segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

RETROSPECTIVA DO VALE em 2007


Todos os fatos que foram notícia no Vale das Sombras em 2007 e os destaques entre membros que postaram (não deu pra colocar todos, mas fiz uma coletânea, espero que gostem).

RETROSPECTIVA DO VALE em 2007


Janeiro:


 Dia 1 saiu o anúncio do livro Manuscritos de Sangue como prêmio do Concurso de Góticos do Vale do mês de dezembro de 2006, 13 Contos de suspense, mistério e terror de Waldick Garrett.

 Dia 2 começaram as votações dos membros do Vale e dos convidados, entre eles Cristiano Deveras, Mauro Veras e outros. O resultado foi anunciado no dia 31 onde Leni Martins levou o prêmio.

 Postagem destaque em janeiro: Alquimist (poema: Simplesmente o fim) e Giovani Iemini (ebook:Mortos que andam).


Fevereiro:


 Tivemos o Concurso de aniversário do Vale que completou um ano de existência em 23 do mês corrente. Vários talentos, entre escritores e músicos enviaram brindes para serem distribuídos, como O Romance Amaldiçoado Sangue de Fernando David, a coleção "S.O.S.Redação e Expressão" de Wilson Roberto C. Almeida, O livro " EM BUSCA DA SABEDORIA ", uma coletânea de Contos, Poesias e Crônicas, onde participa Tãnia Mara Camargo de Oliveira e Duas coleções de Zines do U.L.S.Z. (Underground Life Stile Zine). Especialmente nesse Concurso tiveram duas modalidades, uma de poemas e outra de contos. O 1º LUGAR em poemas foi para MORTICIA ZIELKE e de contos para Roberto Klotz.

 Postagem destaque em fevereiro: Adriano Siqueira (Comunidade: Horóscopo dos Vampiros), Adriano Siqueira (matéria na TV Cultura sobre Contos de vampiros), MaicknucleaR (poema: Sobre as flores que colhi no lúgubre), André Espínola (poema: Condenação Eterna), BSB METAL FEST I (Banda: VOUGAN O NOVO FENÔMENO DO METAL NACIONAL) e ††loard Lukas (Comunidade: "Dark Castle").



Março:


 O Vale recebeu seu membro de n° 1000 e a Me providenciou um brinde, foi para a poetisa Rita Medusa.

 Em março a Me lançou pela primeira vez a pergunta: “qual poema do concurso foi obra de Me Morte?” e quem descobriu levou prêmio.

 Postagem destaque em março: Klotz (conto: Já fui Vampiro), Nara Shikamaru (Comunidade:Sombríon, o Reino das Trevas (Animes)), Sirlei (poema: A Rosa)e RaphaelϠ†ϠMaggot (confidência: Já fui um Guardião).


Abril:


 Em abril Me Morte anunciou o “Enterro de Catherine”, a troca da foto do perfil de Caterine Zeta Jones por uma foto dela própria de burka. Iniciava-se uma nova fase no Vale.

 Novo concurso iniciou-se em 21 de abril.

 Me Morte estréia nos Apoênicos.

 Postagem destaque em abril: Elton Basílio (informações sobre o Concurso do Vale), Lise (poema: “Por favor Deixe-me morrer” e “Versos Sobliminares”)), LORD CHARNEVAILL (poema:Grito da Morte!), André Espínola (poema: Um mortal crucificado) e Rhafael (divulgando sua Coluna Gótica no site Ambiente Musical).


Maio:


 Anuncio do vencedor do Concurso do Vale, Roberto Klotz. A brincadeira de descobrir qual poema era de Me Morte continuou e dessa vez ninguém acertou.

 Postagem destaque em maio: MaicknucleaR (divulgando o blog As Latrinas da Vida), Clau (poema: O Tempo), Last (pedindo novos amigos), Thathá (poema: Soneto Imundo), André Espínola (poema: Infeliz Natal) e Anna (poemas: “Vale das Sombras” e “Carniça Espiritual”).


Junho:

 Saiu o anúncio que o próximo concurso seria em julho.

 Me Morte estréia no site Lasanha.

 Postagem destaque em junho: Anna (texto: “Vale dos Espíritos”, “Isso já foi provado (O que pensam do Amor)” e “Não é sempre” e poema: Sem perca de tempo; Anna Leevam vamkrüzmatz Maquiavel se apresenta ao Vale ), Sirlei (poema: Lágrima) e LORD CHARNEVAILL (poema: Sombras do Passado).



Julho:


 Me Morte lança romance em capítulos MEXEEGANHA no seu blog e faz o lançamento no Vale.

 Concurso é adiado para agosto.

 Postagem destaque em julho: Brandon (conto:O Cômodo Oculto), LORD CHARNEVAILL (anuncio de casamento) e ஜ AnsataܓܓAlma (poemas:”Verdadeira Face” e “Pesadelo”).


Agosto:


 Concurso do Vale faz pela primeira vez Me Morte vencedora do primeiro lugar. Destaque para Paulinho Bonfin (2°) e Sirlei Passolongo (3°).

 Postagem destaque em agosto: Shadow Valley (blog: Contos de Inverno), Klotz (esclarecimentos sobre os critérios da votação do concurso), Mago Eremita (contos: “A verdade de Issa”, “O Corvo e o Capitalismo”, “A Mulher do Amigo” e outros...) e Alexandre (poema: Ana).


