Ele:
Correu pelas trincheiras,
furioso e indomável,
unindo amigos e inimigos
no campo de batalha.
Sorria em tons tão rubros
quanto sua armadura
atingindo as massas
com suas armas e ódio.
Ela:
Caminhava calma pelo solo
silenciosa ou barulhenta,
trabalhando entre os vivos
e levando os moribundos.
Neutra em ser seletiva,
sorria em tons tão cinzentos
quanto suas mortalhas,
escolhendo a quem beijar.
Ambos:
Com brutalidades: a Guerra.
Com mistérios: a Morte.
Entre afagos eles se deitaram
na massa de sangue e corpos,
fazendo uma alcova
para sempre se amarem
entre tantas missões.
- Mensageiro Obscuro.
Março/2010.
Foto: "Crusade - Glorious Death of de Maille" por Gustave Doré.
Bem vindos ao Cemitério do Vale das Sombras. Uma Necrópole de nossos textos sombrios. Aqui só crônicas, poemas, contos e tudo no bom e velho estilo gótico de viver. Falou de morte? Poste aqui. Tristezas? Raiva? Contos macabros? Fábulas assombrosas? Temas exóticos? Textos fantasmagóricos? Aqui não tem meio sorriso, sorriso inteiro, só choro e sobrenatural. Venha fazer parte das almas atormentadas do Vale das Sombras.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Soneto das quatro estações

Soneto das quatro estações
Quanta vontade tenho eu de te versar
de abraçar bachianas do Heitor Villa-Lobos
como antigas melopéias embriagadas de amar
os mais belos versos que segue morrendo aos poucos.
Tão ensolarados os versos que presto aos amores
tão quentes aos fervores de grandes melodias clássicas.
Nunca mais a primavera enxugou minhas lágrimas
nem levou minha tristeza ao espetáculo das flores.
E o outono?Sempre tão brando a brotar seus lamentos
de uma saudade do tempo que ainda nem passou
mas que tirou os frutos do gozo dos meus sentimentos.
De mãos tão pálidas és tu doloroso inverno - que congelou
minhas estações que é saudade em meu contentamento
por que foste egoísta esquecendo de morrer nesse momento?
Por Emerson Sarmento.
terça-feira, 27 de abril de 2010
FILETE DE AGONIA

FILETE DE AGONIA
No silêncio cansado
ouvi apenas a voz da agonia
gritar em meus pulsos
do silêncio esgotado
sobrou-me
a tristeza de um dia
que amanheceu rude
onde lágrimas se
recolheram
enferrujando a palma
de mãos cansadas
a poeira
deixava marcas
de tosse engasgada
de vento espremido
da guerra
da fome
da chuva incessante
de sobreaviso
resta-me esta dor
maculando a alma
pisando tristes flores
esturricadas no chão
pedindo perdão
por um dia terem sido tão belas
no resquício de seus perfumes.
** Gaivota **
sábado, 24 de abril de 2010
é sem cangalha que me vou
Ah, o infinito!
finito definido
indefinido rito
Ah, pudera
tanta quimera
pouca gente
Humanidade nada
desumanidade tudo
quanta unanimidade!
Passeiam urubus e soldados
fortementemente armados
entre plantações de papoulas
Ah, se isso tanto me espanta
ainda estaria vivo e acordado
talvez sobrevivendo, se tanto
Há que nadar, sorrir, aplaudir
Há que chorar, morrer, pedir
Há que perceber a mesmice e sair
Vou ali regar os jardins da babel
Vou só, sem cangalha, vou só
Vou de asa delta, salto sem rapel
quinta-feira, 22 de abril de 2010
EVENTOS LITERÁRIOS E SONETOS DE ROMMEL WERNECK
Saudações, bardos!
ANTOLOGIAS
Aproveito o espaço para anunciar as duas antologias que estou organizando, a do Dia das Mães (www.1000acrosticos.blogspot.com) que está por apenas R$3,00 a publicação.
e a Antologia Necrópole Lírica reunindo o melhor da poesia gótica. R$15,00 para publicar.
- EVENTOS
Às 16h do domingo 23 de maio acontecerá o II Poesia ou Morte no bairro do Ipiranga, em São Paulo. O evento terá apresentações de música, teatro, moda, dança, declamações, discotecagem de DJ's da cena gótica e até espaço para dançar para a parede!
