Bem vindos ao Cemitério do Vale das Sombras. Uma Necrópole de nossos textos sombrios. Aqui só crônicas, poemas, contos e tudo no bom e velho estilo gótico de viver. Falou de morte? Poste aqui. Tristezas? Raiva? Contos macabros? Fábulas assombrosas? Temas exóticos? Textos fantasmagóricos? Aqui não tem meio sorriso, sorriso inteiro, só choro e sobrenatural. Venha fazer parte das almas atormentadas do Vale das Sombras.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
NOTÍCIAS DO FRONT


terça-feira, 29 de janeiro de 2008
ENFIM, A PAZ

O peso dos séculos encurva minhas costas cansadas.
A eterna busca da felicidade perdida me enche os olhos de lágrimas.
As noites de caçada e terror destroem meus sentimentos.
Os assassinatos sem fim apagam a luz que brilha no fim do túnel.
Não existe saída para mim.
Não existe perdão para meus pecados.
Não existe amor para meu coração alquebrado.
Ficarei aqui sentada, até que o sol apareça no horizonte.
Darei um fim digno a esta vida coberta de trevas.
Deixo este bilhete, para que saibam que não fui tão cruel como dizem as lendas.
Fui sim, apenas mais um joguete nas mãos do Diabo.
O galo já cantou.
O dia vem raiando. É chegada a hora. Já vejo os primeiros raios do sol. Sinto o calor morno abraçando o mundo que dorme.
Adeus..........
Por Ana Cristina, Kaya the vampire
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Música

É preciso ter coragem
pra depois de uma certa dosagem,rir.
A noite que jamais escurece
o calor e o frio
do dia que nunca amanhece.
A catarse de mim mesmo
nada adiantou
mesmo com minhas fases
imundas no banheiro
desconheço as cores moveis
que me tomou por inteiro.
Gritos atormentam minha alma
jamais se calam...
Parem de me chamar!
O que vão pensar?
É preciso não ter noção
sair em disparada
e vetar os olhos para razão.
Sumir no infinito sem se mexer
olhar para mim mesmo
e não me reconhecer.
(Emerson Sarmento)
domingo, 27 de janeiro de 2008
Loucuras mil.

Combinações demoníacas, um sortilégio delas, surgiram após aquele ilustre dia em que conheci a Devilicious. Aquela vacona deliciosa, de corpo cadillac coupe deville e mexas laranjas, uma devassa que vara noites a base de micropontos e fodas com desconhecidos, que auto denominava-se uma Prostituta de Satã que subiu a esta terra fedorenta para corrigir meus erros (infantis e distraídos) de sintaxe, e lamber seis mil vezes por segundo o ponto exato entre a virilha e as bolas, que faz todo meu hedonismo virar um torpe lirismo ao me fazer virar os olhos e sair do corpo. Deixar todas figurinas de seu corpo à mostra, na posição de vadia-animal, cedendo aos desejos, e apenas ao desejo do ilustre impávido-porra-nenhuma alheio, que dirige um porsche a 320 por hora, em zona escolar, vendado.Perco-me em Devilicious, sua meia pirulito, esqueço das Loucuras Mil e Combinações Demoníacas de que ia falar, e meu taco fica ereto de lembranças!.
MaicknucleaR
sábado, 26 de janeiro de 2008
Você sabia que...

Entre 100 e 140 milhões de mulheres tiveram mutilação de seus clitóris no mundo todo, especialmente na África Subsaariana, mas também em outras regiões onde a prática é tradicional, e inclusive nos países da Europa e América do Norte, onde o total chega a 6,5 milhões?
A prática tem a ver com os ritos de iniciação e de entrada na idade adulta de alguns povos.
As meninas que não se submetem a essa prática são mau vistas pela sociedade e quando conseguem um casamento geralmente é com um homem bem mais velho e que já possui suas três ou quatro mulheres.
Nos outros continentes, os principais focos nos quais a mutilação feminina é uma prática tradicional são certas partes do Oriente Médio e do sudeste asiático. Os índices mais altos são em países como Iêmen, Indonésia e Malásia.
A imigração levou a ablação a países europeus, como a França.
Segundo as estimativas do Ined, de 42 mil a 61 mil mulheres francesas sofreram a extirpação do clitóris.
O que aconteceu com o ser humano?
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
INsANA
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Luís Liesenfeld

"
Meu amigo Luís Liesenfeld está a procura de um patrocínio. Ele é um músico exelente! Sonha em fazer sucesso e acima disso, de se realizar profissionalmente no que gosta: Música.Por isso to fazendo uma propaganda dele, porque os amigos são para essas coisas."
Oi. meu nome é Luis Henrique de Oliveira tenho 25 anos e moro na cidade de Ponta Grossa Paraná.
toco contra baixo desde que tinha 12 anos de idade,toquei junto de corais,bandas de bailes e
atualmente toco em uma banda de heavy metal.
infelizmente nao posso me dedicar totalmente à musica porque minhas condiçoes financeiras me impedem de poder estudar,
sou de familia pobre e fora a musica eu trabalho como açougueiro e este serviço toma muito o meu tempo pois sao 12 horas diarias de serviço.
Queria pedir um apoio para que eu possa estudar musica.
Meu sonho é poder estudar 12 horas por dia para me tornar um grande musico,e acreditem eu posso ser um dos melhores músicos do brasil mas preciso de alguém que acredite em mim.
Desde já agradeço.
Luís
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
NOTÍVAGO