Setembro:


 É lançado o slide do Vale, fotos da Comunidade, dos membros e da Me Morte. Estava se iniciando um novo ciclo onde ficaria registrado a história da comunidade.

 Me Morte anuncia sua parceria com Rafael Pereira e sua entrada para o mundo dos quadrinhos.

 Postagem destaque em setembro:Thathá (conto: Uma gota de sangue assina a carta) e Leni (blog Gótico).



Outubro:


 Me Morte anuncia sua nova performance, foi criado seu desenho pelo artista LUCASI, ficou fera!

 Me Morte conhece René Ociné que faz uma revolução em seu ebook, ainda não estava lançado, ficou com uma aparência totalmente nova, um desiner de primeira.

 Me Morte anuncia finalmente o lançamento da Coleção de Ebooks, Libido e Histórias à Flor da Pele, duas versões: Uma de René Ociné e outra criada por Giovani Iemini e Leandro de Almeida.

 Postagem destaque em outubro: destaque para o tópico “OS GÓTICOS PREFERIDOS DA MALU”, antiga guardiã, que foi reativado.


Novembro:


 É lançado finalmente o Blog do Vale das Sombras. Escritores e talentos em geral postam regularmente em estilo gótico, entre eles Adriano Siqueira, dos contos de terror, Fernando Campos, da NOVAES, René Ociné, Ruy Villani, Mali Ueno, Mago Eremita, Rita Medusa, Leandro de Almeida e muitos outros escritores de talento. Rafael Pereira, quadrinhista e parceiro de Me no projeto dos quadrinhos, lança as tirinhas "Noticias do Front", duas vezes por mês e Me lança no Vale o talentoso Severino Félix de Souza, criador de fotos em ASCII. Várias vertentes nascem no blog em forma de tópicos: de Músicos (banda FIRE HUNTER, etc...), Escritores (Angela Oiticica,etc...), Artes, Dança, Pintores (Quimas), Quadrinhistas (Rafael Pereira,etc...)etc... O Blog tem por finalidade divulgar talentos e artes diversas.

 O Blog foi matéria no Zine Brasil, com grande destaque e cobertura no concurso de estréia, dia 13.

 Conto de Me é publicado no site Maria Joaquina e Me entra para o blog Bacanal.

 Postagem destaque em novembro: Marcio Arnaldo (nanocontos: “O Fim”, “A Salvação de Belinha”e o poema: Testemunha Auricular, entre outros...), Mago Eremita (conto: O Bêbado Volta a Casa), Anderson H (poema: Umbral), Liz (poema: O Grande Malabarizta), Dos Anjos (Revista Troça), Carlos Cruz (poema: Acróstico Escatológico), Cláudio (conto: Olhos Felinos), Mateus (poema: Saco de Ossos), Observador_Ama (poema: Viver de Sombras e o Vale) e Rita Medusa (poema: Intacto).


Dezembro


 Sai o resultado do Concurso de estréia do Blog do Vale e a vencedora é Karielle Rocha, Flávia Perez e Ruy Villani.

 É lançado o Mural do Vale para noticiar os principais acontecimentos da Comunidade e lançar uma brincadeira permanente, o “Te Peguei”, onde a Me tira fotos dos perfis online em qualquer tempo e posta como furo de noticias.

 Sai o anúncio que Rafael Pereira quadrinhou o poema “Compondo-me” de Me Morte.

 É lançada a brincadeira de Amigo Secreto do Vale onde membros trocam presentes anonimamente até dia 22 quando se revelam no Mural do Vale.

 Sai uma reportagem de Me Morte e Rafael Pereira no site HQ Maníac.

 Me Morte anuncia a estréia de sua revista em quadrinhos para março de 2008, em parceria com o desenhista Rafael Pereira e patrocínio da Editora Inversos.

 Me anuncia no Vale sua entrada para a Estalagem do Escritor.

 Me envia os presentes surpresa aos vencedores do Concurso.

 Me Morte lança as filiais do Vale das Sombras nos sites de relacionamentos “Gazzag” e “Beltrano”.

 Me Morte sai no site Lasanha com seu primeiro conto, João da Capa.

 Sai a data do Concurso do 2° Aniversário do Vale das Sombras, evento que promete muitos prêmios e literatura de boa qualidade. Para o dia 20 de janeiro do ano de 2008

 É lançada uma filial do Vale das Sombras no site Estalagem do Escritor.

 Postagem destaque em dezembro: Ângela Oiticica (pede comentários num conto em outra comunidade e mostra o conto: Bricolagem), Glauber (dá sugestões ao Vale e apresenta seu fanzine a Comunidade), O Palhaço (poema: Âmago Analítico), Vj Blan (poema: O Salto), dos Anjos (apresenta a Estalagem do Escritor), Susana (conto: Último Sorriso e apresenta sua comunidade), Heloísa (apresenta sua coluna na Cronópios), Grande Leão (faz uma pergunta ao Vale), Mago Eremita (conto: O Bailado do Bode), Marcelo Freire (se apresenta e mostra seu blog Devaneios Secretos), Kaya the vampire (poemas: “O que é que me dá?” e “Triste”) e outros...