A programação ainda não foi fechada, portanto, quem quiser pode se inscrever comigo para realizar uma apresentação. É uma ótima oportunidade para demonstrar seu trabalho artístico, tirar fotos e fazer vídeos!
Também em maio acontecerão mais dois eventos literários que organizarei! Dia 16, domingo, às 15h30 no mesmo espaço do sarau acima acontecerá o Sarau da CAPPAZ (Confraria de Artistas e Poetas pela Paz - www.cappaz.com.br ) que ainda não possui um panfleto oficial e nem programação ainda!
O IV Sarau do Sítio da Ressaca, ainda sem data, será realizado no Centro Cultural Jabaquara no mês de maio e terá as atrações de sempre: poesia, coral e muita dança do ventre além de programação a ser definida. Basta me procurar!
Aqui, fotos dos eventos anteriores. Infelizmente estão todas no orkut, mas em breve estarão disponíveis também na internet para os que não usam orkut:
- Poesia ou Morte! www.poesiaoumorte.blogspot.com
- Sarau do Sítio da Ressaca www.saraudositiodaressaca.blogspot.com
SONETO
Eu não poderia passar aqui só pra fazer propaganda hehe! Vou deixar também um soneto meu lá no IV E-Book do Vale das Sombras
PROFECIA
Um dia, tu estarás em pleno choro,
Sangrando em negras lágrimas a terra.
As almas do passado em grave coro,
Declararão a ti a mais suprema guerra.
O castelo dourado e azul morreu,
E a vida continua em triste pranto.
Eis aquilo que nunca se esqueceu,
E que conduz o azedo e amargo canto:
Um dia, tu estarás em forte grito
Que tingirá de luto o sonho pulcro
E assim se cumprirá a tal profecia.
O futuro será pra sempre aflito,
Nós que estamos em lúgubre agonia
Seremos então um único sepulcro.
ROMMEL WERNECK
Para me contatar para participar dos eventos
Meu e-mail: principedark_alvaresdeazevedo@yahoo.com.br
meu orkut é o link das fotos
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Vozes

Estou à espreita.
Não se preocupe:
só quero seus membros esquartejados,
sua genitália recortada,
seus olhos
e seu coração
em minhas mãos.
Não quero seu sofrimento.
Misérias me consomem,
histerias coletivas me alucinam,
sexo só é pecado
se for com amor.
Alimentem minha esquizofrenia
senão o mundo perde a graça
e o silêncio das almas se fará.
Preciso das vozes me contando os porquês.
Sem elas não suportaria a sordidez
desta ironia patética que me cerca.
Sem elas o sangue dos inocentes
não escorreria mais em meus braços
se empoçando docemente em meus pés...
(Celso Mendes)
quinta-feira, 15 de abril de 2010
SONS DO SILÊNCIO

SONS DO SILÊNCIO
Thiers R >
Seguia passos
caminhos de noites frias
asfixiando templos
vazias ruas
gritavam
estou aqui sem pudores
estou aqui
como larva a farejar
tua pele
abro-me em desejos
no acaso de teu corpo
brota a loucura
as’pirar vagina
varar esquinas
sus’pirar silêncios
ouvia-me
capturando paisagens
suava
na neblina espessa
parado
ao lampião
a vi
os sapatos vermelhos
no chão
os dedos
em meus ombros
puxando-me
ao encontro dos
beijos.
> > > >
quarta-feira, 14 de abril de 2010
MEDO!!!!!!!!!!
Apesar da escuridão dominar a noite, os notívagos, que vagavam pelas ruas da grande cidade, não pressentiam nenhuma ameaça. Dentre os muitos, que eram obrigados a transitar pelas artérias metropolitana em hora tão avançada, uma silhueta esguia, de traços delicados e aparência elegante, parecia não combinar com o cenário sorumbático.
Seus passos denotavam um nervosismo absorvente. Por uma necessidade além de sua vontade, ela ocupava aquele espaço que lhe parecia ameaçador. Por não estar habituada com o local e nem com a hora, ela sentia-se acuada. Seu peito movia-se na velocidade das batidas descontroladas de seu coração. Por um mísero minuto, apenas isto, ela tinha sido obrigada a lançar-se em uma caminhada arriscada.
A aula se estendeu para além do horário normal. Até que ela conseguisse chegar ao ponto, o coletivo já havia partido. Táxi? Ela bem que esperou por um, mas depois de quase uma hora, desistiu. A caminhada seria longa, mas que alternativa ela tinha? Mentalmente ela traçou o percurso a ser realizado. Duas grandes avenidas, que deveriam estar quase desertas e duas dezenas de ruas menores onde a única companhia seria a escuridão da noite.
