas

ruas se faz ser uma egrégora

do medo, uma Sodoma moderna.

Sin City donde a noite nunca

acaba é o lado negro da

Metrópole a visão do mal, do

noturno, ela se alimenta do

desejo e do medo, do êxtase e

da dor de cada visitante.

Sin City é o lugar das

mulheres mais desejáveis e

pecaminosas que se possa

existir, é um templo da

luxúria, e pela bagatela

do preço de sua alma, poderás

ter tudo, ser tudo na noite de

Sin City.

Aqui em Sin City estamos

rodeados pelas Catedrais que

emanam o medo, pelos Clubes

Noturnos e jogatinas que dão

vida a movimentada noite desta

cidade, pela corrupção desde

a Prefeitura ate a Policia .

Enfim Sin City é uma terra sem

dono, entregue ao pecado, que

ira seduzir a sua alma, não

tenha medo entre fique a

vontade, deixe-se ser levado

pelo clima de luxúria e de

mistério de Sin City.



FELIX RIBAS

sexta-feira, 12 de março de 2010

SILÊNCIO




Diante de tua mudez e desprezo,
Fecho-me em silêncio contido.
Quando minha vontade é gritar teu nome mil vezes, ao vento brando do anoitecer.
Amo-te! Amo-te! Amo-te!
Por que me abandonaste, amado meu?
Por que não mais teu doce carinho?
Em triste confusão, penso em desistir deste amor.
Mas como esquecer metade de mim mesma?
Como fingir que não sinto nada, quando tua simples aparição faz meu coração bater tão intensamente?
Rimas esparsas povoam meus pensamentos, enquanto tento em vão conciliar o sono.
Meu coração explode em chamas rubras, vertendo o sangue que a ti pertence.
Maculando a pureza deste sentimento tão imenso.
E, ainda em silêncio, sigo pela noite. Envolta em brumas.
E, em silêncio, morrerei ao amanhecer.
Apenas uma lágrima, antes dos raios fatais.
Uma lágrima silenciosa que simboliza todo meu amor e dor.

By Ana Kaya

quarta-feira, 10 de março de 2010

I EXPOSIÇÃO DE POESIA RETRÔ







Alessa B.
Alexandre tambelli
Amanda vital
Breno Filth
Carlos André Paes Bengaly Jr.
Cláudia Banegas
Daniel C. B. Ciarlini
Déia Tuam
Edir Pina de Barros
Fernando Freire
Gabriel Rübinger
Isidro Iturat
Luciano Alencar
Me Morte
Mensageiro Obscuro
Nilza Azzi
Pablo Flora
Poeta Lendário
Rommel Werneck
Ronaldo Rhusso
Vitor de Silva
Zélia Nicolodi

De 13/03/10 a 16/04/10
Centro Cultural Jabaquara
Rua Arsênio Tavolieri, 45 Próx. Estação do Metrô Jabaquara
São Paulo/ SP

Informações: 5011-2421

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia da Mulher, da Bruxa, da Loba, da vampira! 8 de março

Dia da Mulher - Dia da Vampira




Vampiras! Fascinação eterna.

São elas que se destacam em todos as lendas, em todos os filmes, em todas as histórias.
Lilith foi a primeira, A história faz parte da lenda hebraica onde a mulher por ser mais forte e por ter personalidade foi expulsa do paraiso, amaldiçoada por não se prender a regras do homem e ter vontade própria.
As Vampiras geralmente são ousadas e com poder em suas mãos podem também, dominar um reino para apenas manter a sua beleza e a sua vaidade. Estamos falando da Elizabeth Bathory A condessa que matou muitas comcubinas para se apoderar do seu sangue e assim tomar periodicamente o seu banho de sangue e manter a sua pele mais jovem. Quando descoberta de suas atrocidades foi emparedada viva.
Grandes personagens vampiras foram também criadas para eternizar a essencia de uma vampira. Antes de se ouvir falar do Conde Drácula. Sheridan le Fanu criou a vampira mais famosa da literatura. "Carmilla" se destacou por muito tempo na literatura mundial.
Incrível como as vampiras se multiplicaram em todas as áreas.
Como se não bastasse uma vampira, houve três noivas de Drácula. E pode ter certeza que em nenhum momento pode se achar que ele dominava estas mulheres, pois isso sim seria pura ficção. Se as mulheres dominam... Vampiras reinam pela eternidade.
Assim é o caso da Vampirella, a personagem de quadrinhos mais famosa das HQs. Uma super heroina que combate o mal e ainda tem um poder de sedução que deixaria qualquer homem a sua mercê.
No Brasil, também temos as nossas Musas vampíricas.
Liz Vamp, A filha do Zé do Caixão, se destaca em seus curtas, poemas, músicas HQs e ainda criou o "dia dos vampiros" que é dia 13 de agosto.
Vamp, a novela de Antônio Calmon, personificada pela atriz Cláudia Ohara, ainda é um cult brasileiro.
Nos quadrinhos brasileiros, A "Mirza" de Eugênio Colonnese ainda é a rainha das vampiras nacionais.
Se depender das Vampiras o mundo continuará repleto de muita sedução e de muita beleza.