FELIZ 2008 PARA TODOS OS MEMBROS DO VALE. MEU MUITO OBRIGADA A TODOS QUE AJUDARAM NOSSA COMUNIDADE A CRESCER E SE TORNAR ESSE CANTINHO SOMBRIO QUE É HOJE. SEM VCS ISSO NÃO SERIA POSSÍVEL. ESPERO QUE CONTINUEMOS JUNTOS POR MUITO TEMPO.
BEIJOS NA LINGUA

ME MORTE



obs.:(Na sexta-feira que antecedeu o Natal Me Morte tomou todas e pagou um MICÃO, na festa de confraternização de seu trabalho, mas isso é outra história, abafa...rssss)

domingo, 30 de dezembro de 2007




Olá amigos e amigas deste meu querido vale sombrio!






Estamos de volta! E desta vez o nosso " hein viado?" especial e testemunha ocular (e não auricular...) Joel Mirolha mostrou serviço e conseguimos postar a tira sem atrasos.



Sei que nesses tempos de festas e comemorações as badalações nos tiram a atenção de nossas obrigações rotineiras e acabamos por esquecer do dever de cumpri-las.



Fato este comentado na tira, e que não fugiu aos olhos do nosso entrépido observador atento e míope!



Encerrando por caquí (péssima essa, eu sei...), Desejo a todos um Excelente fim de ano, e que em 2008 possamos nos ver mais vezes, (mais de 2 vezes por mês...rsrsrsr).






Aos residentes no Rio, estarei nas praias de Copacabana ao lado do nosso "amigo de visão" apreciando o espetáculo de fogos!






Aos que não são do Rio...Bem...MORRAM DE INVEJA!!!

Abraços!

ps: Joel Mirolha diz não apreciar muito os fogos, afinal de contas, até hoje ele não sabe o porque que todo mundo olha pro céu no último dia do ano. Ele já olhou varias vezes, e nunca viu nada.
CLIQUE NA IMAGEM PARA AUMENTAR





sábado, 29 de dezembro de 2007

Natal Vermelho


Papai Noel se preparava para viajar o mundo inteiro em seu trenó encantado. Passara meses fabricando os presentes.
Agora estava tudo pronto, faltando apenas alguns pequenos ajustes de última hora.
Seus amigos duendes já haviam partido de volta a seus lares para festejar o Natal com seus familiares.
O bom velhinho estava sozinho em sua casinha de madeira. Pela chaminé saiam rolos de fumaça branca enquanto a sopa fervia.
A noite estava bem escura, mas como era de seu costume, Noel saiu para a caminhada diária antes do jantar.
Olhos vermelhos e brilhantes o espreitavam na escuridão, seguindo-o pelo caminho coberto de neve. Olhos malignos e cínicos.
Um plano terrível estava em ação, toda população da Terra estava em perigo.

Noel caminhou por meia hora e resolveu voltar, começara a nevar outra vez e ele já estava enregelado. Pensou na sopa fumegante que o aguardava e apertou o passo.
Na última curva do caminho coberto de neve, ele sentiu que estava sendo observado. Ficou a pensar quem poderia ser naquelas paragens desertas, talvez um esquilo ou uma coruja.
_ Noel, você é um bobo, quem poderia estar aqui nesta região tão inóspita?
Rindo de si mesmo continuou a caminhar.
O barulho de um galho de árvore quebrando o fez olhar para trás.
Qual não foi sua surpresa ao ver que havia um homem caminhando em sua direção. Era alto e vestia-se de negro, a longa capa esvoaçando com o vento gelado. Os longos cabelos negros estavam soltos e também voavam ao sabor do vento, emprestando-lhe uma aparência fantasmagórica. A pele era tão pálida que parecia ser feita da neve que caia abundante do céu invernal.
_ Quem é você? Perguntou Noel ao estranho.
_ Meu nome é Igor, vim de muito longe para encontra-lo.
_ Mas o que quer comigo?
_ Vim dar-lhe meu presente de Natal e, este presente, você vai compartilhar com todos os humanos do planeta.
_ Não estou entendendo, que presente é esse.
Como se estivesse apenas esperando esta pergunta, os olhos de Igor tornaram-se incandescentes, de um vermelho vivo como sangue, as longas e alvas presas brilharam na noite escura.
Noel ainda quis gritar, mas o vampiro foi mais rápido e cravou suas presas no pescoço roliço.
O sangue jorrou farto em sua boca maligna. Ele sorveu com sofreguidão até que o corpo pesado foi ao chão.
Antes do suspiro final, Igor cortou seu pulso e deixou que o sangue escorresse para a boca do velho.
Esperou algumas horas até que surtisse o efeito desejado.
Noel, vestido em suas roupas vermelhas e brancas levantou-se lentamente, mas com uma energia nova e sobrenatural. Seus olhos agora eram vermelhos também. Noel era agora um vampiro.
Igor gargalhou.
_ Meu plano deu certo. Agora você vai disseminar nosso sangue maldito pela Terra. Legiões dos nossos irão cobrir o mundo de flagelo e dor.
E esse foi o inicio do reinado do mal.

By Ana Kaya

UM FELIZ NATAL E ANO NOVO PARA TODOS.

