quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Soneto da Necessidade


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Soneto da Necessidade


É preciso sentir além da alma
além do amor ócio indo pela janela
além da voz singela que se cala
no beijo que o infinito revela.

É necessário beijar-te além da carne
além,mais que além do desejo mundano
é preciso unir corpos em plena felicidade
para cada instante da eternidade seguir amando.

É preciso amar-te depois de tanto morrer
em versos de elegia nos tempos anteriores
enclausurados no epitáfio do meu passado.

É necessário corar teu rosto delicado
que ao toca-lo desatina - perde eloqüência
onde teus olhos delineiam o destino da existência.

por Emerson Sarmento

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Adeus


Sei que prometi,
escrever mil folhas...
Mil folhas que a ventania trouxe.
Sei que prometi,
dar minha vida a você
se assim fosse necessário.

Porém,
a ventania se tornou tufão
arrancou-lhe os cabelos,
desfigurou-lhe a face,
e arrancou-lhe o coração.
Não me lembro mais
do teu rosto
que um dia contemplei.

Não me lembro mais
qual é o timbre da música;
A música que sai de tua boca.

E as folhas que o tornado lançou,
passaram por mim
cortando-me a carne como navalhas
levando junto
tudo que existiu.

Promessa carregada pelo tornado;
Quebrada...

Adeus!
Por Moon Shadow

sábado, 23 de outubro de 2010

†...Navega.DOR...†



Meu íntimo é uma voragem profunda
Um abismo cinéreo contornado por rochas
D´onde mia lívida face macambúzia
S´apaga defronte o archote de mia tocha

Em meu coração há um roto obscuro
D´onde as mazelas s´infiltram em languidez
Guarnecendo as artérias em toques imundos
Azáfama mortalha a encobrir mia insensatez

Navego em blindagem, todo vendado
Num oceano d´águas turvas e viscosas
A.DOR.mecido num temor exagerado
Na implacidez desta vida tormentória

Cá presente neste meu frívolo reinado
Deveras quimérico sigo a rota prateada
D´ond´a luz da cheia lua arraigada
Se perd´em meu imo desconsertado

Esmaecido às intempéries marmóreas do coração
Suturo em partes vivas, os músculos de mia dor
Saboreand´o sangue de mia reles imensidão
Em sôfregas incisões e extremo grito de furor

Por quais venturas percorre o meu sol?
Entre candeias luzidas não o vejo mais doirar
Por quais oceanos despenc´o meu arrebol?
Entr´o negrume celeste e a´urora, findo-m´a um ergastular

por TIAGO TZEPESCH

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A Procura


Já conversei com os deuses
Já repousei vários colos
Escorreguei entre ventres
Bebi do frescor da infância
Ouvi conversa de insetos
Mergulhei infernos
Descansei escuridões
Nadei olhares
Percorri sorrisos
Provei um pouco do céu
Bebi do vinho maldito
Pulei abismos e bocas
Enquanto não me atordoava o giro do mundo

Lunático
Agora persigo o fogo
O gelo
Uma luz distante e desfocada
No rastro das bruxas um brilho de fada
O vento
O centro
E uma improvável paz

(Celso Mendes)

ASSISTA AQUI A TURMA DO VALE NA TV ORKUT!

PARTE 1



PARTE 2


PARTE 3



PARTE 4


PARTE 5


PARTE 6


PARTE 7

domingo, 17 de outubro de 2010

Instinto animal



Amanhece, um céu cinzento cobre a cidade. Continuo à janela do prédio, um cheiro nauseabundo no pequeno quarto. É aquela maldita fedendo! Ainda não desovei o corpo da garota.
- Infeliz! Teve o azar de cruzar comigo na rua. ‘Xá pralá...
O pior é essa coceira nas mãos, me deixa impaciente. Já tomei todos os comprimidos calmantes, continuo alerta, desperto, e essa vontade louca de ver sangue.
Quatro dias que não prego o olho, não tenho fome, só sinto esse formigamento nas idéias. A voz irritante que sussurra debochada ao meu ouvido, sem parar...
Lá fora, um pedinte roto e encardido passa esfregando as mãos para espantar o frio. Que nojo, parece barata no lixo. Não faz falta nenhuma, por que sobrevivem essas imundícies?
A cidade parece acordar agora. Uma dona de casa, velha e gorda, passa desgrenhada em direção ao mercado do pão. O operário com sua bicicleta, vai cabisbaixo, em direção à obra. A marmita pouca e amassada deve levar a sopa já fria para o almoço.
Opa! Lá vem a menina colegial, as tranças balançam ao vento, a saia curta mostra as pernas arroxeadas pela temperatura baixa.
Saio apressado à caça... Umas duas quadras, ruas desertas, o fio de nylon já esticado nas mãos. Dou um salto rápido. Ergo o braço para tapar-lhe a boca. Pela surpresa e terror, ela desmaia. Droga! Nem o prazer de vê-la debater-se. Aperto um pouco mais e giro seu pescoço franzino que estala. Ela fica ali, como uma boneca abandonada por alguma criança.
Estou melhor, agora. Volto ao apartamento miserável, no maldito prédio. Mãos nos bolsos das calças, enfio o pescoço entre a gola do casaco, o ar gelado batendo-me as faces. Comecei bem o dia...