Que as vampiras sejam eternas.
Adriano Siqueira

Segue abaixo vários poemas dedicados as vampiras!

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Pacto Eterno
por Adriano Siqueira

Deixe a janela aberta,
deite-se e vista poucas roupas.
Olhe para as estrelas e me chame.
Não precisa dizer meu nome.
Apenas pense em mim e diga baixinho...
- Sou sua!
Quando chegar a hora noturna
Estarei em seu quarto, bem perto.
Lhe darei o beijo da morte.
O beijo que muitos desejam!

Nesta noite,
conquistaremos nosso mundo, nosso destino.
A sua vida se transformará
na vida que sempre sonhou.

Juntos caminharemos pela noite,
saciaremos a nossa fome.
Os humanos irão implorar para que a suas vidas
terminem em nossas mãos.
Vamos celebrar com sangue a nossa vitória,
a nossa conquista, á nós, e finalmente!
Conhecerá o mundo como ninguém jamais conheceu!

Toma-me então, e em troca,
realizarei seus mais antigos sonhos,
seus mais secretos pedidos e
seus mais intensos desejos!

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Querida Vampira
Por Adriano Siqueira

"Que no vazio da noite
eu sinta a sua presença,
e que nela surja mais desejos.
Pois anseio por você minha vampira.

Não venha me morder aos poucos.
Me transforme em vampiro para
que eu possa segui-la.

E nesta pequena maldição.
Nos envolvamos em nossos sonhos.
E assim finalmente poderei construir nossos castelo.

E que o mundo seja dominado por nossa energia.
Eterna e cativante.

Sejamos um só nesta noite que chega.
Sejamos eternos nesta noite sem fim."

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A Ira da Vamp

por Adriano Siqueira

Venha com suas garras afiadas e
rasga meus lençois, minha roupa.
E sinta minha pele arrepiar,
com seus toques e seu olhar

Dispa-me com seu corpo, com sua sedução
e deixe-me sentir seu perfume
enquanto me morde,
enquanto vejo a morte.

Leia meus pensamentos,
Faça juramentos,
Fique de joelhos
e me implore sentimentos

em troca lhe darei o luar
meu toque, minha poesia e meu olhar.

Comemorar este momento noturno.
Celebrar este abraço obscuro
Lembrar este sentimento de sentido único.

E para sempre viver
na esperança de te ver
entrando pela janela
tomando minha vida,
em uma viagem só de ida.

Esperando ancioso
seu olhar precioso e seu toque misterioso.

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Aventura Noturna
por Adriano Siqueira

Que seu gesto, sua forma de ser
mantenha sempre em seu coração.
A verdadeira aventura noturna está no olhar,
na mordida, na noite enluarada e no reflexo da estrelas.

Do meu castelo abro o meu melhor vinho.
Eu a saúdo por ser forte e voraz.
Pois não importa o que você faça,
sempre terá muitas pessoas à sua volta.
E os vampiros sempre te observarão.
E todos irão brindar por sua existência.
Por sua sedução por sua amizade.
As vampiras vencem sempre.

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Destino de uma Vamp por Adriano Siqueira

Envolve-nos com sua manta e nos dê o calor de sua sabedoria que precisamos ter para conhecer e desvendar os mistérios deste mundo louco.
Que sua voz ecoe pelo mundo e que todos possam entender melhor a nossa vinda a está terra insana.
Só assim para sabermos exatamente como aproveitar este mundo por completo.
É uma mulher de segredos, de sabedoria, de garra, de amor.