-a foto é do filme Natal do Terror (Black Christmas)-

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Fobia


Nesse quarto escuro
Onde habitam meus monstros
Me lembro de coisas
E me recordo do abismo
Queria saber
Se sorrirei novamente
Se as águas profundas
Se dissiparão em minha mente


Penso em coisas insanas
Penso no nada que lampeja
Penso na morte errante
Penso no mal que me espreita
E por fim,
Penso na crueldade do ser humano


E a doença que me cerca é a herança que me negas
A escuridão me persegue e o vazio me cega
O inútil labra enquanto gritos me seguem

Espiritos me sussurram
"sempre perco o rumo, sempre caio na estrada"
Liberdade será a salvação
De um espírito calejado pela história

Aminésia eterna
"eu vendo lembranças"
Agonia em viver a realidade
Em saber a verdade
Em sentir a mentira
Perdemos a fúria
E a íra
O nexo e a razão
E a razão não falha
Razão é vida
É morte, é tudo

(foto de Heliz)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Agenda fúnebre


Antes de atender o telefone, pensou em atirá-lo contra a parede. "Quê? Tão cedo?"

-- Alô?

Silêncio.

Desligou intrigado. Não é que os trotes o surpreendessem mais. O problema era o dia e o hora. Olhou para o quadro emoldurado há tantos anos, quando, por brincadeira, ele e os amigos foram à tenda cigana, brincar de ver o futuro. "Madame Zoroastra garante: você há de morrer entre um dia 13 e 15 de agosto qualquer, no prazo das duas às quatro horas da madrugada, ardendo nas chamas que o levarão para o inferno!"

Por ironia, pendurou a frase, que ele mesmo escreveu na frente da mulher, com deboche.

Então, sentiu o cheiro do gás e o estrondo que se seguiu no andar de baixo não deixou dúvidas do que viria em seguida. Sentou na cama, acendeu um cigarro e resignou-se. Passavam das três horas do dia 14 de agosto de um ano qualquer.

(foto de Ana Franco)

domingo, 23 de dezembro de 2007

ALQUIMISTA




















Ar, fogo, céu e Terra.
Água turva do meu vaso
de orquídeas venenosas.
Em quarto vão e escuro,
transo minhas bruxarias,
minhas iras.
Meu intento cobiçoso
de sorver a mão de Midas
e viver eternamente.



Marcelo Farias - Para Entender a Mágica.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Enxofre e coisas agridoces


Por Marcus Gonzalles



De relacionamentos fracassados vivia, vivia e morria. Cada dia um pouco e sempre um pouco mais. Converteu-se como um software, versão 8.0. Naquela noite, embriagado, abriu o coração como leite derramado se espalhando e infiltrando na terra, sem volta. Essas coisas o deixavam, sempre deixavam, um tanto contrariado na manhã seguinte. Vergonha, mesmo sabendo que havia álcool escorrendo dos olhos isso não o aliviava, e o seu mundo, invariavelmente, se tornava limitado.
Teve a idéia de matá-la. Comprou uma caixa de cerveja e as bebeu uma a uma, sozinho como um taco de beisebol sujo de graxa, deixado pra escanteio. Já tarde daquela nova noite se masturbou e guardou seu esperma num pequeno pote de vidro. Saiu determinado e bêbado. Tirou o carro da garagem, esbarrou no portão de tonto que estava. Sabia os lugares que ela frequentava e como era de se esperar, lá a encontrou. Pagou as moedas que ela queria e a levou para o motel. Treparam forte, uns quarenta minutos. Ela gostava devagar mas desta vez ele queria forte, bem forte. No ápice do prazer ele lhe cortou a garganta. O sangue jorrou-lhe na face, ela se debatia agonizante; ele continuava a estocar-lhe o pinto. Quando ela finalmente morreu ele se levantou aliviado, pegou o seu potinho com esperma e misturou com o sangue que encharcava os lençóis e manchava as paredes, gostou da total falta de sentido daquilo, bebeu. Depois ficou ali sentado na cama pensando, foi quando ela se levantou, se olharam nos olhos. Sentiu o estômago revirar e começou à vomitar, vomitou muito, sentiu que os pulmões poderiam sair pela boca e para seu total espanto, eles saíram. Estavam entalados. Com as mãos ele os puxou e jogou no grande espelho, as costas se uniram as costelas e ele sentiu o maior vazio que alguém poderia sentir. Se olhando no espelho ela enfiou os dedos na garganta cortada, viu que o corte era grande, levou os dedos no nariz e os cheirou, fediam a enxofre.

Marcus Gonzalles

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

ALMA ERRANTE


Tu, que sob o sepulcro grandiloquente,
Repousas entre os vermes, numa catalepsia.
Hoje tens visita.

Teus caros vêm à campa.
Choram por ti, em prantos autênticos.
Acorda! Senta sobre a lápide,
Alma errante.

Esta enxerga dura não é mais tua.
As flores sintéticas, os querubins de granito,
As correntes de aço que cingem teu mansoléu;
O epitáfio, assombroso, plangente,
Teu retrato esmaecido pelo sol e a intempérie,
Inclementes do campo santo.

O triste carvalho, ainda jovem,
Fincando suas raízes vigorosas
No húmus pútredo do teu sepulcro.

