quinta-feira, 28 de janeiro de 2010


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Florbela Espanca

Flor és tão bela
que nem a primavera
poderá te espancar.

O teu amor é uma quimera
que iludida espera
a aurora que falta chegar.

Ardes no peito teu
de um amor ateu
amanhecendo nú e vulgar.

Alardes a glória de Prometeu
a primavera cinza que floresceu
do desejo de Pandora que nunca chegará.

Por Emerson Sarmento.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Poema escrito por Felix Ribas para Me Morte


PRA VC SACERDOTISA DOS PORTAIS DO VALE DAS SOMBRAS




(arte de Rafael Pereira)



SER POETA É PODER MOLDAR A REALIDADE
COMO LHE CONVIR
É NASCER COM O PODER DE MUDAR, DE TRANSFORMAR
COMO POETA POSSO FAZER
DA MELANCOLIA A DOR
DA DOR A SAUDADE
DA SAUDADE O PESAR
DO PESAR A SOLIDÃO
DA SOLIDÃO A NOITE
DA NOITE A LEMBRANÇA
DA LEMBRANÇA O SONHO
DO SONHO O AMOR
ADORNADO EM ENTOADAS E REDONDINHAS
POSSO TUDO NESSE MEU MUNDO DE ILUSÃO
SER DOCE AO FALAR DA DOR
SER CRUEL AO DESCREVER O AMOR
BRINCAR COM OS SENTIMENTOS
MANIPULAR EMOÇÕES
POSSO MORRER EM UM BEIJO
NASCER EM UM OLHAR
ME PERDER EM DESEJO
ME ENTREGAR AO LIBIDO
OU SUCUMBIR EM QUIMERAS
EM PRANTOS E LAMENTOS
CHORAR O PASSADO
BENDIZER AO FUTURO
SER DEUS OU DEMÔNIO
POIS O PAPEL ACEITA TUDO
MAS SER POETA É...
PODER SE EXPRESSAR
DEIXAR SEU LEGADO
SABER QUE POR ESSE MUNDO PASSOU
MAS DEIXOU SUA MARCA
A SER ETERNAMENTE LEMBRADA
NESTE FANTÁSTICO MUNDO DO ESCREVER.


FELIX RIBAS








MINHA SINGELA HOMENAGEM A VC MINHA AMIGA
UM ABRAÇO PENA SER TÃO DIFÍCIL DE CONTIGO A FALAR
BLOODY KISSES MY LYDE

domingo, 24 de janeiro de 2010

Luto pelo povo daqui e do Haiti

I
Canto porque estou triste, malcontente
E a minha vida pouca, incompleta,
Assim choro e sofro, sou apenas poeta.
Irmão dos mortos, feridos e sobreviventes
De aqui e do Haiti
Dias de tormento varando as noites
Ao açoite do vento,
Do pranto da agonia do lamento
Tudo desabado, espedaçado
Desfaço-me de mim, não passo daqui, mais não fico
Se a canção é tudo, o sangue tanto, canto é acalanto.
Só o amor não me deixa mudo, atoleimado
Canto muito por isso, injuriado, atormentado.
[inspirado em Cecília Meireles]

II
E se perguntam os do bem
por que tanta miséria tem?
É a história que ensina
a liberdade consquistada é a sina
o império vigia que não alce vôo
a libertação dos negros oprimidos
das águias e corvos no controle
dão às pistas do tom funéreo
sem salvar da morte e da fome
querem a terra no prato indigesto
a doença do Haiti é a ganância
O pecado é o império do capital
A opressão secular e racista
A hipocrisia civilizatória imoral
[inspirado em Eduardo Galeano]

III
Deixem o povo por si
Tirem as garras do Haiti
E ver-se-á arte e pujança
substituir a iniquidade dos capachos
e a proteção imperial da matança

sábado, 23 de janeiro de 2010

SONETO DE HALLOWEEN



Burne Jones Le Vampire


SONETO DE HALLOWEEN



Tu, bruxinha ideal, pálida estrela,
Fada medieval num cemitério,
Esqueleto puríssimo e funéreo,
Vampira imaculada, meiga e bela.


Eu, vampiro sangrento, lindo mago,
Invocando dragões por grande cântico...
Príncipe dark, poeta ultra-romântico,
Noturno vencedor, gótico vago.

Ah! Se tu me negares nosso beijo,
Agirei como manda a Lei do Amor,
Não guardarei vontade ou leve dor:

Satisfarei meu ardente e bom desejo
Ao te ter numa fria sepultura,
Perguntando-te: Doce ou travessura?

