segunda-feira, 28 de junho de 2010

Tateando a noite


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Tateando a noite


A noite:fria,áspera,quente
indecente,no escuro, no desejo
no beijo,na carne,derrama solene
o amor ardente no tremor do despejo.

No silêncio a textura sem compostura
anula o tempo em instantes de gemidos
perdendo o sentindo na pele que censura
a loucura crua,suada,sussurrada nos ouvidos.

Tateando,dançando,a procura das pernas
tão belas,tão inocentes sem pudor
no calor,da candura endiabrada,severas
dançarinas paralelas perdidas de amor.

costurando,entrelaçando-se pêlos infindos
ungindo os corpos iluminados pela aurora
deu-se a glória por tantos sonhos fingidos
verdadeiramente lindos,vividos naquela hora.

Após a noite,o dia desperta o infinito
os seios ainda túmidos,os olhos úmidos
completando o azul do céu descolorido
desenhando os suspiros sem delírios lúdicos.

Por Emerson Sarmento.

P A R I D O



PARIDO



desnorteada tristeza
formiga palma da mão
exércitos de fome
no colapso destila o veneno fatal
qual o mais forte?
ruíram-se os castelos
cartas, pra que te quero?
hoje o suor é sofrido
no frio reescrevo dores
ecos, horrores
disforme latejo
no olho da poça
vestida de vermelho
crava a lança
escuta o grito
salto parido
na dobra do jornal


** Gaivota **




*

quinta-feira, 24 de junho de 2010

vida morta

Dum mergulho fundo no escuro
sai-se molhado, imerso, imundo
lustroso, brilhoso, oleoso,
escapo doutro mar morto,

A bola rola no continente condenado
De berço da humanidade
Após muito sangue derramado
Cobiçados braços, ouro, diamante e óleo

o mundo derramado em salgadas lágrimas
a ola inventada no país do golfo, agônica
alegra as vistas de que se esconde sujo
o crime hediondo da petroleira britânica

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Epífora



Uma agulha atravessando a pele
Sorrisos costurados
Alegria lacrada na memória
Percepção rasgada, picada em pedaços
Partilha de angústias brancas
Pretéritos presentes nada perfeitos
A prisão perpétua no hipocampo
O grito

Ferroadas agendadas sistematicamente
Auto-inoculações precisas
O lento destilar da peçonha
Lucidez embargada de fel
Dias que arrastam correntes
Paredes atravessando olhos
O brilho triste da esperança vermelha
Solidão recorrente na multidão sem face
O que não quer ser choro
Epífora

A mesma velha sensação disfarçando-se por semitons
O ponteiro que insiste registrar horas de ansiedade
A esperança da manhã que foge por campos floridos
E a rotina vespertina anoitecendo mais uma vez
Mudez

(Celso Mendes)

domingo, 20 de junho de 2010

Cativo











Me de outra opção...
Me de outro motivo...
Me de outra explicação...
Por que sou seu escravo?

Os sinos
Das igrejas,
Indignos.

Eu sinto raiva...
Eu me sinto sozinho...

Sinto falta
De contar segredos,
Sinto falta
De estar alegre...

Lembro-me dessa dor,
Lembro-me dessa agonia,
Mas não consigo lembrar
De quando você sorria.
Breno Filth.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

2 Contos para ouvir! Adriano Siqueira e Martha Argel

Lucila a Vampira - Contos para assistir

'Lucila - A Vampira' [audioconto] sobre a personagem de Martha Argel por Adriano Siqueira. http://br.video.yahoo.com/watch/7662360/20364586