Alma errante!

Acabou!
Aí é só podridão. Estagnaste.
A terra clama por teu corpo.
Dá-lo a ela. Os brotos precisam ser germinados.

O guardião te espera.
Desvencilha-te das amarras
Dos prantos dos teus caros.
Do forte magnetismo do epitáfio.
Da perfeição do granito negro.
Das correntes de aço que cingem teu mausoléu.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

O Natal do Vale


O Vale das Sombras deseja a todos um Natal sangrento!!!
Com vinho, é claro, Sangue de Boi de preferência,rsss
Que 2008 seja um ano de realizações.

Beijosssssssssssss

Me

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

1° Lugar no Concurso de Góticos do Vale das Sombras


Anjo
Karielle Rocha

.
Que vaga em minha noite
Como sombra...
Que passeia em meu quarto como vulto
Como anjo podes possuir
Asas negras?


Não rezo pra ti porque não
Me convém.Não sei se fazes parte
Da luz ou das trevas
Deixe-me ver seu rosto?Não me
Compare com Psiqué,pois
Ela era apenas uma apaixonada
E eu sou apenas uma atordoada.


Porque vens toda noite e ultrapassa além dos meus sonhos?
Não sei que tipo de ser
Você é se és real ou imaginário
Só sei que sua essência é a
Mistura de todos os meus sentimentos
É o transporte da minha angústia
Entre o mundo que vivo e o
Mundo no qual eu não existo
Mas fantasio...
.
.
Karielle Rocha

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Pânico


Traiçoeiro, o pânico não está na noite, mas no noturno, camufla-se na escuridão. Não vem do inimigo, mora dentro, esperando a densidade da sombra igualar-se à própria obscuridade, confundindo-se com ela.

Os olhos da coragem ficam cegos na penumbra e ela desaparece, desamparando a beira de um poço sem fundo essa que se entrega à covardia que emerge da solidão. Toda a sensibilidade se apresenta contra, criadora, perceptiva e o que não estava ali se mostra poderoso diante da ignorância que nunca procurou saber, a sensação do abandono coroe de dentro para fora.

Sentada encolhida num canto do quarto escuro, não conta mais nem com os próprios músculos que se recusam a reagir. Aproxima-se o sombrio trazendo consigo toda a crueldade imaginável numa fria brisa que lhe roça a nuca.

Não há voz, engole o grito que descarregaria o desespero, nesse silêncio, o barulho que vem da sombra evidencia-se afrontando a sua insignificância diante do acaso, que a tem disponível a qualquer que seja o seu malévolo intento. Abandonada pelos próprios instintos não é mais nada, não é ninguém, apenas percebe-se existindo impotente diante de um trágico fim que a escolheu numa noite fria, que contrasta o calor úmido de sua incontinência humilhante.

O pescoço tão rijo consegue sentir a cabeça entre as pernas envolta pelos braços, na tentativa impensada de absorver o derradeiro golpe vindo da escuridão. Mesmo diante da perda do último controle possível sobre si, ainda consegue perceber o rasteiro som que veio junto com o inevitável baque da morte, quando ouve:

Miau!

sábado, 15 de dezembro de 2007



Salve Salve Caros e Caras amigas do Vale!




E muito bom estar de volta...Atrasado eu sei...Mas, de volta!




O Motivo pelo qual falhamos em publicar nossa tira no dia 15 deste mês foi extraordinário. Com a morte do nosso informante e enviado ( eu disse enviado, de enviar...ok?) especial o repórter Tico Tinoco (Aliás, descanse em paz Tico, mas não descanse sentado, aliás foi justamente por isso que você morreu. Olhe agora no pós morte onde irá colocar suas nádegas, por que aqui na terra colocá-las em uma granada não é muito bom...).




Enfim...Com a morte de nosso amado (entendam estupido...) amigo, tivemos que contratar as pressas um novo parceiro (no bom sentido...) para as notícias do front, e aqui esta ele!( no detalhe).Apresentamos a vocês Joel Mirolha, que do auto dos seu 25 graus de miopia estará conosco nessa nossa empreitada e ocupará o lugar de observador atento e ao vivo (ao menos esperamos que ele veja mais que um vulto...) da guerra de conflitos do dia a dia!


Despois das apresentações vamos ao que interessa!


Abraço a todos!


E até dia 30! Sem atrasos...eu acho...rsrsrsr!


sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

De Flá Perez

Ilustração de Royo

Conversão


Língua ávida e gelada
feito estilete na boca.


Cutilada...


Sexo feito metal
incandescente
fere fundo
e golpeia.


Faz-me bem e mal,
ama e odeia


Tenho na púbis
um pentagrama


e um demônio de Royo
na cama.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

de Rodrigo Caldas


Então o palpitar começa,
E vence o medo de enfrentar o que é real.
O que podemos ver senão desconfiança?
Uma sonata serena atravessa a noite
Explodindo em um canto do quarto em que me encontro
E lembro-me de ambos,
Mas mesmo a mente estando em dois,
Meu interior quer apenas um.

Estando coberta a banheira de bruma leve
Me encontro deitada, na água morna,
Esperando a imagem de ti materializar-se
O que não acontece,
E me sinto só.