terça-feira, 22 de janeiro de 2008
As necessidades de um homem morto
Eu gosto do som da batida, da textura. É muito diferente de tudo. Tem algo de macio e de duro. E o engraçado, engraçado. Acho que posso chamar de engraçado. É que... Acho que divertido é melhor... Dá uma chacoalhada... - Babou, a boca ficou aberta e ele babou - A cabeça deles dão uma certa chacoalhada. Quando você acerta a pedra, e tem que ser uma pedra grande, não tão grande que se necessite das duas mãos, mas tem de ser grande, pesada, tem de ter massa. Sabe o que é? É que você tem que sentir o crânio se partindo, a carne se dilacerando. É isso que faz a coisa se tornar prazerosa. Tem dois fatores que tornam isso como um gozo. O proibido, porquê meter uma pedra na cabeça de alguém com a intenção de matar, se é que se pode fazer isso sem tal intenção, é proibido, não é? - Esboçou um sorriso cínico e louco, com uma dose forte de ironia e deu de ombros - Tudo que é proibido é mais gostoso. Todo mundo diz isso e é a mais pura verdade. O outro fator é ter o poder, eu gosto de ter o poder. Eu sou como um deus, decido quem vive e quem não vive. Na verdade eu acho que sou um enviado. Eu salvo as pessoas. O desgraçado pecou durante toda a sua maldita vida e tem a sorte de ser morto por mim, de forma cruel. Sorte, sim. Após isso a vaga dele no céu tá garantida. Depois de eu o fazer pagar por tudo que ele fez nessa vida miserável, ele vai merecer ir pro céu. Miserável, seu filha da puta, miserável, sim. - Arregalou os olhos com ódio - Não existe uma santa alma nesse mundo que não tenha uma vida miserável, mesmo que o pobre verme se ache feliz, a vida dele é uma desgraça. Você deviam me agradecer por salvar essas almas. Deviam me tornar um sacerdote, me elegerem o papa. Mas o papa, o papa, eu queria enfiar uma pedra bem grande na cabeça do papa. Mas não tenho certeza se seria o bastante pra salvar o pobre diabo. Acho que antes eu deveria cortar os dedos dele, lhe socar as costelas com muita força, sodomizá-lo e só então lhe batizar com a pedra. Bem... É isso. Acho que você devia saber disso antes de morrer. É pro seu bem.
Marcus
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
O ESPECTRO
Um facho de ectoplasma jorrava, vigoroso, alvo, intenso, alimentando a aparição.
O médium arfava agora, exaurido, desfigurado, as têmporas infladas, perigosamente tomado de taquicardia.
O mais assombroso veículo de transmissão de fluidos.
E então, materializada, tão palpável quanto qualquer matéria densa e ponderável desse nosso Plano, a entidade inspirou com sofreguidão o ar, moveu os dedos, perpassou assombrada seus olhos por sobre os contornos daquele corpo efêmero.
A assembléia, a banca examinadora, céptica, incrédula, rotulou-o de fruto de animismo, ou de reles truque de holografia.
Mais uma vez o método científico falhava na má apreciação do seu objeto de estudo.
domingo, 20 de janeiro de 2008
FIRE HUNTER

Baixista desde 1998,integrante da banda FIRE HUNTER,banda de heavy metal formada em meados de 2001,composta pelos seguintes integrantes:
Ronaldo Costa - vocal
Eduardo Moraes - guitarra
Rodrigo Dias - guitarra
Luis Liesenfeld - baixo
Cleberson Neumann - bateria
A Fire Hunter,atualmente está gravando um cd independente e faz shows pela cidade e região.Já se apresentou em diversos festivais de metal no Paraná e em São Paulo.
Fez abertura do show da banda Angra
tocou junto com a banda ETERNA
e teve a participação de Leandro Caçoilo (vocalista da banda ETERNA)
em um de seus shows.
quem quiser conferir o trabalho solo de Luis Liesenfeld é só clicar no link ao lado.
Tem uma performance FERA desse grupo! Confira----->
sábado, 19 de janeiro de 2008
Encontro com a Morte

Era escrava da dor que cultivava, se auto-infligindo em ritos as piores provações . Bulímica,anoréxica, esquálida , tão magra que os familiares não suportavam sua figura . Vivia no quarto trancada . Restos de comida e sacos de vômito escondidos no fundo das gavetas e armários. A enfermeira contratada havia se demitido naquela manhã, o soro estava jogado no chão.
Sentia um enorme prazer em exibir as marcas de gilete que marcavam sua inúmeras internações. Eram tantas que os dois braços inteiros já não bastavam. Após entupir a sonda gástrica que a alimentava, ouviu passos suaves próximos à sua cama. Um vulto diáfano envolto em véus escuros a observava. A tão ansiada visita da morte finalmente se apresentava.
Apurou a visão, o rosto era familiar mas tão apagado, quase não via as feições e muito menos o que o fantasma murmurava...apesar da fraqueza, tentou enxergar alguma coisa e mais uma vez reconheceu fragmentos de um expectro débil e quase incolor. Sentiu o corpo tremer em espasmos, as articulações doíam , as vísceras ressecadas ardiam em pontadas, mal conseguia respirar...
Mais uma vez a figura espectral se aproximou e desta vez uma luz muito fraca iluminou a face cadavérica. Horrorizada a menina viu seu próprio rosto, a boca muito aberta tentando emitir algum som, os dentes haviam caído , ossinhos no lugar das mãos tentavam toca-la . Ela gritou, gritou de horror diante do espelho da Morte. Seu reflexo seria o castigo e sua única companhia na longa travessia desejada. No último instante se arrependeu da existência inútil mas era tarde demais.
No vale dos suicidas almas gemiam em desespero, abutres aguardavam a carniça, o ar pesado , denso, nenhum rosto amigável nem mão estendida, apenas dor e lamentos. Caminhando por estreitas vielas tropeçava em meninas e meninos jogados no chão, sem forças, derrotados, esperando, não falavam nem se moviam. Alguns estavam tão desfigurados que nem pareciam serem humanos, eram restos distorcidos, mutilados, fiapos de carne ...como ela, só tinham o vazio e a desesperança.
Uma menina vinha caminhando apressada e com ela uma legião de crianças . Quando estavam próximos ela percebeu que não eram crianças e sim adultos e adolescentes descarnados numa procissão de horrores sem fim. Eles vinham busca-la , eram seu comitê de boas vindas. Reconheceu antigas amigas de hospitais, se abraçaram, rindo e chorando, entre os seus o lugar já não parecia tão inóspito. Sorriu .Estava em casa.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Fio da Navalha