Assista também - A Noite do Voyeur [audioconto] sobre a personagem Lucila de Martha Argel. http://br.video.yahoo.com/watch/7662546/20365365

terça-feira, 15 de junho de 2010

NOTÍVAGOS SONHOS



NOTÍVAGOS SONHOS
‘povoam a noite enorme’
Thiers R >





Sob teus cacos amanhece o rebanho
sonhos de uma noite sólida
onde a ventania adormeceu
e guardou
mais esta dor
estavas em casa
quem sabe, erguendo a asa...
divina expressão de um relógio
que errava momentos
direi:' - por favor perde a razão!'
balança o tempo na parede do vento
permite que o silencio
acanhado ao verbo
dilua todas as partidas
abra todas as chegadas
acordando’ trem que
preenche a pequenez
desta “noite enorme”
no arrepio dos instantes
nos gemidos dos amantes
derramados na garganta
vejo-te carregando’ trem
que povoa a “noite enorme”
meu relógio
desce em liquido cristal
encima da mesa
ritmo cardíaco
íngreme palatino
entorpece a alma
dilata desejos
ocupa “ enorme noite”
dentro da pequenez
descalço piso farelos
alinhavados n’alma
onde espinhos ferem mãos
saiba Fernando
também vivo dos escombros
liquido traço da alma
penso na tua frase
por dentro da pele rasa
fustigada de ilusão
abraço o cheiro das rosas
tristes rosas dos escombros
que agora perfumam meus sonhos



(de poeta para poeta, redes’cobrindo Fernando Pessoa)



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segunda-feira, 14 de junho de 2010

A MORTE DO VAMPIRO

Quanto tempo estou a vagar por este campo de morte? A humanidade segue sua caminhada totalmente ignorante ao penar que me abate. Sei que ela não pode partilhar de minha agonia, mas também sei que se não fosse pelo erro que ela cometeu...
Ainda trago, de modo indelével, as imagens dos primórdios. Os primeiros passos dados por esta espécie ingrata. Eles tinham todas as dádivas à disposição, mas a rejeitaram optando pela dor. Misericórdia! Sim, por mais esta dádiva fomos enviados à matéria. Por misericórdia caminhamos entre os homens, mas nem assim eles compreenderam.
Decepcionados, inconformados, saturados pelo desatino ad humanidade, muitos de nós se deixaram abater pelo desânimo. As energias nefandas os tragaram atirando-os ao abismo das trevas. Eu resisti. Solitariamente caminhei tentando encontrar aqueles que ansiassem pela Luz. Anos perdidos numa busca infrutífera. Os homens rejeitavam qualquer manifestação de misericórdia, eles só tinham olhos para as sensações mais mundanas.
Então minha tragédia se materializou. Eu, fiel à missão que me trouxera ao mundo humano, encontrei minha ruína. O apelo foi tão intenso que não fui capaz de me controlar. Em meio a tantas vibrações nefandas, aquela límpida e viva manifestação da pureza me atingiu como um raio. Eu não soube como agir e invalidei minha condição de anjo.
A Luz me abandonou, não, eu A abandonei. As trevas me rechaçaram. Eu não tinha mais lugar no mundo, mas também não podia retornar a minha origem. Eu tinha que aguardara até que a epopéia humana se cumprisse. Até que o julgamento final tivesse lugar. E Ele finalmente chegou.
Trajando o negro da escuridão, eu perambulei por épocas e povos tão diversos que nenhum outro ser seria capaz de assimilar. Vivi mil vidas em uma só. Tive acesso às realizações mais prolíferas da espécie humana. Mas nenhuma delas podia me redimir, eu tinha cometido o mais execrável dos crimes. Eu conspurcara a pureza.