ROMMEL WERNECK


Despedida

By Lucia Czer

Sente o cadenciado balanço como se estivesse em movimento, no entanto sabe que não se moveu. Está escuro e abafado. Pergunta-se, intranquila, onde está? Não consegue identificar. Perdeu a noção como numa crise de labirintite. Só sabe que o ar está rarefeito e tem um odor adocicado e enjoativo. De quando em quando, parece que uma ínfima parcela de claridade entra no local onde se encontra. Já tentou gritar, bater, clamar por socorro. Só resultou em menos ar para respirar. Não consegue mexer-se porque o local é estreito. Percebe que está vestida e com sapatos. Ah, esse cheiro enjoado que entra pelas narinas parece com o de flores, uma profusão de flores mortas, maceradas. Alisa a veste e sente que é seda, nas mãos algo com contas e um... Crucifixo? Sim. É um crucifixo de metal. Reconhece, tateando a imagem em relevo feita em madrepérola, é o seu rosário. Que diabos estará fazendo isso em suas mãos? Terá rezado? Porque, agora, identifica o objeto como sendo um terço, o seu terço, presente da primeira comunhão. Não recorda o motivo de estar segurando-o.
O balanço cessa. Ouve uma ladainha numa voz monótona, alguém chora. Tenta, novamente, chamar a atenção. Ninguém a escuta. E esse barulho... Parece uma pá batendo... As narinas fremem captando o cheiro de ciprestes e maricás florescendo e, também, cimento fresco. Por que não a ouvem chamar?
De repente, tudo cessa. Sobre ela desaba alguma coisa. Não sabe o que é, mas por entre as poucas frestas da caixa entra um pó sobre ela, asfixiando-a. Passa a língua sobre os lábios, isso tem gosto de infância... É terra! Lembra bem do gosto dos bolinhos de barro feitos durante as brincadeiras de casinha.
E esse silencio agora? As pessoas se foram? O ar já está mais frio e a luz dourada não entra mais, ficou escuro como breu e faz frio. Tum, Tum, Tum... É seu coração batendo descompassado. A cabeça incha e dói. Já não consegue respirar. Sente medo. As lágrimas escorrem sem que as possa segurar. Aos poucos a noção se esvai como as sensações. Já não percebe mais o que se passa ao redor, fecha os olhos e se entrega à letargia que a domina e a carrega por um imenso vale de relva viçosa onde as flores de mal-me-quer iluminam com sua cor amarela. Ao longe, o último grito do quero-quero. Uma última lembrança: O nome do amado... E o turbilhão do nada a engole vorazmente.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Caminho para o suicídio

Nós estamos caminhando
Em círculos sem saber pra onde
Nós estamos abandonados
E não sabemos onde o mal se esconde,

Passeando com cadáveres
E festejando com fantasmas,
Há uma serie de seres
Lá fora do seu mundinho de mágica

Caminhando, perdemos nossa inocência,
Já estamos perdidos a algum tempo
A beira da loucura e da demência,
Já estamos cansados de contratempos

Suicídio é a solução para mim,
Hoje meu corpo é um cadáver
E meu espírito vaga com os fantasmas
E agora não sei como era viver.
Breno Filth

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Estorinha de Assombração

Às vezes vejo por aí um fantasma que nem fantasma parece. Só de olhar pra cara do fulano a gente vê que é feliz, confiante na vida, ou, pelo menos, no sucedâneo de vida de que gozam os fantasmas. Que olha para a frente e vê um futuro definido e tranquilo. Que sua vida está resolvida e bem embalada. Que nem desconfia que esse embalo vai servir só para aumentar o tamanho do tombo. Fica andando por aí, como se vivo fosse, pelo apartamento claro e amplo que habita. De vez em quando fico olhando enquanto ele faz jantar para dois, blissfully unaware de que a vida não é como ele pensa.

Quando falam em assombração, a gente pensa em lugares antigos, escuros, lúgubres. Fantasmagóricos, enfim. Castelos ingleses. Abadias normandas. Velhas senzalas abandonadas. Não é bem assim: o mesmo apartamento modernoso que aquele fantasma assombra, que tem por fachada uma enorme janela e tanta iluminação natural que chega a incomodar, é morada, também, de outro espectro, esse de aspecto mais típico. Aquelas coisas que a gente espera de fantasma: pálido, olheiras, 60 quilos esquálidos distribuídos por seu metro-e-oitenta. Esse não assobia. Nem faz jantar. Quando muito, olha com pena, ou raiva, ou pena e raiva para o outro fantasma.