Subiram a escada com a verdade na mão, ela pingava sangue, eles gotejavam medo, a verdade jorrava sereno. No fundo nada havia para contar porque tudo estava exposto no clarão dos assassinos que exigiam o extermínio.
Há sempre um filho da puta com sede do sangue de um inocente e há sempre um inocente com medo da sede de um filho da puta.
Mas já não era suficiente para os assassinos beber a seiva dos inocentes e nem a dor de seus companheiros e eles passaram a se mutilar, arrancar com uma espécie de êxtase infantil e felicidade dócil seu próprio sangue, coletar uma quantidade suficiente para satisfazer seus desejos imediatos e injetar em seus próprios corpos. Primeiramente cada um contentava-se em alimentar-se de si mesmo, mas aos poucos como numa espécie de jogo,de troca,de doação,passaram a experimentar o sangue do outro, a misturar pequenas quantidades de sangues de vários seres e assim coletar uma grande quantidade e desta forma experimentaram uma espécie de amor sensual e alegria com um toque de sensualidade. Sentiam-se puros e livres, despreocupados porque a aids não existia naquela estranha dimensão.
Os inocentes, viciados em serem invadidos, sentiram-se abandonados, magoados, usados e depois jogados fora.Como dói e enraivece ser descartável, como um copinho de café amargo...
Eles então se revoltaram e viraram o jogo, fabricaram suntuosas navalhas douradas e se transformaram nos mais insanos e temidos criminosos.
Assim nasceu: “A Falange da Navalha Dourada” , subversão máxima da sociedade e do crime dos desesperados, espécie de vampirismo dos mal-amados...abandonados como cães para quem a casa ficou pequena...Mas o sangue acabou de tanto ser sugado.
Então uma terrível abstinência passou a tomar conta dos vampiros da Falange e eles passaram a alucinar coletivamente deusas degoladas, com o pescoço pendendo de lado com seios que raivam feito um sol ensangüentado e escutavam vozes dizendo: “ amor miraculoso...que mora na eterna seiva que é negada ao lobo raivoso....voa...voa....cai...cai...morra no eclipse...no sangue das rosas...e me decifre...sou eu o desalento...a negação.........o desmaio da musa do vento.....a esfinge da traição ” .
Mergulhados no delírio, os ainda inocentes pouco agüentaram, venderam a alma ao Diabo em troca de asas e na posse destas voaram até a Via Láctea e beberam a lua, o sol, os planetas, os cometas e tudo mais que viram pela frente e presentearam a plenitude com o vazio que ilumina a navalha de cada de cada desesperado marginal. E cada cicatriz de uma vitima é como uma flor que nasce num campo morto e traz esperança!?! Porque leva uma verdade, uma mensagem de um desespero de um alguém no corpo do outro como um rascunho da biografia de um outro,é como uma medalha de honra! Como a música que um surdo ouviu por milagre, um pequeno compasso e pulou de alegria e dançou, expressou o êxtase dos acontecimentos únicos e recebeu em troca o diagnóstico de loucura em um hospício de verdades caladas e bocas tapadas...de seres singulares que pintavam mundos e arco íris no ar e não foram compreendidos e receberam punição como aquela da professora má de ajoelhar no milho,porradas da vida e de enfermeiros estúpidos e trancados em si próprios,devorados pela raiva e pelos ditames do universo arcaico e químico da psiquiatria, a Dama Rotulistica do carnaval da Psicopatologia.
Neste mesmo hospício foram internados todos os membros da “Falange da Navalha Dourada”, após voltarem de sua expedição espacial e, aliás, tinham uma grande afeição pelo rapaz surdo.
Certa noite, também sugada, também abandonada e revoltada, a Estrela mãe ordenou que todos os internos arrancassem seus ridículos uniformes cinzas,símbolos de sua exclusão, e dançassem uma dança macabra e que assassinassem os funcionários, picotassem seus corpos e com eles fizessem um delicioso banquete em homenagem a dor e as coisas que valem a pena.
No final haviam esculturas magníficas de ossos: anjos de crânio e pés, sereias de costelas, medusas de colunas,torres de seios,estrelas de mãos....e pequenas crianças surgiram cantando “Finalmente o amor miraculoso chegou” e incendiaram o local.
Os mágicos considerados loucos morreram queimados e tiveram suas almas libertadas e viraram estrelas e talvez se algum de nós tiver muita sorte elas poderão brilhar em nossas encruzilhadas, nos farão dançar e nos libertarão com a magia que abrasa e nos envolver eternamente nas mantas do amor miraculoso, completamente descontrolado...louco.
(imagem:a vampira, Munch)
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Cães