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O nascimento da Vampira
por Adriano Siqueira

Nesta noite tão glamorosa você nasceu
e trouxe para o mundo um pouco de paz, sabedoria e de ensinamentos.
aprendi e descobri muito com você
este mundo é cheio de surpresas mas por onde passou as revelações sempre se deram por completas.
agradeço o dia que te conheci
a energia que me passou
e a beleza natural
pois você é a vampira que todos desejam
e a sabedoria que todos querem conquistar

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VAMPYRA LUNA
por Adriano Siqueira


Noite que me beija
cercada de estrelas em chamas
vermelhas como gotas de sangue
Me abraça com o seu vento frio.

Fortifique minhas vontades
não me deixe ser dominada pelo ódio
Quero apenas prazer.
Prazer em tê-los nos meus pés

Quero ser dona
ser mulher
ser vampyra.
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FELIZ DIA DA MULHER

Ouça o poema produzido por Adriano Siqueira, com a voz de Lis Momente

http://www.overmundo.com.br/banco/vampyra-luna-poema-narrado-dedicado-as-mulheres-vampiras



Que você tenha uma adorável noite!
Adriano Siqueira

Nós, as mulheres!







E mais uma vez, 8 de março, dia internacional das mulheres. É dia de relembrar nossas companheiras que lutaram por justiça social e liberdade. Dia de homenagens e discursos, exaltando nossa capacidade de sermos “desdobráveis”.
Hora de se parar para pensar no que fizemos contra nós mesmas: De “rainha do lar”, passamos a um leque de atribuições e facetas.
Buscamos igualdade, queríamos votar, escolher o marido, trabalho e remuneração qualificados, exatamente como acontece para os homens. Hoje, somos profissionais, esposas, matrizes, acompanhantes, enfermeiras, motoristas dos filhos, babás, lavamos, passamos e o escambau.
Tudo como era antigamente e mais um pouco! Quem abre a porta do carro para descermos carregadas de sacolas? Quem nos dá o lugar no ônibus ou na espera do dentista? Quem nos dá a vez na fila do cinema? Ao transpormos uma porta? Quem nos dá a vaga no estacionamento? Burras! Burras que fomos!
Se facilitarmos, acabamos nós por fazer por “eles” tudo isso, porque, apesar de tudo, o que não nos tiraram foi a capacidade de nos enternecermos, de sermos suaves e delicadas, atenciosas e elegantes.
Apesar de nossas jornadas duplas, triplas, de trabalho, ainda temos tempo para cultivar o amor, o romantismo, a meiguice e o carinho.
São muitos os deveres e poucos os prazeres, e para administrarmos isso, temos que ter equilíbrio para fazer do “limão, uma limonada”
Quanto mais adentramos no universo masculino, maior o conjunto de obrigações e responsabilidades. Entretanto, que força estranha é essa que nos permite ser “mil em uma”?
Não deve ser por acaso que nosso dia seja em março, mês das águas, mês da harmonia com o universo. Devem ter escolhido este mês por sermos tão semelhantes às águas: Profundas e misteriosas, no entanto, tão leves. Tão tranquilas e, repentinamente, agitadas quanto fecundas e protetoras.
Nossa capacidade de perseverar é como as ondas na praia, seu ir e vir tão manso e natural. Somos graciosas como seus requebros e manejos, exercendo incontestável sedução. Afrodite nasceu das espumas do mar e como nós, acredita poder transformar tudo através do amor.
Somos o equilíbrio no Cosmos: Desde a antiguidade, na realeza quanto na plebe, as mulheres são elos de união com o Cosmos e exemplos de força e grandeza que se perpetuam pelos séculos na perenidade do tempo.
Somos o Santo Cálice (Santo Graal), como se percebe através da taça invertida – nosso centro reprodutor, símbolo da fertilidade e da vida.
Somos mulheres repletas de luz que irradia com as diferentes faces da alma feminina: somos guerreiras e doces, dóceis e felinas, mulheres de fases lunar. Ser sagrado que gera e nutre a vida com amor. Somos Vênus, temos o pentagrama como símbolo pelo movimento geocêntrico. Nossos braços, sempre em forma circular, abraçam o mundo e os que nele estão.
Esse é o nosso papel: Deusas, Mãe Terra, Lua, Natureza, somos divindades unindo o humano com o Universo.