Lu czer 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

DIA 18 DE OUTUBRO - SEGUNDA-FEIRA - 21 HORAS



VEJA AQUI O VALE DAS SOMBRAS NA TV ORKUT SEGUNDA-FEIRA-DIA 18 DE OUTUBRO-AS 21 HORAS

    orkutv.swf &amp ;startimage = orkutv.swf &amp ;width = 770 &amp ;height = 492orkutv.swf &amp ;autoplay = &amp ;shuffle = 1 &amp ;showstop = orkutv.swf &amp ;showvolume = &amp ;showtime = &amp ;showprevious = 1 &amp ;shownext = 1 &amp ;showfullscreen = tvaracariguama.swf &amp ;showtitlebackground = never &top1tvorkut.swf1&top2=orkutv.swf&onclicktarget=1_blank/ orktv.swf &amp ;ondoubleclick =orkutv.swf&ondoubleclicktarget=1_blank&showiconplay=1" /> AQUI VOCÊ VÊ A TV ORKUT ONLINE.. AO VIVO!!!!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A SOMBRA DO VAMPIRO

Aproveito a penumbra da noite para vagar pelas ruas. Meus passos são incertos, minha procura está fadada ao fracasso. Através dos séculos tenho tentado encontrar uma cura para meu mal, mas ele é muito mais que uma doença, é uma maldição. A sede incessante faz arder as entranhas instigando-me a caçada. Os incautos, que perambulam pela noite, são como uma droga.
Ah, o que não daria pelo doce beijo da morte! Mas a insensível dama de negro me evita, ela conhece minha danação. Outra vez o desejo incontrolável de sorver o precioso líquido está me enlouquecendo. Posso sentir os odores pelo ar. Cada um tem sua própria fragrância. Nenhum humano emana o mesmo aroma. Sei distingui-los individualmente. Posso sentir cada variação por menor que seja. Jamais me engano quanto à vítima que deve ser imolada para aplacar minha sede.
Silenciosamente sobrevôo as artérias da cidade. Embora nunca adormeça, ela diminui seu ritmo ao anoitecer. Melhor assim. Tudo ocorre em poucos minutos. O desgraçado não chega a saber o que o vitimou. Sou benevolente com aqueles que me sustentam. Com os resquícios do precioso líquido gotejando por entre meus lábios, cerro os olhos e me refugio nas sombras da noite. Menos um humano no mundo, mais uma alma a ser contabilizada em minha consciência. Até quando tudo irá continuar...
Outra noite de agonia. Nem mesmo a tempestade pode refrescar a sensação de ardor que queima minha alma. As labaredas do inferno acompanham meu vagar. Muitos me consideram um parasita, outros invejam minha sina imortal. A verdade é muito mais trágica do que os superficiais humanos podem conceber. Minha alma padece uma condenação infinita.
Enquanto a humanidade vive seus percalços e mergulha numa infinidade de ilusões sem valorizar o melhor que lhe é ofertado. Sigo minha sina de maldito. O brilho incandescente das ígneas labaredas infernais consome o fulgor de minha existência. Já não sou mais capaz de recordar o momento em que se deu minha queda, mas ainda trago vivo, em mim, o motivo.
O doce aroma, que me prende a este vagar sem fim, penetrou minhas narinas, pela primeira vez, há muito tempo. A missão redentora que me trouxe a este plano inferior fragmentou-se diante da suavidade daquele odor inocente. Jamais havia sentido um perfume tão inebriante. Meus sentidos se aguçaram e não fui capaz de deter minhas ações. Antes que compreendesse a extensão de minha falta, o sabor adocicado do precioso líquido irrompia em minhas entranhas.
A pequena vítima imolada não teve a menor chance. Seu olhar confiante me fitou antes que minha embriaguez a conspurcasse. O desespero jogou-me num turbilhão de acusações e remorso. O que eu havia feito? Seria digno de portar o selo da redenção? O abismo do inferno se abriu sob meu corpo tragando-me com sua força devastadora. O anjo se fora e o monstro tomou seu lugar. As lágrimas concorrem com os pingos da chuva que cai. Depois de tanto tempo nem mesmo sei se são lágrimas.