Os passos nervosos e vacilantes a levaram até o ponto onde deveria deixar a primeira das avenidas. Assim que contornou a esquina foi tomada por um choque aterrador: o caminho seria mais aterrorizante do que imaginara. A via secundaria estava totalmente envolta pelo manto negro da noite. As lâmpadas que deveriam clarear o caminho ou estavam queimadas ou quebradas.
A primeira rua não era tão extensa. Dois quarteirões e já estaria na próxima. O coração disparou. O suor cobriu-lhe as têmporas. De repente ela ouviu passos acelerados sobrepondo-se aos seus. Não teve coragem para virar-se e ver quem a seguia. Estugou os passos ao mesmo tempo em que sussurrava uma velha oração.
O medo despertou fantasmas mil. Enquanto acelerava os passos, imaginou o semblante daquele que estava em seu encalço. A figura máscula e rude de um desconhecido fundia-se as feições dos muitos criminosos que já havia visto nos folhetins policiais. Estupradores, trombadões, seqüestradores... eram tantos os bandidos que ela sentiu toda sua fragilidade aflorar soterrando-a em uma avalanche de desespero.
Quanto mais velocidade imprimia aos passos, mais veloz se tornavam os passos que a seguiam. Chegou a pensar que ele a alcançaria antes mesmo de chegar à próxima rua. Um segundo de alívio a tocou. Ao contornar a esquina, sentiu o silêncio envolver a noite. Nenhum passo, nenhuma ameaça. Esta rua era mais longa, sete quarteirões, mas tinha um pouco mais de movimento.
Para seu terror, o movimento não serviu para diminuir a tensão. Toda vez que um transeunte se aproximava, imaginava-o pulando sobre ela, agarrando-a com violência, roubando sua bolsa, ou pior, arrastando-a para um dos cantos escuros da rua e abusando de sua fragilidade. Ela precisava chegar logo ao seu destino.
Já estava na metade da via quando os passos voltaram a incomodá-la. Aproveitando-se da presença de outros vultos, lançou um olhar de soslaio a suas costas. Apenas silhuetas que se afastavam, nenhuma caminhava em sua direção. As sombras deveriam estar ocultando aquele que a seguia.
Seus passos denotavam um nervosismo absorvente. Por uma necessidade além de sua vontade, ela ocupava aquele espaço que lhe parecia ameaçador. Por não estar habituada com o local e nem com a hora, ela sentia-se acuada. Seu peito movia-se na velocidade das batidas descontroladas de seu coração. Por um mísero minuto, apenas isto, ela tinha sido obrigada a lançar-se em uma caminhada arriscada.
A aula se estendeu para além do horário normal. Até que ela conseguisse chegar ao ponto, o coletivo já havia partido. Táxi? Ela bem que esperou por um, mas depois de quase uma hora, desistiu. A caminhada seria longa, mas que alternativa ela tinha? Mentalmente ela traçou o percurso a ser realizado. Duas grandes avenidas, que deveriam estar quase desertas e duas dezenas de ruas menores onde a única companhia seria a escuridão da noite.
Os passos nervosos e vacilantes a levaram até o ponto onde deveria deixar a primeira das avenidas. Assim que contornou a esquina foi tomada por um choque aterrador: o caminho seria mais aterrorizante do que imaginara. A via secundaria estava totalmente envolta pelo manto negro da noite. As lâmpadas que deveriam clarear o caminho ou estavam queimadas ou quebradas.
A primeira rua não era tão extensa. Dois quarteirões e já estaria na próxima. O coração disparou. O suor cobriu-lhe as têmporas. De repente ela ouviu passos acelerados sobrepondo-se aos seus. Não teve coragem para virar-se e ver quem a seguia. Estugou os passos ao mesmo tempo em que sussurrava uma velha oração.
O medo despertou fantasmas mil. Enquanto acelerava os passos, imaginou o semblante daquele que estava em seu encalço. A figura máscula e rude de um desconhecido fundia-se as feições dos muitos criminosos que já havia visto nos folhetins policiais. Estupradores, trombadões, seqüestradores... eram tantos os bandidos que ela sentiu toda sua fragilidade aflorar soterrando-a em uma avalanche de desespero.