Minha pena? Vagar pela matéria sem poder conhecer o descanso da morte, sem sentir o ósculo do perdão, tendo que parasitar aqueles a quem deveria ter entregado a misericórdia. O anjo morreu e em seu lugar surgiu o vampiro.
Desde então minha sina é vagar atrás da próxima vítima. Depois de ter maculado minha existência com o sangue de uma inocente, deixei de por fim aos incautos que cruzavam meu caminho. Sugava-lhes a essência, mas permitia que continuassem suas desgraçadas existências. Eu não precisava matá-los para suprir minha necessidade.
A cada vítima, minha maldita condição se tornava mais pesada. Suportá-la se tornou uma provação digna dos titãs, mas enquanto eles cumprem fielmente suas missões, eu fracassei na minha. Não posso me comparar a Eles.
Seguindo esta minha maldita existência, perambulo pelas grandes avenidas ou por becos mal iluminados; por mega-cidades ou por vilarejos esquecidos à própria sorte; qualquer que seja o lugar, procuro sempre por aqueles que se tornaram nocivos à sociedade. Não sou nenhum juiz, mas sei avaliar as ações dos homens; já que tenho que imolar os miseráveis, que sejam os desprovidos de valor.
Mais uma noite e a sede aflora deixando minha alma desesperada. Meu primeiro erro culminou com o vazar do precioso liquido que mantém a vivo o corpo material dos espíritos humanos, mas não é este o elemento que me é necessário. Nunca mais verti o sangue de um ser humano. Meu “alimento” é a energia que o sangue irradia. Para sorvê-la não preciso manter nenhum contato direto com o emissor. Posso sugá-la mesmo à distância.
As vibrações me atraem até o centro da localidade onde me encontro. Apesar de não ser uma das grandes cidades dos humanos, a quantidade de pessoas, que circula pelas avenidas, é consideravelmente numerosa. Por se tratar de um centro turístico, os grupos vindos de outras cidades incham a população local.
Assim como os atrativos oferecidos despertam o interesse dos turistas, também atraem outro tipo de pessoa; pessoas que não estão interessadas em desfrutar dos atributos do lugar, mas sim se aproveitar dos incautos que perambulam pelas ruas lotadas. Eles são como parasitas que sobrevivem à custa do esforço alheio, eles são... como eu...
Não! Eu não roubo nada que possa fazer falta aos desgraçados. Mesmo as energias que sorvo, são recuperadas mais cedo ou mais tarde. Eles não morrem ao serem sugados. Sei que não minimiza minha maldição, mas não posso me comparar a eles. Eu não...
Aguardo pelo momento mais propício, pela vítima mais favorável. Estou sedento, mas não corro riscos. Preciso manter-me incógnito. As muitas variações de imitadores poderiam me causar problemas que prefiro evitar. Tolos! Utilizam o mito sobre minha existência para executarem atos escusos ou extravasar as fantasias mórbidas que alimentam seus âmagos.
Tiros! Gritos! Carros partem velozes! Freadas bruscas! Uma perseguição tem início. Meu instinto de caçador se aguça. Minha capacidade de sentir as vibrações, mesmo estando à distância, confere-me a possibilidade de seguir minha vítima sem que ela se dê conta daquilo que a aguarda.