A distração com a leitura não me permitiu perceber que os cães latiam por longo tempo durante aquela chuva forte. Bateu à porta, antes que eu pudesse me dar conta de que o alvoroço habitual dos cachorros durava mais que o costume. Mesmo olhando desconfiado pela pequena vigia, com a malícia trazida da cidade, senti a urgência na expressão desesperada do seu olhar, dizia aos prantos que tinha sido seguida e olhava em direção ao portão enquanto praticamente suplicava minha ajuda. Sem me ocorrer o isolamento em que eu me encontrava, e que aquela pequena estrada não era caminho para nenhum lugar, abri e a recebi em minha casa, instintivamente, como qualquer um faria ao ver uma moça em apuros. Tentei acalma-la com gestos, pois ela não parava de falar, narrando histericamente o trauma que acabara de passar na escuridão da estrada.
Foi se acalmando aos poucos na poltrona próxima ao fogo, enquanto eu providenciava toalhas e um conhaque. Demonstrava muita preocupação com a segurança da casa, mas depois, falando mais calmamente e eu comecei a entender o que teria se passado. Tentei tranqüiliza-la quanto à segurança das portas. Falei sobre meus cachorros, tentando dar um ar bem humorado à conversa, contava sobre suas peripécias e sobre o tamanho dos dois. Na verdade eu não acreditava que a história que ela contava pudesse ter acontecido, escondia o meu apavoramento quanto a proximidade do agressor, que poderia estar perto da casa. O que me tranqüilizava um pouco era o silêncio dos animais lá fora.
Entre as opções que me levaram a morar tão longe há apenas dois meses, fazer uso da bicicleta pelos quinze quilômetros que separam a cabana da vila, foi uma delas, o que me impedia naquela situação, de propor leva-la naquela hora da noite a qualquer lugar que fosse. O vizinho mais próximo estava a quase seis quilômetros.
Estando perdida, depois de passar inadvertidamente pela vila, onde pretendia encontrar amigos numa pousada, teve problemas com o carro e decidiu sair caminhando para tentar encontrar ajuda. Disse que percebia que o mato da beira da estrada se mexia conforme ela andava, que teve certeza da maldade na intenção do agressor, que continuava a espreita-la às escondidas por mais que ela apertasse o passo. Disse que quase morreu de medo quando ele pulou em pé na sua frente, logo se pôs sobre as quatro patas e começou a rodeá-la, como um cão traiçoeiro. Disse ainda, que apesar da escuridão e da chuva, tinha certeza de que aquilo não era humano. Nem sabe como conseguiu chegar correndo, mesmo não estando tão longe da minha casa, estava muito apavorada para ter qualquer atitude racional.
Certo de que ela tinha se assustado com algum bicho do mato das redondezas, para convence-la de que não existiam motivos para tanta preocupação, fui até a varanda e comecei a chamar meus cães pelos nomes. Depois de Insistir por alguns minutos sem que eles aparecessem, justifiquei que eles deveriam ter saído à caça do animal que a assustou. Sentindo-se mais calma e protegida na minha casa e em minha companhia, resolveu aceitar minha sugestão e foi descansar. Na manhã seguinte iríamos até vila encontrar seus amigos e conseguiríamos ajuda para o carro.
Ela foi para o quarto e dormiu, depois de uns dois conhaques, mas eu não consegui. Sabia não era possível que meus cachorros tivessem ido tão longe a ponto de não conseguirem ouvir meu chamado. Passei a noite em alerta e muito preocupado perto da lareira. Logo que surgiram as primeiras luzes do dia, sai para dar uma sondada nas redondezas, aproveitei que ela ainda dormia. Precisava explicar a mim mesmo o sumiço dos cachorros. Não encontrando nada em torno da casa, caminhei pela estrada na direção da vila, de onde ela disse que tinha vindo. Depois de uns cem metros encontrei um dos cachorros, morto com o pescoço dilacerado por muitas mordidas, como se tivesse perdido uma luta para um outro cão muito maior, o que é muito difícil, ele era muito grande.
Meio desesperado corri mais alguns metros e encontrei o outro, muito mais machucado, teve a cabeça esmagada por uma grande pedra, estava em farrapos, como se a coisa tivesse tido mais tempo para dar cabo dele. O curioso é que tinha um grande pedaço de pele de animal toda ensangüentada enganchada em suas presas. Pelos pretos, muito grossos, incomuns a qualquer raça de cachorro que eu já tivesse visto.
Depois disso corri de volta para cabana, preocupado com a garota que eu tinha deixado dormindo lá. Quando entrei no quarto nada da moça, só encontrei a cama com os lençóis todos revirados, os travesseiros rasgados, tudo banhado em sangue e a janela aberta. Parte das cortinas para o lado de fora, como se tivessem sido arrastadas por alguém que saísse às pressas por ali.
O pavor me levou a querer sair o mais rápido possível. Corri, pretendia ir para a vila procurar ajuda, mas quando saí da casa dei de cara com os policiais gritando comigo, apontando suas armas, me jogaram no chão e não consegui dizer nada do que tinha acontecido. Eles gritavam muito perguntando pelo corpo.
_Que corpo? Eu já contei isso umas cinqüenta vezes! Ninguém me ouve! Eu nunca tinha visto aquela moça, nem sei o seu nome. Só sei que tem uma coisa muito ruim, muito estranha solta por lá.
_Que corpo? Que corpo?
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
2° AVIVERSÁRIO DO VALE DAS SOMBRAS
Dia 20 de janeiro de 2008 começa o Concurso de Poesia Gótica do Vale das Sombras Edição 2° Aniversário.
Cada participante poderá concorrer com dois poemas em estilo sombrio, que deverá enviar para os seguintes emails:
.
aninhalopes0000@gmail.com
.
ou
.
memortesp@gmail.com
.
Serão premiados os três primeiros colocados, que receberão pelo correio presentes especiais doados por integrantes do Vale envolvidos com artes em geral.
Teremos também sorteio de brindes entre os participantes.
Prepare o seu poema, não perca esse evento que acontece todo começo de ano no Vale.
No dia 23 de fevereiro, dia do Aniversário da Comunidade, teremos o anúncio dos ganhadores e o lançamento do 1° Ebook do Vale das Sombras, uma coletânea de escritores/poetas do Vale, presente especial que a Me está organizando com o apoio e desiner de René Ociné, para distribuir entre todos os membros do Vale das Sombras e da internet em geral.
Anexo 1 - Modalidade Conto
-Cada participante poderá participar com um conto em estilo sombrio.
RESUMO:
Cada autor poderá participar com até dois poemas na modalidade POESIAS e com um conto na modalidade CONTOS.
A Premiação será:
1°, 2° e 3° lugar em poesias
e
1° lugar em contos.
Boa sorte a todos.
CONCURSO DE 2° ANIVERSÁRIO DO VALE DAS SOMBRAS
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
"Noticias do Front..."
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
By Flá Perez
Temos idade igual
e, no entanto,
domingo, 13 de janeiro de 2008
Despedida Negra