A noite reina absoluta. A tempestade ainda dominará a região por muitas horas. A sede queima meu âmago. Como um ser insano, recuso-me a caçar; não esta noite. Que a sede resseque minha alma, mas esta noite, não! Ninguém mais poderia suportar a agonia que me domina. O apelo do sangue é tão violento que sinto todo peso do mundo.
As dores que tocam os seres humanos desabam sobre minhas costas. O sangue que deveria me saciar, verte de meu corpo. Agonia em proporção além das possibilidades de qualquer ser vivo, mas eu já não vivo, sou apenas uma sombra em meio à escuridão.
Uma sombra! Um espectro despojado de sua condição original! Aceito estas e muitas outras recriminações, mas não sou um parasita! Alimento-me da seiva que corre nas veias dos humanos, mas não os mato, a não ser quando isso se faz extremamente necessário.
Das vítimas que imolei, lamento e assumo as primeiras. Ainda não dominava a força imensurável que me animava. Com o passar dos anos fui aprendendo a controlar o ímpeto que me guiava ao encontro de minhas vítimas. Isto me tornou muito mais letal. Consciente de minha maldita condição, perambulei por todos os cantos deste abençoado mundo. Testemunhei atitudes tão vis que me enojaram. Atrocidades perpetradas por humanos contra humanos. Isto me levou a indagar: será que eu era, realmente, um monstro?
Cheguei a me julgar livre do peso que tinha em meus ombros. Muito cedo descobri o quão enganado eu estava. Os humanos têm uma prerrogativa que não se coaduna com minha natureza. A eles foi concedido o poder de decidirem seu futuro. Uma bênção tão inestimável que qualquer um, de minha espécie, teria abandonado sua condição sem hesitar.
Mas os humanos não souberam valorizá-la. Atiraram sua mais preciosa jóia nos charcos imundos do erro e da obstinação. Enfureci-me quando tomei ciência do quão mesquinho eram, os humanos. Uma espécie destinada a reinar sobre todos. Mas que sucumbiu ante o brilho fátuo de uma ilusão. Trocaram seu livre arbítrio por grilhões que já não podem mais romper.
A descoberta do malogro, que abarcou a espécie humana, não serviu para atenuar minha condenação. Ainda sou um ser maldito. Outros tempos vieram e sempre o pior se mostrava ainda longe de ter se manifestado em toda sua intensidade. Testemunhei tantas afrontas contra a natureza da Criação do homem que a pouca misericórdia, que ardia em mim, morreu.
Um interminável período de violência foi iniciado, então. Despi-me de minha aura redentora e trajei o luto da morte. Onde quer que eu estivesse, a morte volitava em redor. Minhas presas rasgaram tantas carnes que passei a sentir nojo de sangue. Novamente a consciência solapou minha fúria. Em um momento de total abstração do certo e do errado, fui abatido. Não por forças justiceiras ou vingadoras. Não por uma força a qual não pudesse fazer frente com minha virulenta sede.
Uma força que ainda vivia latente em meu âmago. Uma força que eu havia decidido soterra sob os corpos de minhas vítimas. De repente, em um dos muitos ataques que efetuava, um lampejo vivo me deteve. A alma foi traspassada por uma dor sem igual.
Não sei se foram as lágrimas ou o sorriso, só sei que a fonte de minha segunda perdição manifestou-se na forma mais sutil. Minha alma reverberou os sons mantidos aprisionados por tanto tempo. Meu ser vibrou na intensidade da força que eu havia abandonado. Meus olhos vazaram toda angústia que consumia meu ser. Diante da imponderabilidade do fato, não tinha como impedir a derrota.