lu czer

sexta-feira, 5 de março de 2010

Apeiron


Nesse lugar o rio do tempo corre em espiral.
Esse rio bifurca em braços. De longe, pode-se às vezes ver os antepassados: ao cometermos os mesmos caminhos, escolhermos sempre os mesmos lados da bifurcação, tornamos o laço da espiral mais apertado.
E quando duas épocas roçam levemente uma na outra, sentimos a perturbação no ar, a explosão de silêncio e o tremor de estrelas longíquas se reorganizando.

Então corremos aos espelhos e lá estão eles: parecidos conosco, o mesmo olhar. Degenerados do que somos, pessoas que não seremos mais nem daqui há milhões de anos.

Do outro lado dos buracos negros, de onde jorram astros lá capturados e esmagados na singularidade.
Aqui onde renascem novos universos. É onde moro.

Foi numa dessas vezes que, procurando o espelho, rasguei o tênue deste lado, onde ainda não sabia nada. E me vi olhando o banco da praça da cidade há muito destruída. Eu lá não estava ainda.

Ele, ainda menino, estava perto. Lá estava também um eu de outra época, olhando de uma outra fenda aberta. Coisa muito rara de acontecer.
Dei de cara com meus olhos. Aqueles olhos sim, já sabiam. Aquelas mãos, sim, já sabiam o que fazer. Cabia-lhes aproveitar a chance.

Da fenda veio o grito não ouvido, e me vi entrando por ela. Havia algo atrás de mim: era o medo de não conseguir voltar.
Gritei, tentei falar comigo, com ele, dentro daquela bolha de tempo que havia se formado ao redor, dissuadir-me de que tudo fora coincidência, de que se eu fizesse o que estava para fazer, a Grande Noite cairia sobre todos durante tanto tempo que esqueceríamos o perdão.

- Vou cometer um equívoco, gritei.

- Não. Quero ver minha filha mais uma vez, respondi.

Não me ouvi mais: apertei a garganta do menino até sentir sua falta de vida, até ver sua urina no chão e seus olhos negros completamente dilatados.
Larguei-o no chão do parque, olhei para mim novamente, e sorri, olhando meu eu que continuava na escuridão que não evitara, e voltei para a escuridão que causara, enquanto ele adulto sumia na névoa para não mais.

Desfitei o espelho e li mais uma vez a inscrição antiga:
"Onde estiver a origem do que é, aí também deve estar o seu fim, segundo o decreto do Destino. Porque as coisas tem que pagar umas as outras, castigo, e pena conforme a sentença do Tempo" Anaximandro de Mileto.

Minha filha vive e me culpa pela morte de seu grande amor e algoz. Não tenho netos e a Grande Noite durará ainda algumas Eras. Mas ela está viva, é o que importa.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Palestra sobre Lilith e um conto

Aperto no Coração
por Adriano Siqueira

A história de Lilith contada por Adão.

Tão apaixonado eu era que nem percebi o que estava fazendo.
Lilith pedia chorando que, se eu realmente a amava, deveria esmagar o passarinho que estava em minha mão.
Eu, com a força que tinha! Jovem, corajoso e destemido, simplesmente não conseguia fazer aquilo!
Ela se virou e me disse que eu era um fraco, um idiota!
Então, ela partiu sem dar adeus.
O tempo passou e eu agora, estava com outra mulher. Uma noite, escutei um barulho na floresta e fui investigar sozinho.
Lilith apareceu de novo... Queria mostrar que estava diferente e mais adulta do que antes. Levou-me para uma árvore ali perto e me pediu delicadamente que eu deixasse a outra mulher e ficasse com ela. Disse que gostaria de continuar compartilhando o amor que tinha comigo no passado.
Eu neguei seu amor novamente, mas desta vez ela entendeu e como prova da sua amizade ela me levou até uma grande árvore e ofereceu-me uma fruta. Experimentei... Era adorável e açucarado.
Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, um raio atingiu a árvore nos jogando para longe. Logo, uma tempestade se iniciou.
Quando olhei para lilith fiquei impressionado com o que vi.
Ela estava sem sentidos, seus dentes estavam maiores e pontiagudos e seu rosto estava envelhecendo muito rápido.
Assustado, corri para casa, a tempestade estava mais forte, as árvores eram arrancadas do chão e lançadas pelo caminho.
Minha amada estava me esperando. Ela tremia muito. Nunca sentimos tanto frio. Era perigoso ficar ali. Os raios estavam acabando com tudo. Coloquei a minha amada no colo e fugi sem olhar para trás. Nada mais eu podia fazer. Então, aos poucos fui percebendo que estávamos completamente nús.
E a Lilith? Será que ela ainda está viva? Será que um dia ela vai se vingar? Bom... Depois eu penso nisso... Agora eu tenho um novo mundo para construir.