de Rodrigo Caldas
Estou aqui, andando, cantando...
Cantando ao vento, pois não
Me serve de nada cantar para você,
Pois é você, que ignora aquilo
Que eu lhe digo em minhas canções,
Em meus poemas; você ignora
Todo o meu mundo; é triste ver como você me ignora,
Mas é essa a verdade, você me odeia, aliás acho que você nem repara que eu existo.
Não repara ou finge que não repara?
Como os seus amigos queridos não gostam de mim,
Você nega todos os seus sentimentos em relação a mim.
Não estou lhe percebendo, mas é você que sabe...
Sei que um dia vai me procurar, e ai será tarde demais.
É só isso que lhe digo, pense bem nas minhas palavras
E um dia verá que tenho razão, mas ai será tarde de mais...
Fique bem no seu mundo, com os seus amigos,
Egoistas que, no fundo, também gostam de mim mas tem medo de admitir, à isso eu chamo covardia...
Mas me vou pois nao tenho tempo para
Sofrer por você, tenho que aproveitar a vida.
Se voce não quer fazer parte da minha vida,
Adeus...
Rodrigo Caldas
sábado, 12 de janeiro de 2008
O ABUTRE

O cheiro de urina e carne podre era forte, até mesmo para os da casa que estavam acostumados com o odor habitual do velho. Mas agora estava pior, ela nunca encontraria uma empregada disposta a agüentar a árdua tarefa de cuidar de alguém que estava se decompondo ainda em vida.
Ela como filha sentia-se na obrigação de o faze-lo, formara-se enfermeira para ajudar pessoas como poderia ela virar as costas justamente a seu pai? Toda a manhã erguia o corpo velho e decrépito, já fraco e desmembrado, banhava-lhe, limpava-lhe as feridas em meio a insultos e berros do velho homem. Muitas vezes ela parava, depois de colocar o pai na cama e tentava descobrir de onde o velho moribundo tirava forças para xingar-lhe a agredir-lhe daquela forma, era como se algum demônio o possuísse e lhe desse animo ao corpo.A doença o consumia aos poucos, levara primeiro seus pés, depois as pernas inteiras. Logo sua lucidez também o abandonara. Antes um senhor gentil e alegre, agora apenas olhos turvos, alguém rude a quem ela não reconhecia.
No segundo andar da casa ficava o quarto do enfermo era amplo e confortável, tal qual um hospital. No seu intimo ela ansiava pela morte do seu progenitor, seu suplicio já durava cerca de dois anos. Há muito tempo ela não deixava que a pequena com seis anos de idade entrasse no quarto do avô. Além da figura cadavérica as palavras que o velho proferia a ela eram de mais ofensiva para os ouvidos de uma pobre criança.
Terminou de limpar o quarto do velho e fechou bem a porta para que o som não passasse nítido para o térreo.
***
Ele olhava pela fresta da cortina, dava para ver o imenso carvalho que já naquele verão roçava os galhos no vidro de sua janela. A mulher tinha trocado seu soro, achava que ela estava dando algo para sua dor aumentar ele sabia disso, aquela vagabunda. Que bela vagabunda havia se tornado sua filha. Todos queriam vê-lo morto ele sabia, foram eles que mandaram amputar suas duas pernas. Estava agora a mercê da vagabunda. Não só da vagabunda, como daqueles olhos vermelhos e esganiçados que já vinham o fitando fazia três dias.
Na manhã ele tentara ver o que eram os malditos olhos e avistara. Agora ele sabia com o que estava lidando. Um imenso abutre com sua corcunda e seu grande bico pousado sobre um dos galhos do carvalho.
Ele estava perto de mais da janela naquela noite. Sentia o olhar voraz do animal sob seus tocos de pernas enegrecidos.
***
Os gritos vieram de súbito interrompendo o jantar. A pequena arregalou os olhos enquanto a mãe saiu correndo para ver o que se passava com o avô, sua respiração ficara difícil, ela estendeu a mão e usou a bombinha duas vezes e a respiração tornou a ficar normal.