O foco da vigília se modifica. A apreensão toma o lugar da angústia. Um inimigo de respeito está nas proximidades. Sinto sua presença ainda invisível. Em breve estaremos frente a frente. As energias que ele emana são de natureza nefanda. O instinto de sobrevivência grita em meu peito. Meu estado de alerta atinge seu mais elevado grau. Estou pronto.
A sombra das trevas vem chegando mansamente. Quem a observa ilude-se com sua aparente serenidade. Somente aqueles que já se defrontaram com seu atuar podem antecipar-lhe os movimentos. O perigo está aqui. Num átimo ele se materializa a minha frente. Seu cheiro nauseabundo poderia deixar tonto um ser comum, mas não a mim.
Nossos olhares se miram em desafio. Sinto as forças que orientam seus desejos. Elas tentam atingir-me sorrateiramente. Um sorriso de indiferença revela-lhe que não sou uma presa fácil. Se ele quiser me vencer, terá que lutar muito. Seus músculos se retesam. A sensação de absoluto controle da situação se desvanece como fumaça. Sei que ele me conhece.
Como se fossemos dois hábeis bailarinos, passamos a nos medir em um cadente circular. Olhos fixos, não abrimos nossas guardas. Mesmo sua capacidade de alterar seu estado material, hora sendo sólido, hora sendo sombra, não chega a me surpreender. Um urro furioso escapa-lhe das entranhas. Meu adversário entendeu que não sou apenas um peregrino sem defesas.
Seu desejo de abater-me é muito mais intenso do que sua precaução. Sem aviso algum, ele rompe o círculo. Seu movimento foi tão célere quanto o fulgir de um relâmpago, mas não tão rápido para me atingir. Seu corpo desaba sobre o chão. Não sinto animosidade alguma por esse infeliz. Minha postura reflete o sentido da preservação. Não desejo bailar com a morte, ainda não.
Ele se ergue mais irado do que faminto. Agora não sou mais um petisco a ser saboreado, mas um rival a ser derrotado. Sei que ele é forte, mas estou em meu ambiente. Conheço cada molécula que volita por este meio. Sinto cada vibrar a minha volta. Ele não desiste. Volta a investir contra mim. Novamente desvio meu corpo fazendo-o desabar outra vez. Seu rancor é imensurável.
A dança bélica se arrasta por longos minutos. Esperava que ele desistisse ao perceber que apenas me esquivava. Sua determinação me fascina. Somos seres das trevas, mas ainda assim tão diversos quanto os elementos básicos. Sinto que ele começa a se cansar. O arfar de seu peito deixa claro que ele nunca enfrentou um adversário como eu.
Apesar de minha recusa em atacá-lo, sei que não haverá outra maneira de por fim ao combate. Eu terei que enfrentá-lo. Assim que ele se afasta para tomar impulso, escolho uma posição favorável e aguardo. Este será seu último movimento.
O brilho atônito reflete toda sua perplexidade. Um ser como ele jamais imaginaria que pudesse encontrar um fim tão besta. Minhas presas cravam-se em sua jugular. O líquido viscoso escorre com liberdade. O dele não é vermelho, nem quente ou saboroso. Ele não é uma vítima que servisse para satisfazer minha sede de sangue. O ataque foi apenas para aniquilá-lo.
Ainda sinto a sede ardendo em minhas entranhas, mas não tenho ânimo para uma caçada. O sabor ácido tira-me o apetite. Sem mais esperar, assumo minha forma alternativa e lanço-me em um furtivo vôo. Agora já não poderia mais me saciar esta noite.