O medo de perder, o que quer que seja,
O arrependimento que não vem, é indesejado.
E a felicidade que me faz culpada
Da saciedade que sinto,
E do corpo que treme ao toque dessa pele quente.

E eu odeio teus segredos,
Teu olhar opaco de quem não quer que veja,
Interessado em me fazer perfeita em tua mente,
O que quer que seja, não, nunca será
O que tu esperas sempre.

E os braços fortes que não me deixam cair,
Deitam-me sobre a grama e me aquecem...

Eu não me sinto só,
Não me sinto triste.
Desde que tu estejas comigo.

Rodrigo Caldas
(foto do blog /http://www.fotolog.com/sinistra/17475895)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Inanimais


Às vezes sou má
Quando desejo espinhos aos inimigos
Às vezes quando pressinto perigo,
Vou lá, até você, como um abrigo.
Sou humana, imperfeita, desato,
Mato, desprezo, rezo, choro,
Amo e com teu gozo me deleito.
Sou eu que me vejo normal
E os impuros, os irreais,
Os podres seres, inanimais,
Pois animais são divinos,
Amigos são hinos, bons ventos...
E escrotos...bem, são sempre escrotos.
Numa roupagem de bons moços,
Que não passam de assassinos
De ideais, de sentimentos,
De amizades, anormais jumentos,
Que excretam em si mesmo...
E ainda choram pelos seus "ais".

Me

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Despeço


Despeço-me de um sonho inevitável
Meneio a cabeça, aquiescente,
Se era para ser o improvável
Que fosse, ao menos, algo delinqüente.

Que me tomasse as rédeas da vontade,
Que me fizesse um paria assumido,
Mas sob a aura do tanto vivido
Não há nem o que fique, nem que reste

Nem veste sob a qual me esconda ou guarde
Nenhum lugar no qual me sinta em casa
Nem o conforto de ave sob a asa
Nem ninho que me acolha e nem fonte.

Nenhuma sinalização de lar
Que fosse, pelo menos, um lugar
Onde aportar seria oportuno
Mas jamais tive alma de gatuno

Portanto, me despeço deste sonho
E abro, triste, as portas de tua alma
Pra calma que eu jamais ofertaria.
Que é nada, não apenas calmaria,
Só a tua fria eqüidistância
Minha ânsia, nessa doce coincidência.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

AVE GURIA CHEIA DE GRACAS ( Por: Leandro de Almeida )


Nua, espera que uma prece eu recite
Talvez, por ajoelhár-me à sua frente
Tuas carnes, são o que me põe crente
Que faz com que o caralho meu palpite.

Entre o sim e o não, brincas comigo
Se refere ao meu desejo com pirraças
Me tortura por querer em tuas graças
Mostrar-lhe que sou mais do que amigo.

Ouso, maculár-te com a língua o abdômem
Passeio com a boca o redor do teu umbigo
Lambendo a tua virilha, em fim lhe digo
Te quero mais que amigo, mais que homem.

Em fim, por sobre mim te desfaleces
Agora sim dentro de ti vale minhas preces.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Subterfúgios da Ilusão


de Thathá

.
Impregnadas lembranças à própria sorte
Que foge a mim e o futuro enegrece
Que tanto subestimam, lhe roubam o norte
À realidade à qual se contrapõe, entristece

Não pude ocultar-me do rarefeito desejo
Saboreio com prazer o infortúnio que te engasga
O gosto perdido do que não senti, teu beijo
Assolo em trevas, escárnios da agonia fantasma!

Nunca ao alcance, o inverossímel sonho
Alusão ao intrépido amor, não mais existente
Esvanece as lembranças, um ser frio, tristonho

Blasfema a própria vida, constituída incoerente
Petrificada revelo, em meu rosto lasciva palidez
A sonhar o que lhe ocorreu, quando "Era uma vez"!

_________________
frozen kisses


Thamires Nayara.copyright © 2007 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Decadência Humana


Esgoto a céu aberto,
humanos comem lixo,
sem nenhuma perspectiva de vida,
muitos cometem suicídio

-Quem são os culpados?
Eu te respondo:
-São os políticos.

Guerra fria...
no poder legislativo,
eles burlam as leis...
pra seus próprios benefícios.

Olho por olho...
dente por dente...
os governantes não se importam
a fome desta gente.

O desemprego já virou rotina ,
é sapato furado e molhado
esperando o ônibus na esquina...

È assim que você pensa.
olho por olho,
dente por dente,
não é seu sapato...
seu safado presidente.

Doentes em hospitais,
morrem como indigentes,
é porque não familiares
dos políticos e presidentes.

Crianças estão jogas
em calçadas e avenidas,
sem um teto, sem escola
pedem esmolas pela vida.

Enquanto tudo isto acontece,
a corja do poder rouba e enriquece,
esquecem que quando morrerem,
levarão somente as vestes.

Doutores das leis
assinem a alforria,
libertem a humanidade da miséria
condenando os governantes por
homicídio e covardia.