A filha entrou correndo enquanto o velho gritava e apontava pra janela:
_O que é isso? Esse animal está aqui para me comer vivo. Faça alguma coisa desgraçada faça logo.
Ela chegou perto do vidro e sentiu um arrepio na nuca. Era o maior abutre que ela já havia visto. Diferente dos outros animais este olhava fixamente para ela como se dentro dele habitasse um espírito maligno. Ela abriu a janela e tocou o pássaro, mas ele só fez afastar-se um pouco da janela continuando com suas garras presas ao carvalho.
Aplicou um sedativo direto na veia do velho. E enquanto ele de debatia na cama chorou de pavor e de angustia.
***
Acordou em meio à madrugada a coceira insuportável nos tocos. Sentia as pernas ali e elas coçavam.
Sobressaltou-se. Olhou para a janela, as cortinas fechadas. Foi quando ouviu um barulho como se algo riscasse o vidro. Esticou a mão e segurou a bengala, já não a usava há muito tempo, mas a mantinha ao lado da cama como de costume. Colocou a ponta entre as cortinas que desciam ocultando a janela.
E lá estava ele raspando o bico contra a vidraça, seus olhos famintos sobre ele.
É um demônio, pensou ele, só pode ser.
O animal bateu mais forte contra a vidraça e um estampido mais forte aconteceu, quando o vidro trincou.
O velho berrou alto e chamou por sua filha, por socorro, clamou a Deus e a todos os anjos.
Seu coração batia rápido, mais do que poderia agüentar.
***
Os gritos do velho chegaram ao térreo, mãe e filha acordaram num sobressalto. A mulher correu para cima sem dar-se conta de que a pequena tinha dificuldade para respirar.
Subiu as escadas rapidamente e entrou no quarto o pai tinha as mãos em seu peito e gemia alto. Ela olhou para janela, a vidraça trincada. Quando virou novamente o rosto seu pai lhe estendia a mão. Ela segurou lhe a mão. O homem lhe apertou fortemente os dedos, abriu toda a boca e revirou os olhos. Sua vida extinguira-se de uma vez, num único e breve suspiro.
Lágrimas rolaram pala face alva da mulher enquanto o cadáver de seu pai jazia imóvel no leito.
Ela virou-se de costas e deparou-se com a pequena no topo da escada, ela vivenciara tudo o que acontecera com o velho, sua respiração estava difícil.
A mãe correu em direção a ela, mas era tarde.
A menininha desmaiou e rolou as escadas a sua frente. Justamente as escadas, algo que a mulher tinha feito para protege-la a machucara agora.
de Juliana Tussi Padilha ***
No hospital, a criança imóvel no leito, suas faces arroxeadas, o tubo de oxigênio no pequeno narizinho. Ela poderia chorar todas as lágrimas pelo que acontecera com sua filhinha, mas ela sabia de quem era a culpa. A culpa era do velho que morrera, mas que a consumira, que terminara com sua vida, que tirara a atenção de sua pequena, sua única filha.
Amaldiçoou o pai, muitas e muitas vezes e pediu que os demônios o levassem para o inferno.
Enquanto ela amaldiçoava o velho morto, pode ver na janela do hospital o abutre que fitava com profundo interesse a mescla de palidez e arroxeamento do rosto da pequena.
Um grito esganiçado e agudo saiu da boca da mulher enchendo o quarto do hospital.
Juliana
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
VAGO VAGABUNDO
O quando, um passo além da espera
À esfera, um grau além do cubo
O tudo, é muito em pouca terra.
O beijo, um sonho de consumo
Teu sumo, um tanto me conserva
A erva, me eleva ao absurdo
Mas surtos de amor não é com ela.
Se eu sei o que de fato me pertence
E sei de que matéria sou oriundo
Ao fundo, ir pra cima é ir pra frente
E eu, contente em explorar os submundos
Digo a todos:- que, quem nele não se rende
São sempre os tão chamados vagabundos.
Leandro de Almeida.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Cântigo à saudade