sábado, 9 de outubro de 2010

PARTICIPAÇÃO DOS CLASSIFICADOS NO CONCURSO DO VALE & TV ORKUT

Todos os classificados no Concurso irão participar:
Entrevista agendada para o dia 18/10/2010- Segunda-feira - 21 horas - No programa Star Show-(Convidados) pela apresentadora Leni Martins





Site Tv orkut:

www.tvorkut.com.br ou

www.orkutv.com.br

afiliadas á Tv Orkut

www.tvmsn.com.br

www.tvnewyork.com.br

www.redetwitterdetv.com.br

www.tvdafama.com.br

www.bantv.com.br

e muito mais..............

Endereço:

Av Jules Rimet, 305-Morumbi São Paulo- SP

em frente ao portão 5 do estádio de Futebol

link mapa de localização:

http://www.orkutv.com.br/mapalocalizacao.htm


Leni Martins

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

VALE DAS SOMBRAS

COMUNIDADE FUNDADA EM 23 DE FEVEREIRO DE 2006 PELA ESCRITORA MARIÂNGELA PADILHA, DE PSEUDÔNIMO "ME MORTE", HOJE COM MIL E CEM PARTICIPANTES, TEM O PROPÓSITO DE DESMISTIFICAR O SENTIDO DO ESTILO GÓTICO DE ESCREVER.
TEM POR LEMA:

†††somos um bando de jovens, de corpo ou alma, que acredita que estilo gótico é arte e não precisa ser rotulado de louco ou depressivo.†††

O goticismo sempre foi perseguido e mal interpretado e talvez por isso o Vale das Sombras comunidade foi denunciado e excluido pelo Google em 24/09/2008.
IMEDIATAMENTE FOI FEITO UM ABAIXO ASSINADO E EM 03/10/2008 (NOVE DIAS DEPOIS) A COMUNIDADE FOI DEVOLVIDA COM UM PEDIDO DE DESCULPAS.
CRIOU-SE ENTÃO OUTRAS COMUNIDADES FILIAIS, DENTRE ELAS O VALE DAS SOMBRAS - BRASIL, HOJE TAMBEM, COM MAIS DE MIL MEMBROS.

CONTA COM 5 EBOOKS (COM PARTICIPAÇÃO DE MEMBROS DA COMUNIDADE), quatro BLOGS, O PRINCIPAL www.valedassombrasmemorte.blogspot.com COM MAIS DE 34.700 ACESSOS.
É REALIZADO CONCURSO DE POESIA E LITERATURA SOMBRIA PERIODICAMENTE E JA SE PLANEJA UMA ANTOLOGIA PARA 2011.

Vale das Sombras



Blog do Vale


Vale das Sombras

Vale das Sombras


Ebook do Vale das Sombras - Vol I

Ebook do Vale das Sombras - Vol II

Ebook do Vale das Sombras - Vol III

EBook do Vale das Sombras – Vol IV

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Tirana

Talvez ele não saiba o quanto ainda o quero
e o quanto dói incendiar assim minha memória,
- e os seus pedaços -
feito um Nero.

Depois,
ninguém espere ou peça
ver-me outra vez como eu era antes:

Vou começar nova mulher
do zero.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

ÉMERSON SARMENTO, GANHADOR DO CONCURSO DO VALE, NA TV ORKUT!!!




DIA 18 DE OUTUBRO, AS 21 HORAS,  ENTREVISTA COM GANHADOR DO CONCURSO DO VALE - ÉMERSON SARMENTO -  NO PROGRAMA STAR SHOW, NA TV ORKUT!

NÃO PERCAM!!!!

O LINK É:

www.TVORKUT.COM.BR OU WWW.ORKUTV.COM.BR

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

GANHADORES DO CONCURSO DO VALE & TV ORKUT

Tateando a noite - 1° lugar Concurso do Vale & TV Orkut

ÉMERSON SARMENTO
.
.
A noite:fria,áspera,quente
indecente,no escuro, no desejo
no beijo,na carne,derrama solene
o amor ardente no tremor do despejo.

No silêncio a textura sem compostura
anula o tempo em instantes de gemidos
perdendo o sentindo na pele que censura
a loucura crua,suada,sussurrada nos ouvidos.

Tateando,dançando,a procura das pernas
tão belas,tão inocentes sem pudor
no calor,da candura endiabrada,severas
dançarinas paralelas perdidas de amor.

costurando,entrelaçando-se pêlos infindos
ungindo os corpos iluminados pela aurora
deu-se a glória por tantos sonhos fingidos
verdadeiramente lindos,vividos naquela hora.

Após a noite,o dia desperta o infinito
os seios ainda túmidos,os olhos úmidos
completando o azul do céu descolorido
desenhando os suspiros sem delírios lúdicos.
.
.

 

 

Socorro - 2° lugar Concurso do Vale & TV Orkut

MOON SHADOW 

.
Estou inerte
Presa neste corpo
Corpo vil que ninguém valoriza




O desejo de liberdade
Grita dentro desta casca maldita
Porque estou presa aqui?




Liberta-me




Porque este corpo ainda me prende?
Porque ainda tenho que sofrer?
Porque este coração maldito,
não para de uma vez?




Petrificado,
Doente,
Descompassado,
Inconstante...




Dor muita dor...