Eu olho para os dois e xingo as páginas amarelas porque não encontro anúncio de exorcista que ajude a gente a se livrar de fantasma de si mesmo.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

DOR!

Ah, a dor!
Esta fera que consome a alma
Dissipa nuances de paz
Sufoca o anelo da esperança
Aborta a vontade de viver...


Qual dor é mais cruel?
Aquela que rasga o âmago?
Aquela que dilacera o corpo?
Aquela que enegrece a alma?
Aquela que embrutece o coração?


A dor!
Quisera ser forte,
Ser onipotente,
Herói imbatível,
Guerreiro invencível,
Mortal insensível...


As torturas castigam o físico
Derramam o sangue guardado
Cavam aberturas na carne
Marcas que se perpetuam
Sentidos que se embotam
Sensações... doentias... temporárias...


As mágoas fustigam a alma
Vazam o fel do descontentamento
Tragam a razão com voracidade
Tornam a visão obtusa
Destroem as pontes do possível
Demônios... loquazes... invencíveis...


Mas o pesadelo maior
A destruição total
A aniquilação final
Só vem com o remorso
A certeza de ter falhado
De ter sido negligente
De ter cometido o pecado
Que não tem a ver com igrejas
Que não é orientado pelas leis
Que não atinge o homem
Que afunda o profanador
Que morre o verme
Que sangra e corrói
Ódio e crueldade sem piedade
Abatendo com furor.


Não! A deserção da Verdade!
A mentira regendo o mundo
Castrando a inocência do eu
Corrompendo a pureza da Vida
Conspurcando a existência
Destronando a liberdade
Condenando toda humanidade!


Então viverei o martírio
Dos que se lançam ao abismo
Daqueles condenados
Degredados por escolha
Imersos nas profundezas
Acolhido pelo inferno
Vomitados pela Terra
Expulsos de seu ventre
Malditos... desgraçados... vis...
Apenas espectros... sombras...
Rastejantes proscritos do parnaso
Desprezados pelos anjos
Hostilizados pelos demônios
Esquecidos pelo perdão...


Ah, a dor!
Pudesse ser a mestra do fim.
Enclausurar a alma sofredora
Finalizar o ser à nulidade
Morbidez de um fomento
Que jamais deveria ser
Que não suscita louvores
Cria abominada... gerando horrores...


Mas a dor que é minha
Esta insensata tirana
Aprisiona minha alma
Num degredo sem fim
Angústia que incapacita
Destrói o ensejo
Turvando o oceano
Tempestades em mim...


E assim, esta dor ferina
Sendo a mais cruel de todas
Aniquila o eu agonizante
Suprime toda a individualidade
Traduz-se num não ser
O vácuo pleno da existência
O morrer, em Vida, da humanidade.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Vampire Secrets - por Adriano Siqueira





Quer mesmo sentir meu abraço
com o vento frio desta noite?
Quer mesmo sentir meus beijos
com o sabor do meu sangue?

Então segure a minha mão e olhe para os meus olhos.
Verá um mundo a ser descoberto,
Um homem a ser desvendado.
um ritual a ser seguido.
um amor revelado.

Liberte o seu sangue coagulado, amordaçado, acorrentado,
que está gritando dentro de você e implorando para sair.

Escreva sem sentido
deixe seu coração te guiar,
deixe o desejo fluir em sua mente.

Deixe seu corpo escrever em forma de dança
os seus mais audaciosos e secretos desejos.

E no seu desespero em contar,
deixe-me então, guiá-la, e assim escreveremos juntos,
nossos tormentos, paixões e desejos
em milhares de toques, desfoques sem retoques.

Mostre-me a verdadeira vontade que está
sufocada e esquecida dentro você.

Mostre-me a sua alma, sua essência!
Dispa-se completamente e deixe-me ler
através dos meus olhos penetrantes,
através das minhas mãos e da minha boca...