Saudade de sentir-me assim, viva
Dos tempos idos e esquecidos
De toda uma história agora inativa
De tudo que me fora desprendido
Talvez seja este o tormento
D'a alma que não pode esperar
A sucumbir diante tal lamento
Esperança floresce sem hesitar
Sutil, imperceptível, a espreitar
Há notar o tempo bom de aflorar
Oh! Destino permita que me vingue
Inatingível estou a me tornar
Indiferente ao que pode decepcionar
Vida que evapora e não se extingue!
Neste soneto tive o prazer de contar com o auxílio da poetisa Ângela Lugo.
Obrigada amiga..
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frozen kisses
Thamires Nayara.copyright © 2007 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
POEMA
Grudado e firme como um musgo dentre os dentes
No teu inverno sou qualquer pessoa
Aquele que, mesmo odiando, em sonhos ainda sentes.
No teu inicio sou um viandante
Sentado e deitado na falha do teu crepúsculo
No teu derradeiro sou teu amante
Aquele que pra te amar vende de fim o próprio músculo.
No teu ensaio sou um nobre trapo
Capaz de te assistir nua tantas vezes
E nunca sair antes do final da cena.
No teu teatro sou um fiel fiapo
Que aplaudiu teu número morto tantos meses
E de tanto almoçar o amor, agora janta a pena.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
A força do medo
O medo bloqueou minha estradalimitou meu espaço, acorrentou minha alma,
travou meu passo.
O medo cercou minha trilha
enforcou-me num laço
calou minhas palavras, me tornou seu escravo.
O medo matou dentro de mim
uma semente chamada liberdade
aquela que brota com o vento
e semeia a felicidade.
O medo confinou meu ser,
nas entranhas do destino,
num emaranhado como de um arame farpado,
arruinado e desprovido.
O medo me condenou, me batizou
com minhas lágrimas, selou minha boca
cegou minha verdade, esfacelou meu sonho
e amordaçou minha vaidade.
O medo amputou minha força
Esquartejou minha coragem
Esfaqueou meu peito...
Tornou-me um covarde.
O medo escureceu meu brilho
Apagou minhas estrelas
Secou meu riacho
Murchou minha flor
Tornou-me seu capacho.
O medo quebrou o cristal polido,
estilhaçou em mil pedaços minha face
de vidro, não sou mais eu , agora
sou apenas...
cacos perdidos.
Leni Martins 13/03/07
domingo, 6 de janeiro de 2008
Mortos acima de qualquer suspeita

por Fernando Soares Campos
Geraldo e Cláudio são amigos inseparáveis. Aposentados, podem ser vistos a partir das duas da tarde, todos os dias, na mesa exclusiva da dupla, no Bar do Cardoso. Nos últimos vinte anos, só falharam um dia. Foi no domingo passado, pois naquele dia o bar fechou devido ao recrudescimento da violência que toma conta da cidade há uma semana.
Geraldo abre o jornal e lê para o companheiro:
— Vê essa, meu: "Já somam 107 os suspeitos abatidos pela polícia desde sexta-feira passada".
— Suspeitos de quê?! — perguntou Cláudio
— Aqui só fala em suspeitos.
— Mas quem são esses suspeitos?
— Ora! eu já li isso pra você, são os mortos, meu!
— Sei, mas quem são os mortos?
— Putz!, meu, você não saca uma! Quer que eu desenhe? Os mortos são os suspeitos, meu!
— Mas, meu, eu quero saber quem são os mortos suspeitos.
— Fácil: são os caras que a polícia matou.
— E esses caras têm nome?
— Tinham.
— Como "tinham"?
— Agora são somente números.
— São suspeitos de quê?
— Suspeita-se que alguns desses suspeitos participaram de um movimento suspeito, supostamente ligado ao suspeito crime organizado.
— Mas, se depois de investigados os casos, descobrirem que alguns dos suspeitos são inocentes?
— E daí?!
— O que acontece com esses que já morreram?
— O que acontece?! Ora, meu!, não acontece mais nada, os caras já morreram.
— E a polícia está procurando novos suspeitos?
— Claro.
— Mas, pelo que estou entendendo, qualquer pessoa que estava na cidade, nos últimos dias, é um suspeito.
— Claro que não!
— Por que não?
— A polícia, antes de atirar, não pergunta onde o cara estava nos últimos dias.
— E se ficar provado que o morto suspeito não estava na cidade há mais de uma semana e não tinha nenhum envolvimento com organizações criminosas?
— Aí o suspeito morto passa a ser apenas morto.
— Hein?!
— Torna-se um morto acima de qualquer suspeita.
Fernando Soares Campos
(http://assazatroz.blogspot.com/2007_06_01_archive.html)
sábado, 5 de janeiro de 2008
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Tecendo a vida

de Sirlei Passolongo
Cada verso tece um poema
Cada poema uma saudade
Cada saudade um amor
Como a abelha
Que colhe o néctar
De rosa em rosa
E tece sua morada
Ou a andorinha
Que tece o ninho
A espera do inverno
Cada poeta tece
Um verso
E cobre de cores
O papel em branco
Que tece poemas
Que tecem dores
E amores
Espinhos e flores.
(Sirlei L. Passolongo)
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Eu vou EXTERMINAR todos os mosquitos do universo!!!