Liberta-me!

 

 

ESPÍRITO ERRANTE - 2° lugar

ROMMEL WERNECK

.
.
Espírito errante que anda pela terra,
Vaga calmamente por este deserto,
Trilha por um rumo, um campo longo e incerto,
Vive intensamente a mais temível guerra...

Espírito errante que anda pelas águas,
Nada pelo nada, nada pelo medo,
Teme a vida e esconde assustador segredo:
Um coração cheio de infinitas mágoas...

Espírito errante que anda pelos céus,
Voa sem vontade pelo seu remorso,
Arrasta as correntes e os fúnebres véus...

Espírito errante na lava oscilante,
Carrega mil marcas no lascivo dorso...
Sem destino vaga um espírito errante...
.
.

 

 

 

OS MONSTROS EM MIM - 3° lugar Concurso do Vale & TV Orkut

DARKNESS
.
.
O lobo em mim
Devora meu eu
Anulando a razão
Sob o dom da fúria
A cegueira da paixão
Dilacerando corpos
Sorvendo o sangue
Num coro de uivos
Desespero e lascívia
De um maldito...

O vampiro em mim
Destrói meu âmago
Invalidando a consciência
Sob o poder da sedução
Inebriado pelo desejo
Mutilando jugulares
Embriagando-se no licor
Adocicado e vermelho
Precioso e fatal...

O monstro em mim
Nega o homem anterior
Imolando sua essência
Sob o peso da maldição
Corroendo as almas
Angustiado com as lagrimas
Desiste de lutar... tentar...
Superar sua condição
Vencer sua condenação.

Sou um lobo esfomeado
Um vampiro sedento
Um monstro em maldição
O homem que já fui
Morreu em meu erro
Desfez-se em meu desejo
Sucumbiu à minha ambição
De querer ser imortal
De almejar a perfeição
Ser irresistível... sedutor...
Ser criatura e criador.
.
.

 

 

Ópera Noturna - 3° lugar Concurso do Vale & TV Orkut

TIAGO TZEPESCH

.
.
Plangem lacrimosos os violinos
Despencando as notas musicais lutuosas
Mortandade a cada verso vespertino
Dádivas sanguíficas dess´alma sequiosa

Soam os acordes de meu corpo
Em cânticos noctâmbulos exaustivos
Portas trancafiadas de meu Eu catatônico
Misantropia dos dissabores esquecidos

Nos recitais das cantatas negrumes
Macilento torniquete a me preencher
A pior das dores é d´Amor, negritude
Epílogo banquete até o meu fenecer

Acres gotículas d´amargo fel escorregam
Pela sinfonia maestosa de mia morte
O bálsamo, por aqui, já não m´espera
Em uma era, quiçá, obterei mais sorte

E o lúgubre maestro continua sua sina
Despetalando mia rosácea cheia de luz
Apodrecend´o perfume dessa lida
Expelindo a força atroz que me seduz

Flutuando misantrópico aos vales taciturnos
O arrebol escurece tod´a mia visão
As estrelas emanam seus sons estremecidos
Perpetuando a lutuosidade em meu coração

E aos nacos, despeço-me ferido
Às cicatrizes purulentas de teu amar
Esta vida é mentira, é vil fermento
A um bolo crescente de dor a exaltar
.
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Carne Decaída - 3° lugar Concurso do Vale & TV Orkut

HUGO SOUZA(Flame Heart)

.
.

“Deixe-me com meu egoísmo
Deixe-me embriagar-me com o rum das ilusões
E que minha face hipócrita decaia
Nas malícias das efêmeras tentações

Diga-me: O que carrega esse seu sorriso?
Delicadamente amoleceu meu coração
E o fingimento de minha parte se transforma
Em mais um cálice de maldição

Tudo era tão negro, tão infértil
Tudo esmorecia na primavera
E quando o vento lambia meus dedos
Agarrava-me no consolo singelo de outra espera

Quem me dera outra primavera!
Outra residência de esquecimento
Que me dera que tal truque do inconsciente
Acalenta-se esse estúpido lamento

Quantos desejos impuros!
Ou será que o pecado virou pureza?
Todos esse traços desenhados por desdém
E banhados no sangue escorrido e na incerteza

Deixe-me com meu egoísmo
Deixe-me a sós contemplando meu apodrecer
E que meu corpo ao menos se excite
Nas chamas que irão o envolver”
.
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