“O DESEJO DE LILITH E A CONTROVÉRSIA ENTRE REALIDADE E FICÇÃO”

O personagem mitológico Lilith e fatos misteriosos que inspiram a ficção

Biografias dos palestrantes:

Ademir Pascale: linguísta, escritor, crítico de cinema e ativista cultural. Organizou as coletâneas Draculea, Metamorfose e Invasão (2009) e No Mundo dos Cavaleiros e Dragões (2010), juntamente do Maurício Montenegro, organizou a antologia Poe 200 Anos (2010). Coeditor do e-zine TerrorZine: Minicontos de Terror, juntamente da Elenir Alves. Editor do Portal Cranik (www.cranik.com). É autor do romance de horror/policial O Desejo de Lilith (Draco). Site: www.cranik.com. Blog oficial do livro O Desejo de Lilith: odesejodelilith.blogspot.com. Contato com o autor: ademir@cranik.com.

Nelson Magrini é Engenheiro Mecânico, estudioso e pesquisador em Física, com ênfase em Mecânica Quântica e Cosmologia. Escritor, professor e consultor em Gestão Empresarial e Cadeira Logística. É autor de ANJO A Face do Mal (2004) e Relâmpagos de Sangue (2006), pela Editora Novo Século; do conto Isabella, na coletânea Amor Vampiro (2008) e Os Guardiões do Tempo (2009), pela Giz Editorial, além de elaborador e colaborador do Fontes da Ficção, onde foi publicada a minissérie, em dez partes, O Portador da Luz, e do blog NELSON MAGRINI – OFICIAL. http://nmagrini.blogspot.com/

Adriano Siqueira é paulista, diagramador e design gráfico, em 44 anos de vida, coleciona livros, HQs, Filmes, Cds e tudo mais que existe sobre vampiros. Em 1996, começou a escrever contos de terror e vampiros e por este motivo conheceu muitas pessoas que apreciavam este universo. Mantêm o site Adorável Noite (www.adoravelnoite.com). Em 2001, lançou seu primeiro zine de contos de vampiros e terror do Brasil. Denominado “Adorável Noite”, o zine passou a divulgar a arte dos novos escritores e até hoje é distribuído nas vampergrounds paulistas e eventos de ficção científica. www.adoravelnoite.com Foi autor convidado nas antologias literárias Amor Vampiro (2008), Draculea - o livro secreto dos vampiros (2009) e Metamorfose - A fúria dos lobisomens (2009).

Rober Pinheiro é cearense de nascimento e paulista por força do destino. Publicitário de profissão, desde cedo desenvolveu um gosto todo especial pela literatura. Aos quinze, começou a rabiscar nas agendas escolares pequenos contos e histórias, que anos mais tarde originaram seu primeiro romance, “Lordes de Thargor, o Vale de Eldor”. Também participou da antologia de sci-fi Invasão, do quarto volume do “Projeto Paradigmas”, da seleta de contos fantásticos “No Mundo dos Cavaleiros e Dragões” e é o prefaciador da antologia “UFO - Contos Não Identificados”. Atualmente, trabalha o segundo livro da série Lordes de Thargor, chamado “O Herdeiro de Seämus. Site www.lordesdethargor.com Contato: contato@lordesdethargor.com

Data e local:
20 de março, 2010, às 15h, na Livraria Cultura do Shopping Market Place.
Avenida Doutor Chucri Zaidan, 902 - Lojas 222/223/224 – Fone: 11-3474-4033