O meu amigo Victor Mazzola está meio puto chateado com a infestação de mosquitos que está assolando sua choupana. Eu to unindo o útil ao agradável. Quem já não experimentou um insetozinho esmagado na saliva? Hum, aquele sanguinho gosmento, uma dilícia. Por isso decidi aderir, para petiscar durante o dia enquanto tomo minha cerva. Já o Victor, pelos loucos motivos dele, fez esse post:
“Nadavéricos, moro em Vitória - ES, e de uns 2 meses para cá, a cidade está infestada de mosquitos. Êta bicho chato! Além de transmitir um catatau de doenças, ainda atrapalha o nosso sono vital, fazendo zum zum em nossos ouvidos. Pra mim, BASTA!!! Entrei para a campanha Eu vou EXTERMINAR todos os mosquitos do universo!!!. Entre em contato pelo email vmazzei@nadaver.com se topar aderir à campanha. O blog que quiser participar só precisa postar regularmente qtos mosquitos exterminou naquele dia. Em breve, lançaremos uma logomarca (quem se habilitar em criar prestará um serviço a todos nós).
Essa ação não é restrita somente à Grande Vitória, podendo ser estendida a outras regiões de todo o universo.”
Se você é assim como esse ilustre internauta, ou como eu, junte-se a nós ( e a mais uma porrada de blog ), nessa guerra contra esses apetitosos insetos “zunidores”.
www.nadaver.com
(o link está no selo da lateral)
Em tempo: Hoje comi...quer dizer, matei 4 mosquitos.
A Eterna Arte de ser um Artista
As histórias que vou contar trarão muita diversão como poderão ver nas linhas que se seguem.
Você é meu convidado.
A Eterna Arte de ser um Artista
Lucilia era uma menina órfã e gostava muito de ficar na casa de um pintor chamado Lantis!
Ele era um pintor de quadros magníficos e só pintava animais. Suas pinturas eram tão perfeitas que pareciam vivas.
Esta menina gostava de vê-lo pintar e ficava sentada em uma cadeira olhando, curiosa... Até dizer, com certeza, que bicho ele estava fazendo.
Ele olhou para a menina e disse, bem baixinho:
— Esse vai ser meu último quadro... vai ser o melhor de todos!
Os olhos da menina ficaram arregalados:
— Como? — disse ela — O Senhor não pode me abandonar... Seus desenhos são os melhores do mundo!
— Não há outro jeito... Preciso partir.
E, pela primeira vez, ele não a deixou ver qual o desenho que estava fazendo. Cobriu o quadro, chegou perto dela e disse:
— Amanhã você virá aqui e pegará o quadro, porque vou fazê-lo para você! Mas você não me encontrara mais por aqui...
Deu-lhe um grande abraço e ela foi embora chorando.
Naquela mesma noite, alguns homens entraram na casa daquele senhor...
Revistaram tudo mas não acharam sinal dele. Apenas o quadro, coberto por um pano, endereçado àquela menina.
— Aquele bruxo de nome Lantis sumiu, e ainda caçoou da gente fazendo sua última obra de arte! Vamos queimar tudo!
Eles começaram a colocar fogo na casa. Fiquei impressionado com tanta arrogância, com tanto descaso com a arte daquele homem. Eu tinha que interferir.
Chamei alguns morcegos e lobos para entrarem na casa. Era muito engraçado ver os homens saindo correndo desesperados.
Por mais que eu tentei não consegui apagar o incêndio. Mas consegui salvar o quadro que estava endereçado a menina. Eu me escondi do povo daquela aldeia. Todos foram ver a casa se incendiar. Finalmente encontrei a menina na multidão. Eu consegui ter contato com ela.
—Não se preocupe minha jovem. Os homens que fizeram isso. Jamais voltarão. Posso garantir também que o pintor não estava em casa. Mas ele deixou este presente para você.
Ela pegou o quadro e saiu correndo. Eu fui atrás dela. Ela entrou na floresta e parou perto de uma arvore. Começou a rasgar o papel que embrulhava o quadro... Era uma águia!
Os olhos do pássaro brilhavam de tal maneira que assustou a menina, deixando o quadro cair no chão. Aos poucos, a águia ia saindo do quadro como se fosse de um ovo para o nascimento.
— Lantis, é você? — perguntava, em prantos, a garota...
— Sim! — respondeu-lhe a águia — Estas serão minhas últimas palavras. Obrigado por salvar a minha arte. Nunca me esquecerei de você.
Então, olhando para o alto, a águia partiu.
Devemos respeitar a arte. E devemos fazer de tudo para preservá-la . A arte é a única obra do homem que dura eternamente!
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Mata-me

Pagou-me para esquecer
de tudo que me fizeram
Te bato por mero prazer
depois que me disseram
Sou louca, morta
desastrada e furiosa
Você me fincou
toda a dor, e agora digo
te mato, e agora
Que me prendam,
que me arrastem
te matei, e é tudo
matei minha dor,
é tudo que pude fazer
Ainda lembro do teu sangue
esguichando como foz
marcando meu gosto
de ser tua algoz
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
2008 Chegou...Minha Lingua Para os Tostosos de Alma

Abri o Vale...
Muitos loucos entraram,
Jogaram seus restos
Em decomposição, choraram,
Comeram minha grama,
Beberam minha lama,
Me estupraram...
E eu deixei.
Porque sou louca,
Sem ser suicida,
Gargalho da vida,
Depois renasço...
E abro os braços,
Mas dessa vez,
Para os totosos de alma...
Esses, me dou, me fodo, me ferro, me ardo...
Num gozo, de espírito novo,
Para mostrar aos abutres
Que já viraram pó,
E nem tive dó...
Que só não comi suas vísceras porque vomitaria depois...
Me Morte
(1° dia de 2008)
Esse poema foi um desabafo, um acerto de contas para fechar o ano de 2007 e abrir a porta do que será O ANO DECISIVO, tanto para meus projetos aqui no virtual, quanto para minha vida pessoal.
É para lembrar que a vida real está aqui ao lado, acontecendo, e é nela que conquistamos nossos degraus mais árduos. 2008 será assim, um ano de conquistas, pela prévia que tenho tido aqui no mundo real, só terei batalhas esse ano e, se trabalhar direito, colherei bons frutos.
Desejo para 2008 que todos os meus verdadeiros amigos permaneçam fortes, com saúde e paz, para que me acompanhem nessa subida. Amigos escalam juntos sem cansasso, com disposição e fé, colhendo junto os frutos.
Que 2008 seja o ano das alegrias e realizações de todos.
No meu caso, se a cerveja deixar, é claro,rss...