sábado, 12 de junho de 2010

CILADAS DO AMOR




O sol se punha no horizonte, detrás das montanhas cobertas de neve.
Era como uma bola de fogo, os reflexos vermelhos tingindo os cumes brancos num cenário quase irreal, belo e selvagem.
O vento frio soprava forte, continuo, varrendo as montanhas geladas.
A escuridão chegando aos poucos, sorrateira, avassaladora.
As primeiras estrelas já brilhando no céu de um azul profundo.
Neste mesmo instante, ele acordava de seu sono profundo. A sede imperiosa o fez acordar. Ele não queria mais viver assim, eternamente. Não agüentava mais a solidão das noites frias. Estava cansado de matar, de caçar pela noite afora em busca do tão precioso fluido vital.
Ah, ele sonhava com uma companhia para aplacar a dor de existir sozinho na imensidão da eternidade.
Em vão, havia corrido o mundo em busca de seus irmãos e irmãs no sangue negro. Alguém, com quem pudesse compartilhar a insanidade desta condição.
Ele sentia em seu coração sem vida, ele sabia que existiam outros como ele. Mas os havia perdido de vista durante os séculos que se passaram. Cada um preocupado consigo mesmo, sempre fugindo dos constantes ataques, do mundo cada dia mais perigoso. Era arriscado demais se aventurar sem planos definidos.
Mas ele continuava a ter as visões, a ouvir o chamado silencioso de um coração igual ao seu. Morto para a vida, mas vivo o suficiente para sentir, para amar e odiar.
Em suas visões ele via uma mulher, uma vampira como ele. Bela e forte. Sábia. Antiga.
Ele ouvia o chamado, ele sabia que ela estava a sua procura, a sua espera.
Ele a via em seu covil escuro, esperando por ele noite após noite. Chamando por ele.
Mas por que ela o chamava, por que ansiava por ele?
Ele tinha que saber tinha que ir até ela, não agüentava mais esperar por um bom momento.
Resolveu que seria nesta noite, uma noite tão linda e fria. Sim, ele iria até ela agora, não esperaria mais nada.
Usando seus poderes ele começou a levitar, ficando mais leve que uma pena. Deixou seu coração e sua mente livres para o guiarem na direção correta. E ele voou leve, ligeiro, as luzes das cidades lá embaixo, difusas. Um torvelinho de luzes e escuridões.
Cruzou montanhas, mares e florestas deixando-se levar pelo chamado, pelo coração.
Ela já sabia que ele estava a caminho, ele podia sentir a emoção, a ansiedade, a alegria depois de tanta dor.
A despeito de sua velocidade sobrenatural o dia estava amanhecendo, ele pode ver a claridade no horizonte. Era tempo de se esconder.
Desceu de seu vôo incansável pelo céu. Estava numa floresta, precisava procurar um local adequado para se esconder dos raios assassinos. Ele não queria mais desaparecer, agora tinha uma razão para continuar, tinha um ideal, tinha alguém esperando por ele.
Sem local aparente para seu repouso, Adolf cavou um grande buraco na terra coberta de folhas secas. Antes que o sono de morte chegasse, ainda teve tempo de enviar uma mensagem para sua amada.
_ Estou chegando meu amor, amanhã estarei ao seu lado. Finalmente juntos.
O sono chegou, nublando os sentidos.
Na noite seguinte ele saiu de seu esconderijo e iniciou o restante da viagem.
Estava bem perto agora, podia senti-la. Podia ouvir sua doce voz chamando.
Adolf voou por mais um tempo. Sentia até o perfume dos cabelos dela. Estava perto, muito perto.
Ele sentiu que chegara ao local. Olhou para baixo e viu as luzes da cidade.
Pisou suavemente no solo desconhecido.
Estava num beco escuro e fétido. Pessoas passavam apressadas na calçada. Assustado ele se escondeu no canto mais escuro e chamou por ela.
_ Estou aqui amor, apareça.
E então, de cima do telhado do prédio mais próximo ela pulou.
Adolf se virou na direção do barulho e finalmente a viu. Linda, etérea.
Vestia roupas estranhas, coloridas. Sensuais.
Seu coração a tanto morto, apertou-se no peito cansado. Ele a amava. Precisava dela.
Abriu a boca para falar algo, mas as palavras morreram na garganta.
Ela não estava só. Agora ele podia ver que havia outros três homens atrás dela. No afã de vê-la, de falar com ela, havia se esquecido de sua habitual precaução.
Quem seriam? O que estavam fazendo ali naquele momento tão esperado e particular?
Quando viu as estacas de madeira nas mãos deles, subitamente seu instinto de predador sabia que havia sido enganado.
Era uma armadilha, eles vieram para matá-lo, matá-lo outra vez. Matá-lo de vez.
E num segundo os caçadores estavam ao seu lado.
Ele havia sido traído, traído por ela. Mentirosa, pensou. Não havia amor, não havia nada, apenas ódio e vingança.
E ele sentiu as estacas entrando em sua carne fria, sentiu a dor dilacerante.
Seu corpo explodiu em chamas iluminando o beco escuro.
E finalmente sua alma vagou livre, em direção ao céu estrelado. Finalmente livre de tudo, de todos os traidores.
Livre talvez, para encontrar seu tão esperado amor e a paz para seu espírito torturado.
_ Pegamos mais um Endora, graças a você!
_ Vamos acabar com todos eles, serei a única a reinar na escuridão. Vamos rapazes, temos muito trabalho ainda. Já localizei outro vampiro. Vamos começar tudo outra vez...



By Ana Kaya

domingo, 6 de junho de 2010

Abrindo o Sarcófago




Uma nova modalidade do Vale das Sombras.

Abrindo o Sarcófago é uma homenagem às pessoas que se tornaram marco no estilo sombrio, tanto na música, na literatura, quanto nas artes em geral.

Estreiando a banda YES, que se tornou referência no rock dos anos 70.