Que pede sempre mais
do seu sangue,
do seu corpo
e da sua alma.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

VAMPIROS - OS MAIS LINDOS SERES DA NOITE




Desde pequena que eu sou fascinada pelos vampiros. Meu pai não deixava eu assistir os filmes de terror porque eu sempre sonhava com eles e acordava gritando, mas o fascinio sempre continuou. Mais tarde, já mais adulta, pude escolher o que ver e o que ler e digo a voces, Anne Rice mudou minha vida. Já tinha lido alguns livros com vampiros e outros seres da noite, mas com Anne Rice veio a paixão total. Seus livros são fonte de prazer e conhecimento sobre estes maravilhosos seres notívagos. Lí todos, alguns eu tenho e outros emprestado. Aliás, livros emprestados foram sempre uma grande fonte para mim. Mas não foram os únicos livros a mexerem com meu coração e pensamentos, já li muitos livros sobre vampiros, alguns em inglês que não tem aqui no Brasil, aliás li vários deles que eu comprava quando viajava pra fora do país. Sempre procurei nos sebos e nas livrarias tudo sobre vampiros. Uma dica para leitura são os livros do André Vianco, todos os livros dele são maravilhosos e os vampiros estão mais perto de nós do que nunca. Tem diversos outros autores que escreverams sobre eles, inclusive eu, que sou fascinada. Outra boa dica de livro é a Enciclopédia dos Mortos Vivos - O Livro dos Vampiros, tem de tudo um pouco pra te deixar bem informado sobre eles. Imperdível. Tenho bonecos, posters, revistas em quadrinhos, livros e tudo que aparece relacionado com vampiros e que eu acho em lojas, e lugares diversos. Agora tem os novos livros que baseram já dois filmes, de Stephenie Meyer, o primeiro o Crepúsculo e agora Lua Nova, febre total e sucesso total de vendas. Tem ainda Eclipse e Amanhecer, creio que em breve também irão fazer filmes baseados nos livros, como uma saga que continua ao exemplo de Harry Potter. No cinema há vários filmes também que são maravilhosos, como a saga de Blade, que tem 3 filmes maravilhosos, sem falar no filme Eu Sou a Lenda que é imperdível. E a cada dia mais e mais filmes aparecem para nosso deleite. Agora é moda, mas a moda pode passar, mas não os vampiros. Eles são eternos e sempre serão. Alguém vai dizer que não gosta de vampiros? Pura hipocrisia. Quem não gostaria de ser como eles? Fascinantes, lindos, fortes, imortais e até românticos? Os vampiros vem arrastando multidões desde que o mundo é mundo e a cada dia são mais queridos. Só posso dizer que vale a pena ler e ver tudo que faz parte deste mundo sobrenatural. Vampiros nunca morrerão..........


by Ana Kaya

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Não era assim

Não era meu regozijo, o rijo, o meu prazer que me alimentava. Eram teus olhos brilhantes, tão depois quanto antes, pois que no antes me beijavas com doçura e no depois te faltava o ar e te sobrava o lar, o ponto de fuga ou repouso.

Por isso ouso ficar sereno neste momento. Foi meu intento te amar da forma mais ampla que o verbo possa sustentar. Não só o amar carnal, este foi apenas um presente do acaso, raso, como rasas são as emoções tão fortes quanto menores. Amor vai mais longe, passa pela compreensão, pela tolerância e não perdoa a ânsia de um momento que só suporta suposições.

Aprendemos as lições. Perdemos, ambos perdemos o potencial maior, da somatória de corpo e alma. Tua falta de calma o faz assim, o meu excesso me faz parecer um regresso, mas sei, sempre sei do que se trata. A gente ata e desata, ata novamente e um dia, de repente, desata novamente, quase definitivamente por um tempo imprevisível. Quem sabe até quando?

Se eu acreditasse em alguma divindade, perguntaria do futuro. Mas este ainda não existe, o que torna o passado um peso e o futuro uma dúvida triste.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Luto Ainda

Hoje estou vazia
mesmo povoada de mães, pais e filhas.

Sete anos de sorte
e agora o corte
dói de novo, renovado.

A casa está sozinha e reclama:

— O muro é apenas muro,
a porta da sala não mais mia chama,
quando se abre.

Sete anos, seus olhos
me deu por companhia,
por sete anos me seguiu,
onde eu estava,
ele ficava.

Hoje lembrei dele, quase esquecido.
Fui tragada pela minha lida
e ele foi o traído.

E uma foi - se rasgou a lembrança:
na última noite não disse adeus...

Foice,
sem olhar nos olhos meus,.
meu gato preto e branco
que morreu.



(repostagem de 2007-2008 revisada)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Seja bem vindo 2010!!!

O novo ano entrou com força total e para nos inspirar durante todos os doze meses que nos esperam aqui no Vale, uma galeria do melhor filme de vampiros de todos os tempos. Ele reune sangue, terror, sedução e uma boa dose de romantismo, que irão dar nova cor a nossos olhos e sentidos ao coração.

Drácula de Bram Stoker's











com nosso querido Gary Oldman...confiram:

Album I

Album II


FELIZ ANO NOVO PARA TODOS!!!

ME MORTE