Quanto mais velocidade imprimia aos passos, mais veloz se tornavam os passos que a seguiam. Chegou a pensar que ele a alcançaria antes mesmo de chegar à próxima rua. Um segundo de alívio a tocou. Ao contornar a esquina, sentiu o silêncio envolver a noite. Nenhum passo, nenhuma ameaça. Esta rua era mais longa, sete quarteirões, mas tinha um pouco mais de movimento.
Para seu terror, o movimento não serviu para diminuir a tensão. Toda vez que um transeunte se aproximava, imaginava-o pulando sobre ela, agarrando-a com violência, roubando sua bolsa, ou pior, arrastando-a para um dos cantos escuros da rua e abusando de sua fragilidade. Ela precisava chegar logo ao seu destino.
Já estava na metade da via quando os passos voltaram a incomodá-la. Aproveitando-se da presença de outros vultos, lançou um olhar de soslaio a suas costas. Apenas silhuetas que se afastavam, nenhuma caminhava em sua direção. As sombras deveriam estar ocultando aquele que a seguia.
terça-feira, 13 de abril de 2010
dia do beijo e os vampiros

Como hoje é o dia do beijo fiz umas palavras sobre beijo do vampiro.
Beijo do Vampiro
Beijo que alivia a carne
que traz alegria
que enche de folia
Quando a luz da lua aparecia
Eram seus beijos que refletia
Beijo de quem admira
beijo rubro bem na mira
boca que reluz a lua
lingua que irradia morte-vida.
Beijo, porque quero
Beijo para marcar
Beijo por ser sincero
Beijo para ser eterno!
autor
adriano siqueira
segunda-feira, 12 de abril de 2010
PARA KAYA – in memoriam - + 29/03/2010
E eu que me apaixonei por voce no primeiro olhar.
E eu que pensei que voce nunca iria embora.
Pensei ingênua, que este dia nunca iria chegar.
Aliás, nem pensava nesta possibilidade.
Éramos só amor, alegria e carinho.
Seus latidos e brincadeiras povoavam nossos dias.
Seu olhar tão profundo e meigo enchia-me de prazer.
Ah, seu narizinho, negro e lindo, jabuticaba madura.
Que eu teimava em beijar a todo instante.
As viagens que fizemos juntas, voce topava tudo.
Voce, a companheira mais perfeita que se poderia ter.
Voce, minha Kaya, que fazia com que os dias não fossem tão longos.
Ainda voce, que me deu um grande presente.
O presente mais lindo e maravilhoso que já ganhei.
Voce me deu outra alegria, branca e peludinha.
De dentro de voce nasceu minha Brisa.
Os dois tesouros mais valiosos que eu tinha.
E agora só uma restou tão triste ela ficou.
Ninguém se conforma que voce não está mais aqui.
É como um pesadelo terrível do qual não vou acordar.
Porque ele é real, fatal, inegável.
Voce se foi para sempre, não mais seu calor.
A morte ceifou sua vida tão curta, uma eternidade seria pouco.
Hoje estou sem ti, rainha do meu lar.
Juro que não sei como vou ficar.
Choro todos os dias, a saudade aperta o coração.
Obrigada por tudo que me deu meu anjo querido.
Minha Kaya, minha inspiração.
Para sempre te amarei.
By Ana Kaya
E eu que pensei que voce nunca iria embora.
Pensei ingênua, que este dia nunca iria chegar.
Aliás, nem pensava nesta possibilidade.
Éramos só amor, alegria e carinho.
Seus latidos e brincadeiras povoavam nossos dias.
Seu olhar tão profundo e meigo enchia-me de prazer.
Ah, seu narizinho, negro e lindo, jabuticaba madura.
Que eu teimava em beijar a todo instante.
As viagens que fizemos juntas, voce topava tudo.
Voce, a companheira mais perfeita que se poderia ter.
Voce, minha Kaya, que fazia com que os dias não fossem tão longos.
Ainda voce, que me deu um grande presente.
O presente mais lindo e maravilhoso que já ganhei.
Voce me deu outra alegria, branca e peludinha.
De dentro de voce nasceu minha Brisa.
Os dois tesouros mais valiosos que eu tinha.
E agora só uma restou tão triste ela ficou.
Ninguém se conforma que voce não está mais aqui.
É como um pesadelo terrível do qual não vou acordar.
Porque ele é real, fatal, inegável.
Voce se foi para sempre, não mais seu calor.