Envie a sua colaboração que teremos prazer em publicar. TODO DIA 2!

sábado, 5 de junho de 2010

Hedionda

Pegar a cesta de costura
agora mesmo
e ser generosa:
tesouradas a esmo
no seu pescoço
e dorso

lambuzar- me com seu sangue
de corno manso.

Ou ser mais meticulosa:

Então calculo aqui comigo
quanta coragem é preciso
pra fazer um pentagrama
em seu umbigo.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Novo Fanzine Adorável Noite nº 34


Olá pessoal,

Está pronto para download free o fanzine nº 34 Adorável Noite - Contos de Vampiros e Terror - para baixar gratuitamente.

http://www.overmundo.com.br/banco/fanzine-adoravel-noite-nr-34

Segue abaixo a relação dos participantes deste fanzine!

Um Vampiro nos degraus da Cripta
Abigail Lucena de Farias

Diga-me com quem andas que eu te direi quem és
Andréia. D. Bilenkij

À ESPERA DO SOL
Lino França Jr.

Sede de Amor - O reeencontro
Valquiria Diana

Morte Certa
Fernando Fesant

A traição
Larissa Caruso

Aliança de Sangue
Pedro Lucas Pereira Sousa

Para colaborar com seus contos envie para siqueira.adriano@gmail.com. O conto deve ter no máximo dois mil caracteres e o assunto do e-mail é "conto para o fanzine Adorável Noite"

Abraços e agradeço muito a colaboração!
Adriano Siqueira

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Abrindo o Sarcófago - YES







































Quando o cantor e compositor Jon Anderson e Chris Squire formaram o Yes em 1968, ninguém poderia ter previsto o que estava por vir !

Nesta época, o rock n'roll tinha provado que viera para ficar e era para ser levado a sério.

John Anderson e Cris Squire desejavam fazer uma música que uni-se a força e excitação do rock com a complexidade e riqueza melódica da música clássica.

O Yes abriu caminho para o que seria chamado "Progressivo" ou "Rock Arte" e junto com outras bandas contemporâneas como Pink Floyd e Genesis criaram um gênero musical inteiramente novo !


No verão de 1969 sua formação era Jon Anderson - vocal, Chris Squire - baixo, Tony Kaye - teclados, Peter Banks - guitarra e Bill Bruford na bateria. Juntos lançaram seu primeiro LP intitulado simplesmente YES. Este disco teve excelente repercussão entre os fâns do genero progressivo na época.

Seu segundo album Time And A Word lançado em 1970 marca além do amadurecimento musical da banda, a saída do guitarrista Peter Banks, substituido por Steve Howe então famoso como músico de estúdio.

Em 1971 lançam Yes Album, em março empreendem sua primeira excursão pela América. Durante esta tour, o tecladista Toni Kaye sai do grupo, dando lugar para Rick Wakeman egresso da banda Strawbs; já uma estrela com brilho próprio que era saudada pelo semanário Melody Maker como a super estrela do futuro.

Sua entrada no grupo abriu caminho para a utilização efetiva dos sintetizadores dando um acabamento mais esmerado as composições do grupo.




Fragile foi lançado com grande aclamação da crítica em 1972.

Destaca-se a música Roundabout de Jon Anderson e Steve Howe, que apartir de então foi usada para abrir os espetáculos da banda. Esta canção tornou-se um hit do Yes, sua marca registrada.

Apartir deste disco, o artista Roger Dean assume a programação visual do grupo, desenvolvendo o logotipo da banda, cenários de shows, capas de discos entre outras coisas, utilizando como tema paisagens surrealistas e imagens oniricas que se integraram com perfeição ao estilo da banda.

Close To The Edge, também lançado em 1972, é um Lp com apenas três composições longas: Siberian Khatru, ""And You And I" e "Close To The Edge". A excursão de lançamento acabou tornando-se um revival dos 10 anos de carreira e o filme Yessongs.

Tanto o filme quanto o sucesso da excursão acabaram por firmar a imagem do Yes como um dos melhores grupos no cenário progressivo internacional.