Leni Martins
28/11/07

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

As razões do senador suicida


por Fernando Soares Campos

O senador assinou a carta de despedida, pegou o revólver na gaveta da escrivaninha, engatilhou a arma e apontou para o próprio peito. Aguardou um instante. Lembrou-se da sua última posse, do discurso na tribuna, das promessas de que trabalharia em defesa do povo, da Democracia, do seu Estado, do País... Entretanto, como pano de fundo de suas memórias, apareciam centenas de cadáveres humanos, pessoas mortas devido a falta de assistência médica, inanição ou cirrose hepática provocada pelo consumo de uma péssima aguardente de cana. Eram imagens de um pesadelo que já passará a atormentá-lo mesmo em estado de vigília. À medida que sua conta bancária crescia, a multidão de fantasma aumentava. O senador até já havia observado que a proporcionalidade estava se aproximando da razão de um por mil: a cada um milhão de reais depositados em sua conta, mil novos espectros somavam-se à fantasmagórica multidão que o obsidiava.

O telefone chamou. No sexto toque, resolveu atender:

— Alô!
— Excelência!
— Sim.
— Aqui é o Santiago.
— Santiago?!
— Santiago Arruda.
— Do Planalto Diário?
— Ele mesmo, excelência.
— Em que posso servi-lo?
— Gostaria de marcar uma entrevista com vossa excelência.
— Entrevista?
— Sim, excelência.
— Pra quando?
— Amanhã à tarde está bom para o senhor?
— Impossível.
— Então, na sexta pela manhã.
— Não vai dar.
— Nesse caso, o senhor mesmo pode marcar dia e hora mais adequados à sua agenda.
— Hoje.
— Hoje?!
— Agora.
— Agora?!
— Sim, agora! Já! Onde você está?
— Na redação.
— Então, não leva mais que quinze minutos pra chegar aqui — desligou.

O senador notou que, todo o tempo em que falou ao telefone, mantivera a arma apontando contra o peito. Guardou o revólver na gaveta. Resolveu reler a carta de despedida. Deteve-se num trecho:

"É comum que, devido aos seus fracassados empreendimentos, muita gente ponha fim à própria vida; no meu caso, porém, decidi encerrar a minha bem-sucedida existência em razão do fracasso alheio".

Alguma coisa parecia errada. Releu o período, mas continuou em dúvida. Deixou a folha sobre a mesa, foi até o computador, abriu o documento "carta de despedida" e continuou relendo o primeiro período. Trocou "É comum que" por "É natural que", em seguida por "É normal que". Nada, nenhuma das modificações pareceu alterar o sentido da frase. Experimentou "Via de regra". Achou que assim ficaria melhor. Antes de imprimir, corrigiu o verbo "pôr", agora flexionado no presente do indicativo: "põe". Imprimiu a página e voltou para a mesa de trabalho. Releu mais uma vez:

"Via de regra, devido aos seus fracassados empreendimentos, muita gente põe fim à própria vida; no meu caso, porém, decidi encerrar a minha bem-sucedida existência em razão do fracasso alheio".

Ainda não estava convencido de que as modificações expressariam com maior clareza o motivo que o levaria a cometer o suicídio.

Bateram na porta.

— Entre!

Era a governanta conduzindo Santiago Arruda. Guardou a carta de despedida na gaveta, cumprimentou o jornalista e lhe indicou uma poltrona. Depois do cafezinho, Santiago iniciou a entrevista.

— Excelência, estamos fazendo uma matéria para o nosso caderno semanal de literatura, gostaríamos de saber o que os senadores lêem. No momento, o que o senhor está lendo?

O senador teve uma idéia: aproveitaria a ocasião para esclarecer sua dúvida sobre a frase de abertura da carta de despedida. Mentiu:

— Estou lendo "As razões", um romance de Carlos Miguel...
— Não conheço.
— Nem poderia, trata-se de um autor desconhecido, lá de minha terra, um jovem escritor que me mandou sua primeira obra. Eu contribuí para a publicação.
— Posso ver? Se o senhor quiser, podemos divulgar no caderno literário do Planalto Diário.
— Não está aqui, está no meu gabinete, no Senado. Mas, já que estamos falando do romance "As razões", eu queria consultá-lo sobre uma passagem dessa obra.
— Se eu puder ajudar...
— Bom, é a respeito da carta de um suicida. Um banqueiro resolve suicidar-se e escreve uma carta de despedida.
— É comum os suicidas escreverem cartas de despedida. Mas o que há de errado na carta do banqueiro?
— Não sei se há alguma coisa errada. Mas eu me lembro bem da frase, anote aí.
— Pode ditar.
—"Via de regra, devido aos seus fracassados empreendimentos, muita gente põe fim à própria vida; no meu caso, porém, decidi encerrar a minha bem-sucedida existência em razão do fracasso alheio".

Santiago anotou e leu a frase em voz alta. Concluiu:

— Aparentemente, não há nada errado. Um paradoxo, alguém se suicidar devido ao fracasso alheio, mas não seria nem tão contraditório se o fracassado fosse alguém de sua família ou mesmo do seu relacionamento afetivo.
— Nem do ponto de vista sintático?
— Deixe-me ver — Santiago releu todo o período. — Não, não estou identificando qualquer erro sintático.
— Tudo bem, esqueça, nem sei por que cismei com isso...

Ao final da entrevista, o senador acompanhou Santiago até a saída e prometeu lhe mandar o livro do seu afilhado escritor.