A morte ceifou sua vida tão curta, uma eternidade seria pouco.
Hoje estou sem ti, rainha do meu lar.
Juro que não sei como vou ficar.
Choro todos os dias, a saudade aperta o coração.
Obrigada por tudo que me deu meu anjo querido.
Minha Kaya, minha inspiração.
Para sempre te amarei.
By Ana Kaya
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Boa Páscoa
- Eis aqui meu corpo ao azeite e ervas finas.
- Eis aqui meu sangue cabernet sauvignon.
Compra menos bacalhau, tá muito caro,
divide tudo, volta ao básico
ou cala a boca e para de fingir que se importa, "irmão"!
Qualquer luxo é assassinato,
e em cada semáforo,
outra cruz, outro espinho, outro cravo.
Tudo que Ele fez jogado aos porcos
que usam peles e pérolas nos pescoços.
- Eis aqui meu sangue cabernet sauvignon.
Compra menos bacalhau, tá muito caro,
divide tudo, volta ao básico
ou cala a boca e para de fingir que se importa, "irmão"!
Qualquer luxo é assassinato,
e em cada semáforo,
outra cruz, outro espinho, outro cravo.
Tudo que Ele fez jogado aos porcos
que usam peles e pérolas nos pescoços.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
00:00h – Nas Bocas
Meninos Escravizados
01:00h – Nas Covas
Negócios Inacabados
02:00h – Algozes
Escondem as suas Vítimas
03:00h – Nos Campos
Marisas, Luizas, Ritas...
04:00h – Na Roça
Seu “Zé” Socializa a Rádio
05:00h – Da Venda
Maria põe o Pão no Armário
06:00h – Os Quartéis
Acordam seus Mortos – Vivos
07:00h – Em Batalhas
Abatem seus Inimigos
08:00h – Na Bolsa
Apostas já Correm Soltas
09:00h – Os Homens
De Armas Mirando a Boca
10:00h – Nas Noites
Pó, Pedra, Comprimido e Corpos
11:00h – Nos Lares
Famílias Contando seus Mortos
12:00h – O Sol Cobre
Varais de Roupas Torcidas
13:00h – Nos Bancos
Moedas Imploram Guarida
14:00h – Os Jornais
Carneiam suas Matérias
15:00 – Degetos
A Dor de Tanta Miséria
16:00 – Jurados
Fazendo juz à Voz do Povo
17:00h – O Voto
De um Big Brother de Nojo
18:00h – Na Igreja
O Canto da Ave Maria
19:00h – Do Ônibus
As cinzas para a Família
20:00h – Na Sala
De novo o Jornal da Globo
21:00h – Novela
Balela ou Algum Jogo
22:00h – Presídios
Abrigam Velhos Gigantes
23:00h – Exalam
Projetos feito a Laxante
00:00h – Avante!
Vai Começar Tudo de Novo!
Me Morte
Meninos Escravizados
01:00h – Nas Covas
Negócios Inacabados
02:00h – Algozes
Escondem as suas Vítimas
03:00h – Nos Campos
Marisas, Luizas, Ritas...
04:00h – Na Roça
Seu “Zé” Socializa a Rádio
05:00h – Da Venda
Maria põe o Pão no Armário
06:00h – Os Quartéis
Acordam seus Mortos – Vivos
07:00h – Em Batalhas
Abatem seus Inimigos
08:00h – Na Bolsa
Apostas já Correm Soltas
09:00h – Os Homens
De Armas Mirando a Boca
10:00h – Nas Noites
Pó, Pedra, Comprimido e Corpos
11:00h – Nos Lares
Famílias Contando seus Mortos
12:00h – O Sol Cobre
Varais de Roupas Torcidas
13:00h – Nos Bancos
Moedas Imploram Guarida
14:00h – Os Jornais
Carneiam suas Matérias
15:00 – Degetos
A Dor de Tanta Miséria
16:00 – Jurados
Fazendo juz à Voz do Povo
17:00h – O Voto
De um Big Brother de Nojo
18:00h – Na Igreja
O Canto da Ave Maria
19:00h – Do Ônibus
As cinzas para a Família
20:00h – Na Sala
De novo o Jornal da Globo
21:00h – Novela
Balela ou Algum Jogo
22:00h – Presídios
Abrigam Velhos Gigantes
23:00h – Exalam
Projetos feito a Laxante
00:00h – Avante!
Vai Começar Tudo de Novo!
Me Morte