O ponto negativo foi a saída de Alan White antes do início da tour Close To The Edge, sendo substituido por Bill Bruford. Após sua saída do grupo, Alan White tocou com John Lennon, George Harrison e Joe Cocker.

O ano de1973 foi dedicado a uma extensa série de shows no Japão, Austrália, América e Inglaterra. Neste ano lançaram o álbum triplo Yessongs e Tales From Topographic Oceans, um álbum duplo conceitual.

Yessongs tornou-se rapidamente um sucesso de vendas !



No começo de 1974 o grupo regressa a América, onde tocaram no Madison Square Garden, em seguida retornaram a tour europeia.

Em junho 1974 Rick Wakeman decidiu investir em sua carreira de solo e sai do grupo, que passou a contar com Patrick Moraz como membro efetivo a partir do lançamento do disco Relayer. A popularidade da banda apesar do saida de Rick continuou crescendo, prova disso foi o concerto dado no J.F.K de Filadélfia. que reuniu mais de 100.000 pessoas!

Dois destaques no ano de 1975 ! O lançamento do disco Yesterday, uma coletânea contendo material dos dois primeiros discos da banda e do filme Yessongs um longa metragem.

O verão de 1976 marca uma nova tour pelos E.U.A, apesar de que não tinham gravado mais nenhum LP,esta tour foi vista por mais de 1.2 milhões de pessoas.



Em 1976 começa a circular noticias dando como certo o retorno de Rick Wakeman, o que efetivamente ocorre com saída de Patrick Moraz que parte para carreira solo.

Em maio de 1977 lançam o disco Going For The One.

Durante mais de dez anos o Yes tinha estado na estrada e nos estúdios e isto cobrou seu preço, Jon Anderson e Rick Wakeman saem da banda optando pela carreira solo.

O resultado da saída foi o disco Drama, cuja formação era Chris Squire, Steve Howe, Alan White, Trevor Horn nos vocais e Geoff Downes (teclados).

Este disco marcou uma virada radical no som da banda ! No iníco dos anos 80 o guitarrrista e compositor sul africano Trevor Rabin, conhecido no meio musical como experiente e talentoso produtor substitui Steve Howe e juntos gravam o album chamado Cinema.

Após a gravação deste disco, chamam de volta o velho amigo Jon Anderson e com ele gravam um novo Lp que recebe o nome de 90125. Este disco foi um estrondoso sucesso de vendas e serviu para atrair uma nova legião de fâns para o Yes !



A volta de Jon Anderson foi condicionada a ele poder em paralelo continuar com sua carreira solo.

Durante uma destas paradas, ele conversou com Bill Bruford, Steve Howe e Rick Wakeman para juntos gravarem algumas musicas e quando perceberam tinhm um disco inteiro gravado que chamou-se Anderson, Bruford, Wakeman & Howe para delícia dos fans do Yes.



Durante a divulgação deste disco, muitos jornalistas os questionaram quanto a uma possível reunião da melhor formação que o Yes já tivera; eles achavam isso dificil por uma série de razões, pelo menos no momento, mas a porta estava aberta !

Em meados de 1994 o Yes lança o disco Talk com Jon Anderson, Chris Squire, Trevor Rabin, Alan White e Tony Kaye. Foi seu primeiro disco totalmente gravado no processo digital e Trevor Rabin levou quase dezoito meses para produzi-lo.

Depois do lançamento e subsequente excursão Trevor Rabin sai do grupo e a banda para por alguns meses !

Numa entrevista da época, John Anderson falou "Eu disse a Chris e Alan que nós deveríamos voltar a trabalhar com Rick e Steve, que tinhamos de descobrir do que seriamos capazes após 18 anos passados"

Como ficou demonstrado, a magia definitivamente ainda estava intacta ! Uma série de 3 concertos foi organizada durante 1996.

A tour foi um grande sucesso e estimulou a composição de novo material para um futuro disco a ser lançado em 1997.


Ao conversar com jornalistas Anderson afirmou " Nós não estamos fazendo um retorno, nós estamos avançando. Tudo está no tempo e lugar certo e nossa música soa cada vez melhor ! "

FÃ CLUBE
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