No carro, Santiago abriu o bloco de anotações e releu a frase:

"Via de regra, devido aos seus fracassados empreendimentos, muita gente põe fim à própria vida; no meu caso, porém, decidi encerrar a minha bem-sucedida existência em razão do fracasso alheio".

Pensou: "...bem-sucedida existência em razão do fracasso alheio". Não, não falta nenhuma vírgula. Pelo visto, o rapaz conhece bem os banqueiros.

Deu partida no carro. Nem escutou o tiro que estourou o coração do senador bem-sucedido, em razão do fracasso alheio.

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Fernando Soares Campos
http://assazatroz.blogspot.com/2007/06/as-razes-do-senador-suicida.html

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Noite visionária


de Angela Oiticica
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Tribos se arranjam
numa noite lenta
partem pela rota
do negro luar
Irão clarear
o caminho do tempo
Seus archotes a brilhar
vibrarão acordes
que a alma
ouvirá e
despertará

Angela Oiticica

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Cala-te


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Cala-te diante
do grito
Ignora
o peito que chora
e com olhar gélido
me olha

Cala-te...

E vai embora.
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Direitos Reservados a Autora

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(Sirlei L. Passolongo)





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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

A Lenda do Sol


Meu Nome é Conde Vortak. Sou um vampiro. Uma criatura noturna que vive de sangue. Tenho muitos amigos e alguns são humanos mas eles nunca aparecem quando estou com fome. Eu não os culpo. Afinal, eles poderiam ser meu prato principal.
As histórias que vou contar trarão muita diversão como poderão ver nas linhas que se seguem.
Você é meu convidado.


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Estou a muito tempo neste planeta. Muito antes de existir o próprio Sol. Mas Como ele apareceu? Essa história é sobre ele.



A Lenda do Sol

por Adriano Siqueira

siqueira.adriano@gmail.com


Existia apenas escuridão na terra e só as estrelas pequenas é que brilhavam.
Havia também uma indiazinha que se chamava Lilandra. Ela gostava de dançar em homenagem àquela estrelinha que era muito fraquinha e rosada.
Muitos índios não entendiam porque ela fazia aquilo. Eles achavam que ela estava provocando a ira dos deuses que davam comida e abrigo para a aldeia. Afinal. Existiam muitas estrelas bem maiores do que ela. Era um sacrilégio ver que algo tão pequeno merecia adoração.
Uma reunião foi feita, e nela participava também os pais da Lilandra. A tribo decidiu que se ela dançasse de novo seria severamente punida, pois ela estava colocando em risco toda a aldeia por adorar algo inútil e sem valor.
De nada adiantou alertá-la, pois ela continuava dançando e ainda dizia:
— Sabe...? Um dia aquela estrelinha será muito forte e vai iluminar todo mundo!
Isso irritou muito o chefe da tribo e seus pais também. Decidiram puni-la afastando-a da aldeia.
Ela foi andando para a floresta, e ficou chorando muito.
No meio da floresta ela parou, perto de um riacho. Seus olhos ainda estavam lacrimejados. Olhou para a água e viu o reflexo da estrelinha.
Com uma tristeza enorme, ela pulou de encontro ao reflexo e nunca mais submergiu daquele riacho.
Então, a noite começou a virar dia.
Os índios, assustados, cantavam e dançavam para seus deuses, procurando a salvação.
Mas, o brilho e o calor eram tão fortes, que, aos poucos, caíam desidratados. Aquela estrelinha agora tinha um brilho tão forte que os índios que olhavam para ela ficavam cegos.
Meu corpo estava começando a queimar. Eu percebi que está nova luz era minha maior fraqueza. Por isso me escondi em uma cabana até a noite voltar.
Quando anoiteceu pude sair novamente. Os habitantes daquela tribo desapareceram completamente.
Lilandra ainda está com o sol ! Dizem que é só fechar os olhos quando o sol estiver bem forte e sentirá alguém passando por volta dele... Ela estará lá para proteger aquela estrela que agora dá luz e calor para os humanos!

Devemos respeitar a opinião dos outros.
Geralmente são as pequenas coisas que fazem a diferença.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Sinos silépticos


Sinos sonantes, sibilantes
Silenciosos sinos sensabores
Somente o silvo dos'amores
sofridos em sofreguidão

Sinos secretos de sol
Soldados surtados são
Sempre sorrindo em vão
Servos de sorte sobeja

Assim sumindo serena
A sinfonia sibarita
Susta o sussurro súplico

Que cessaria o som "sinal"
Então, saciado o sultão súcio
da seiva de sina salina

sábado, 1 de dezembro de 2007

Obsessão



Teus olhos são lindos!
-Por favor...
-Quieta...Deixe-me contemplar a luz que irradia deles. Azuis como um céu, brilhantes como a lua. Teus olhos me fascinam, me dominam, me atraem como imãs. Quanto te vi pela primeira vez já sabia: seriam meus. Quero ser teu guia, teu cão, teu amor. Olhe para mim. Veja meu rosto. É tua imagem perpétua refletida nele.Aproximou-se e beijou os olhos da moça num ritual mágico.
-Por favor...
-Quieta.
Imóvel, amarrada à cadeira,não pode se defender quando as duas agulhas penetraram em sua retina...



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Me Morte
(foto de Graça Loureiro)